quinta-feira, setembro 26, 2013


Mídia Internacional destaca a ofensiva de Dilma à espionagem dos EUA

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The Guardian diz que discurso “bravo” de Dilma “foi um desafio direto ao presidente Obama”. The New York times falou em "denúncia quente" contra os EUA

(Reprodução)
Jornais internacionais destacam ataque ‘feroz’ de Dilma à espionagem dos EUA
A presidenta Dilma Rousseff fez um ataque “feroz” à espionagem da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos em seu discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, na avaliação do jornal britânico The Guardian.
Em seu discurso nesta terça-feira, Dilma afirmou que as ações da NSA, que teriam incluído a espionagem direta das comunicações da presidente brasileira e da Petrobras, representam uma violação dos direitos humanos e um desrespeito às soberanias nacionais.
As revelações sobre a espionagem da NSA foram feitas pelo jornalista americano radicado no Rio de Janeiro Glenn Greenwald, com base em documentos vazados pelo ex-analista da NSA Edward Snowden.
Para o Guardian, jornal que publicou as primeiras revelações do escândalo de espionagem da NSA, o discurso “bravo” de Dilma “foi um desafio direto ao presidente Barack Obama, que estava esperando ao lado para pronunciar seu próprio discurso à Assembleia Geral da ONU”.
O diário avalia que a fala de Dilma “representou a reação diplomática de mais alto nível até agora” às revelações feitas por Snowden e lembra que Dilma já havia adiado sua visita de Estado aos Estados Unidos, prevista inicialmente para o mês que vem, por conta do escândalo.
O discurso também ganhou espaço no americanoThe New York Times, que classificou a fala da presidente brasileira de “denúncia quente” contra os Estados Unidos sobre as ações da NSA.
“Obama tomou nota das queixas, dizendo que os Estados Unidos estão repensando suas atividades de vigilância como parte de uma reavaliação mais ampla que incluía a restrição do uso de drones e a transferência de prisioneiros da prisão da Baía de Guantánamo, em Cuba, e finalmente o seu fechamento”, diz o jornal.
Outro jornal americano, o Washington Post, afirma que Dilma proferiu uma “reprimenda pungente” da espionagem eletrônica feita pela NSA.
O diário espanhol El País disse que Dilma se mostrou “taxativa na hora de denunciar a espionagem internacional”.
Fonte: BBC

PRESIDENTE DILMA NA ONU: REVISTA VEJA DÁ O TOM DA MANIPULAÇÃO.

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Veja não exibiu Dilma discursando na Assembleia da ONU e o título da matéria revela preocupação com as eleições 2014. É possível que a revista sinta falta dos tempos em que o Brasil era caracterizado pela subserviência a Washington

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As abordagens da imprensa ao discurso de Dilma na ONU (Reprodução – Jornal CGN)
Que a grande mídia brasileira está em processo acelerado de perda de credibilidade não é novidade, mas Veja se esforça para decretar a falência definitiva.
Matéria sobre o discurso de Dilma na ONU foi ilustrada por Veja com uma imagem que não retrata o momento do discurso.
A revista da editora Abril também sugere preocupação com 2014 no título da notícia.
É possível que a revista sinta falta dos tempos em que o Brasil era caracterizado pela subserviência a Washington
Se alguém queria saber o significado da tão propalada expressão “a grande mídia brasileira manipula”, eis um bom exemplo.
Fonte: Pragmatismo Político

Preso por um comentário no Facebook

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A internet não só não é “terra de ninguém” como pode trazer problemas sérios ao cobrar judicialmente a responsabilidade de quem fala o que quer. Cuidado com o que você posta. Pode sim dar cadeia

comentário facebook cadeia
Cuidado com o que você posta no Facebook e em outros espaços da internet. Pode dar cadeia (Reprodução)
No recente caso ocorrido no bairro do Butantã (SP) em que as irmãs Victorazzo de 13 e 14 anos foram mortas pela própria mãe numa condição envolta em tanta complexidade que uma avaliação psquiátrica tornou-se primeiro passo, um leitor assinado como Leo Dias comentou abaixo da notícia em um grande portal: “Matem essa cachorra na cadeia”.
Há um risco muito grande nesse comportamento, normalmente desprezado ou ignorado. A internet não só não é “terra de ninguém” como pode trazer problemas sérios ao cobrar judicialmente a responsabilidade de quem fala o que quer.
“Ameaça, calúnia, difamação, injúria, são crimes ao vivo ou por meio da internet. Aliás, essa divisão – mundo real ou mundo virtual – não existe. O que quer que tenha repercussão e interesses jurídicos é passível de responsabilização, sendo que no mundo virtual existe a agravante que é a extensão do dano”, diz Gustavo Guimarães Leite, do ZRDF Advogados. “Difamar ou caluniar alguém aos gritos no meio a rua é uma coisa, fazê-lo na internet é outra, a dimensão do dano é exponencial, a quantidade de pessoas suscetíveis ao ato passa a ser muito maior, portanto a gravidade também é maior”.
Não vivemos sob um regime chinês ou mesmo iraniano, cujo acesso ao Facebook está sendo vagarosamente permitido só agora após 4 anos de bloqueio total. Temos liberdade para acessar, opinar e dar pitacos em tudo o que acreditamos ser relevante. Porém muitos passam daquilo que Obama chama de linha vermelha. “A todos é assegurado o direito à livre manifestação, é um direito constitucional. O que não significa que, ao exercê-lo, você possa ultrapassar determinados limites impostos, principalmente ofender terceiros. Configura-se ato ilícito, abuso de direito, que é passível de responsabilização”, afirma Leite.
Engana-se ainda quem acredita estar protegido caso o ataque não seja individualizado. “Antes de mais nada, é preciso haver a denúncia, que pode ser de uma pessoa (para um crime pessoal – de ação condicionada – só a vítima pode denunciar), mas pode ser movida uma ação penal através do Ministério Público, por exemplo”, continua Gustavo Leite.
Foi o risco que correu o estilista Alexandre Herchcovitch. Após participar da manifestação do dia 17 de junho, no dia seguinte seu perfil oficial do Twitter continha a seguinte frase: “Por que não acontecem manifestações no norte e nordeste? É lá que elegem os políticos corruptos do Brasil”. A repercussão foi tão negativa, inclusive entre seus seguidores, que Herchcovitch saiu-se com uma explicação ao estilo porta dos fundos, alegando que sua conta pessoal havia sido hackeada.
Cancelou a conta, mas não evitou provar da máxima “quem fala o que quer, ouve o que não quer” que a internet propicia com crueldade: “Eu sugiro que o moço vá para o Senegal, onde dimensões penianas generosas poderão aplacar eventuais desgostos políticos. Bonne chance!”, foi postado por um leitor do G1, comprovando que dois erros não fazem um acerto.
Mesma sorte não teve um advogado paranaense que, trabalhando em um escritório de São Luís do Maranhão, passou a publicar comentários em sua rede social criticando a cultura maranhense. Alegou que o Brasil não evoluiria por causa dos nordestinos e sugeriu que as regiões Norte e Nordeste sejam riscadas do mapa brasileiro, restando apenas Sul e Sudeste. A Ordem dos Advogados instaurou procedimento disciplinar contra o advogado por conduta indevida de xenofobia e ele hoje está em vias de perder seu registro para exercício da atividade.

O que faz pessoas julgarem um suicida como Champignon, baixista do Carlie Brown Junior, ou que defendam a extradição compulsória de nordestinos após uma reintegração de posse ocorrida no Grajaú à base de bombas de gás da polícia contra mulheres e crianças é algo que deixo para a psiquiatria explicar. Já as consequências, quem explica é a legislação. Cuidado com o que você posta. Pode sim dar cadeia. 
Fonte:Pragmatismo Político
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