segunda-feira, outubro 21, 2013


Marco Feliciano fala em candidatura a Presidência...

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Pastor Marco Feliciano não rechaça candidatura à Presidência da República, revela ressentimento com Dilma Rousseff e afirma: “Eu me tornei um símbolo”

marco feliciano presidente
Marco Feliciano não descarta candidatura à Presidência da República (Agência Câmara)
Em entrevista ao Blog da Folha de Pernambuco, publicada nesta segunda-feira (21), o deputado federal Marco Feliciano (PSC) não nega a possibilidade de se candidatar à presidência da República, em 2014. “O futuro a Deus pertence”, afirmou o parlamentar.
Feliciano disse, na entrevista, que o PSC recebe, em São Paulo, mil ligações diárias pedindo sua candidatura à presidência. “Eu não sei o que pode acontecer daqui pra frente”, afirma o pastor.
Ainda sobre o pleito eleitoral de 2014, Feliciano afirmou que se “tornou um símbolo” no Brasil, desde que assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), e que manda “para o segundo turno qualquer candidato”. A respeito das eleições de 2014, o parlamentar afirmou que tem “grande apreço” por Eduardo Campos (PSB). “É um rapaz brilhante, tem um entusiasmo tremendo.”
Aécio Neves também foi lembrado pelo deputado. “Tancredo Neves, seu avô… Naquele momento, eu era um adolescentezinho, mas que ouvia a música ‘Coração de estudante’ e chorava sem entender o por quê”, afirmou Feliciano

Mágoa

A presidenta Dilma Rousseff magoou Feliciano. O deputado alega que contrariou seu partido, o PSC, e apoiou a petista nas eleições de 2010. Porém, após os protestos que ocorreram por conta do pastor ter assumido a presidência da CDHM, a presidenta não se manifestou. “E, de repente, no momento que eu mais precisei da presidente, ela se calou. O governo não se manifestou através da boca da presidente, acerca de eu ter assumido a presidência da Comissão de Direitos Humanos”, afirmou.
Em outro trecho, o parlamentar conta que após ser “traído” decidiu “vasculhar a ideologia” do PT e descobriu que “a filosofia deles é enraizada no marxismo, e com ‘M’ maiúsculo, em que se vê a religião como um freio no progresso do mundo. Eu descobri que eu estava lutando do lado de meu inimigo.”

Orientação política

Apesar de invocar o “marxismo petista”, Feliciano afirmou, na entrevista, que no “nosso país não tem mais isso”, de esquerda e direita. “Meu partido é um partido de centro, né? Eu falar que sou de direita pode soar pretensioso demais.”
Fonte: Revista Fórum

Dom Eugênio Salles era garoto de recados da ditadura militar no Brasil.

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Documentos inéditos revelam que D. Eugênio Salles colaborou com a ditadura militar no Brasil. O líder católico atuou como agente duplo e recusou apoio a perseguidos

dom eugênio salles ditadura militar
Documentos mostram que D. Eugênio Salles colaborou com a ditadura militar no Brasil (Foto: Arquivo)
Em 1976, sob a égide do Ato Institucional nº 5 e cercada por denúncias de torturas, prisões, desaparecimentos e mortes de presos políticos, como a do jornalista Vladimir Herzog, a ditadura começava a ruir em meio à transição “lenta, gradual e segura” anunciada pelo general Ernesto Geisel. A Igreja Católica, por meio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cobrava do governo informações e esclarecimentos sobre os abusos e condenava o caráter arbitrário do regime militar.
Acuados, os generais buscavam minar o ímpeto das lideranças católicas dentro da própria CNBB. Contaram, para isso, com uma das figuras mais influentes do clero: o cardeal e então arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugênio Salles. É o que revelam documentos oficiais obtidos por CartaCapital junto ao Arquivo Nacional em Brasília. Em relatório de 14 de março de 1976, o I Exército do Rio de Janeiro relata ao Serviço Nacional de Informações (SNI) como o cardeal conseguiu conter os esforços da própria CNBB de lançar uma campanha contra a repressão. Ao se referir ao “clero católico”, o documento dizia: “A CNBB pretendia fazer declarações sobre as atuais prisões, envolvendo elementos do PCB, no RJ/RJ. Dom Eugênio Salles conseguiu esvaziar o movimento da CNBB. Irah a Roma ET, no seu retorno ao país, farah declarações favoráveis”.
A evidência fica clara em outro documento do SNI, também parte do acervo do Arquivo Nacional. A carta da CNBB, endereçada ao general Ernesto Geisel em 24 de setembro de 1975, pedia esclarecimentos sobre o paradeiro de presos políticos. Preocupada em obter esclarecimentos “alviçareiros ou trágicos, mas definitivos” sobre casos de militantes desaparecidos, a entidade dizia ao então ditador: “Permanece, no entanto, um determinado número de desaparecimentos para os quais ainda não se obteve informações satisfatórias. (…) Até esta data, no entanto, os esclarecimentos não foram satisfatórios. Isto é motivo de desespero para as famílias dos desaparecidos e de angústia para nós pastores”. O então presidente da CNBB, Aloísio Lorscheider, termina a carta com uma súplica: “Gostaríamos de receber melhores esclarecimentos, bem como qualquer retificação, sobre imprecisão dos dados ou fatos aí contidos”.
Diante da pressão, os militares usavam dom Eugênio – arcebispo primaz do Brasil desde 1968 – como uma espécie de garoto de recados, de acordo com o documento do I Exército do Rio de Janeiro ao SNI, de 1976. À época da prisão de jornalistas ligados ao PCB, como Oscar Maurício de Lima Azêdo e Luiz Paulo Machado, foram coletados depoimentos de outros profissionais de imprensa, como Fichel Davit Chargel e Ancelmo Gois, por meio dos quais seriam reveladas operações do PCB no Rio. Com tais informações nas mãos, os militares pressionaram o fotógrafo Luiz Paulo Machado para que redigisse uma carta de repúdio ao comunismo, a fim de demonstrar arrependimento pela militância. A existência da carta de próprio punho, ressalta o documento oficial, era para ser mantida sob “alta compartimentação” (sigilo).
Apesar da carta escrita na madrugada de 13 para 14 de março, os militares queriam mais. Pediram, como relata o documento da Operação Grande-Rio – que visava “buscar intimidar ou desencorajar livre manifestação subversiva VG especialmente por meio de prisões de subversivos selecionadas por suas atuações destacadas” –, que dom Eugênio conversasse com a mulher do fotógrafo, Elaine Cintra Machado, para sugerir procurar o comandante do I Exército e obter informações sobre o detido. Era de extrema importância, no entanto, que o arcebispo deixasse transparecer o mínimo sobre a relação próxima que tinha com os militares. “Dom Eugênio Salles, por solicitação do CMT do I EX, fazendo transparecer ser iniciativa sua, aconselhou a Elaine que procurasse o CMT do I EX, dando a crer, também que soh o Exército poderia cooperar com ela.”
O objetivo seria pressioná-la, a fim de conseguir “o apoio ET a cooperação de Elaine”, como sugere o relatório sobre os procedimentos a serem tomados com a militante denunciada pelo marido como “responsável pelo movimento financeiro do PCB, no RJ”. A intenção era “desencadear de imediato uma ação psicológica sobre a esposa de Luiz Paulo Machado, Elaine Cintra Machado, com base na “carta-repúdio”.
Fotógrafo que trabalhou na revista Placar, pela qual fez a clássica foto de Pelé com uma mancha de suor em formato de coração, depois da partida contra o México, em 1970, no Maracanã, e no jornal O Globo, Luiz Paulo Machado vinha sendo monitorado pelo regime, assim como dezenas de jornalistas ligados ao PCB. No fim da década de 1960 e início dos anos 1970, estudou marxismo e leninismo em Moscou, na escola de formação da Liga Leninista da Juventude, o Komsomol, onde fez amigos de militância a quem depois ofereceu refúgio na casa de seu pai, o comandante Paulo Santana Machado, no Rio.
Machado foi solto mais tarde por falta de provas, por intervenção do então presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) Prudente de Moraes Neto. Procurado por CartaCapital, Machado explicou que prefere não falar sobre esse período de sua vida.
Discurso
Líder ecumênico metodista e coordenador do Grupo de Trabalho da Comissão Nacional da Verdade que investiga o papel das igrejas durante a ditadura, Anivaldo Padilha reconhece que a figura de dom Eugênio é controversa: além de ter atuado a mando dos militares, chegou a negar ajuda a militantes, inclusive os católicos. “Dos pronunciamentos dele, não me lembro de nenhum explicitamente apoiando a ditadura, mas lembro de muitos outros criticando setores de oposição, especialmente a esquerda.”
Da mesma visão compartilha dom Angélico, bispo auxiliar do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo cuja trajetória foi marcada pela proteção aos militantes e que, inclusive, mais de uma vez esteve com o então ministro-chefe da Casa Civil, Golbery do Couto e Silva, para lhe entregar listas com nomes de desaparecidos. “Do que conheço a respeito da atuação do cardeal dom Eugênio, a não ser em casos isolados, ele realmente não se confrontou com a ditadura”, avalia.
Não são poucos os casos nos quais dom Eugênio foi chamado a ajudar e a fazer frente ao regime militar e não deu ouvidos. Um dos mais famosos é o da estilista Zuzu Angel, cujo filho Stuart foi torturado e morto pelo Serviço de Inteligência da Aeronáutica. Ao procurar dom Eugênio, bateu com a cara na porta. Sua filha, a colunista social Hildegard Angel, em mais de uma ocasião disse que o cardeal “fechou os olhos às maldades cometidas durante a ditadura, fechando seus ouvidos e os portões do Sumaré aos familiares dos jovens ditos ‘subversivos’ que lá iam levar suas súplicas, como fez com minha mãe”.
A omissão, o silêncio e a compra das versões dadas pelos militares para acobertar torturas e mortes nas prisões por dom Eugênio acabavam sendo respaldados pela mídia, com quem o cardeal mantinha ótimas relações – vale lembrar que ele escrevia artigos para O Globo e Jornal do Brasil com certa regularidade.
Em audiência da CNV no Rio, ex-presos políticos destacaram a postura ambígua de certos setores da Igreja durante o regime militar. Atuante no movimento social da Igreja Católica, a pernambucana Maria Aída Bezerra procurou o então arcebispo do Rio para ajudar a amiga Letícia Cotrim, que estava detida. “A conversa não foi boa. Não deu certo. Ele não acreditava que a comunidade cristã dele estava sendo perseguida e não quis intervir. Ele nos considerava subversivos e era contra cristãos de esquerda”, declarou em seu depoimento na sessão do dia 17 de setembro.
A proximidade com a ditadura passava também por uma forte amizade com Antonio Carlos Magalhães, governador da Bahia e pessoa de muita influência durante o regime. Uma amizade que chegava ao ponto de os dois serem vistos, mais de uma vez, tomando banho de mar juntos.
O cardeal, naturalmente, tem seus defensores, que negam as acusações e dizem que dom Eugênio prestou ajuda a militantes refugiados de países do Cone Sul. A ajuda tinha como base uma parceria com o Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), que fornecia a verba a ser administrada pela Cáritas. Além do aluguel pago aos militantes, a Igreja Metodista oferecia no Colégio Bennett, na zona sul do Rio, um espaço de aulas para os filhos dos refugiados, enquanto esperavam pelo asilo político. Mas o asilo a refugiados, explica o bispo emérito da Igreja Presbiteriana, Paulo Ayres, deu-se mais por uma questão política do que ideológica. “Ele foi procurado pelo Alto-Comissariado da ONU para que o Brasil servisse como uma passagem para eles. Esse apoio aos militantes foi institucional”, lembra Ayres. “Não há dúvida de que dom Eugênio esteve muito mais próximo do governo militar do que dos católicos favoráveis à resistência.”
Assessor de imprensa de dom Eugênio por mais de 40 anos, Adionel Carlos da Cunha discorda. “Desconheço completamente qualquer ação do dom Eugênio nesse sentido (de colaboração com os militares). Pelo contrário, a ação dele foi de conseguir salvar mais de 5 mil militantes”, conta.
Trajetória
Um dos nomes cogitados para suceder ao papa João Paulo I, em 1978, o arcebispo nascido em Acari, no Rio Grande do Norte, em 8 de novembro de 1920, foi próximo do Vaticano como nenhum outro cardeal brasileiro. Ao longo de seus quase 60 anos de episcopado e mais de 40 de cardinalato, nomeou 22 bispos e 215 padres. Sempre foi um ferrenho opositor à Teologia da Libertação.
Para dom Angélico, a posição de dom Eugênio era clara: “Não era uma postura dúbia. Basta analisar historicamente”, disse, ao lembrar que a ditadura foi construída pelas “classes conservadoras, os grandes interesses econômicos e o apoio da CIA”. “Vivíamos em meio à polarização indevida entre o mundo livre e o mundo comunista. E muitos na Igreja temiam essa onda comunista.”
Fonte: Carta Capital

sábado, outubro 19, 2013


Estudo da Epístola aos Gálatas

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Carta aos Gálatas

5º texto neotestamentário

3º texto redigido por Paulo

Tema: Salvação pela Graça mediante a Fé

Data: entre os anos 49-58 d.C.

Local de escrituração: Antioquia entre 49/50d.C. ou Macedônia entre 56/58d.C.

O nome “Gálatas” vem dos gauleses, originários da Gália, que emigraram da Europa e ocuparam uma região da Ásia Menor (atual Turquia), no século II a.C. Trata-se, portanto, de uma região, e não de uma cidade. Paulo enviou esta carta para as igrejas na província da Galácia, uma área que incluía as cidades de Antioquia, Icônio, Listra e Derbe.

Gálatas contém divisões biográficas, doutrinárias e práticas de dois capítulos cada:

1º) Na primeira seção (caps. 1-2), Paulo defende sua autoridade apostólica.

2º) Na segunda seção doutrinária, (caps 3-4), Paulo apresenta uma série de argumentos e ilustrações para provar a inferioridade da lei em relação ao evangelho e para estabelecer o verdadeiro propósito da Lei.

3º) Na terceira, aplicação prática da doutrina ( caps. 5-6), Paulo exorta os gálatas pra usarem adequadamente sua habilidade cristã e para não abusarem da mesma. Ao invés de dar lugar ao pecado, o evangelho fornece meios para se obter a justiça que a Lei exige.

O tema central da carta é a liberdade como ideal, mas a realidade era marcada por um mundo organizado a partir da escravidão. A carta também é chamada de “Manifesto da liberdade cristã e da universalidade da igreja“. 

É o evangelho da liberdade, liberdade em relação a lei e em relação ao relacionamento dentro da própria comunidade (escravidão interna).

A carta de Paulo aos Gálatas pode ser considerada como uma precursora da Carta aos Romanos. É uma preparação para a Carta aos Romanos.

A motivação da carta é pastoral. Paulo começa a trabalhar uma metodologia mais sistemática. Gálatas vai tentar responder ao problema pastoral de outra forma.

Na comunidade dos Gálatas havia forte sincretismo religioso: tinham romanos, livres, escravos, judeus, judaizantes e de outras religiões.

Paulo defende seu apostolado. O apostolado de Paulo não era de origem humana, mas por designação de Jesus Cristo e do Pai; ele não consultou os apóstolos em Jerusalém antes de começar a declarar as boas novas; só três anos depois visitou brevemente a Cefas e a Tiago. (1:1, 13-24)

As boas novas que proclamava não foram recebidas da parte de homens, mas por revelação da parte de Jesus Cristo. (1:10-12)

Por causa duma revelação, Paulo, com Barnabé e Tito, foi a Jerusalém para tratar da questão da circuncisão; não aprendeu nada de novo de Tiago, Pedro e João, mas estes reconheceram que ele havia recebido poderes para um apostolado para com as nações. (2:1-10) 

Em Antioquia, quando Pedro erroneamente se separou dos crentes não-judeus, temendo certos irmãos visitantes de Jerusalém, Paulo o repreendeu. (2:11-14)

A pessoa é declarada justa somente pela fé em Cristo, não por obras da lei. Se alguém pudesse ser declarado justo por obras da lei, a morte de Cristo não teria sido necessária. (2:15-21)

Os gálatas receberam o espírito de Deus por terem aceito com fé as boas novas, não devido a obras da lei. (3:1-5)

Verdadeiros filhos de Abraão são aqueles que têm fé igual à dele. (3:6-9, 26-29)



Visto que aqueles que procuram mostrar-se justos por obras da Lei não conseguem guardá-la perfeitamente, eles estão sob maldição. (3:10-14)

A Lei não invalidou a promessa associada com o pacto abraâmico, mas ela serviu para tornar manifestas as transgressões e atuou como tutor, conduzindo a Cristo. (3:15-25)

Manter-se firme na liberdade cristã. Jesus Cristo, pela sua morte, libertou os que estavam debaixo de lei, tornando possível que se tornassem filhos de Deus. 
(4:1-7)

Retornar ao arranjo da observância de dias, meses, épocas e anos significaria retornar à escravidão e a uma posição semelhante à de Ismael, filho da serva Agar; ele, com sua mãe, foi despedido da casa de Abraão. (4:8-31)



Já que foram libertos do pecado e não mais estavam sob obrigação à Lei, deviam resistir a todos os que desejassem induzí-los a aceitar um jugo de escravidão. (1:6-9; 5:1-12; 6:12-16)

Não abusem da liberdade, mas cedam à influência do espírito de Deus, manifestando os frutos desse na vida e evitando as obras da carne. (5:13-26)

Reajustem num espírito de brandura a todo aquele que dá um passo em falso; mas todos, individualmente, têm a obrigação de levar sua própria carga de responsabilidade. (6:1-5)



Esboço de Gálatas

I. Introdução – 1.1-10
1. Saudação – 1.1-5
2. Motivo do escrito – defesa do evangelho: 1.6-10


II. Paulo defende seu apostolado – 1.11 a 2.14
1. Paulo recebeu seu evangelho diretamente de Cristo: 1.11-17
2. Paulo era independente dos 12 e de Jerusalém – 1.18-24
3. Paulo teve sua autoridade reconhecida pelos apóstolos de Jerusalém – 2.1-10
4. Paulo tinha tal autoridade que repreendeu a Pedro – 2.11-14


III. Paulo defende o verdadeiro evangelho – 2.15 a 4.31
1. Judeus e gentios são justificados pela fé – 2.15-19
2. Crucificado com Cristo, Paulo vive na fé do Filho de Deus – 2.20-21
3. Voltar à lei é insensatez – 3.1-5
4. O pacto da fé é anterior à lei de Moisés – 3.6-14
5. A lei não pode invalidar as promessas do pacto da fé – 3.15-22
6. A lei é um aio (pedagogo) para nos levar a Cristo – 3.23-29
7. Os crentes no evangelho não são escravos, mas filhos – 4.1-7
8. Os ritos da lei não têm valor algum – 4.8-11
9. A mudança de atitude dos gálatas – 4.12-20
10. A alegoria das duas alianças: escravos e filhos – 4.21-31


IV. Paulo defende a liberdade dos crentes em Cristo
1. Quem guarda a lei acabou com o espaço de Cristo – 5.1-12
2. A liberdade cristã é limitada só pelo amor – 5.13-15
3. Os crentes andam pelo Espírito – 5.16
4. Há uma luta constante entre o Espírito e a carne – 5.17-18
5. As obras da carne – 5.19-21
6. As obras do Espírito – 5.22-25
7. A simpatia que se deve ter com os que caem – 6.1-5
8. A lei da ceifa e da colheita – 6.6-10
9. O contraste entre os motivos de Paulo e os dos judaizantes – 6.11-17


Conclusão: a bênção – 6.18
Analisando o esboço e lendo alguns trechos que são chaves no pensamento do apóstolo, podemos ter uma idéia do conteúdo da epístola e do relacionamento correto entre a lei e o evangelho. Esta é uma das mais necessárias tarefas, hoje: descobrir a relação correta entre o evangelho e a lei.

Biografias: Alceu se opõe a Chico, Caetano, Gil e Roberto

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Alceu Valença se pronunciou sobre questão das biografias e seguiu linha oposta àquela encampada pelos colegas Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque e Djavan

alceu valença biografias
Alceu Valença: “Viva a democracia!” (Reprodução)
O cantor e compositor pernambucano Alceu Valença se pronunciou sobre a questão das biografias emsua conta no Facebook, em linha oposta àquela encampada pelo grupo Procure Saber, dos colegas Chico Buarque, Roberto Carlos, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Erasmo Carlos e Djavan.
“A ideia de royalties para os biografados ou herdeiros me parece imoral”, afirmou Alceu, sem meias-palavras. “Falem mal, mas me paguem…(?) é essa a premissa??? Nem tudo pode se resumir ao vil metal!”, completou, ecoando verso de “Como Nossos Pais” (1976), interpretada pela colega morta Elis Regina e composta pelo hoje sumido Belchior. Abaixo, o pronunciamento de Alceu, na íntegra:
“Pare, repare, respire, reveja, revise sua direção… Eu compus essa letra para o disco Maracatus, Batuques e Ladeiras, que lancei em 1994. Desde ontem, um assunto tomou conta dos meus pensamentos. No fim da manhã, recebi um telefonema de uma jornalista que solicitava minha posição acerca da polêmica que vem acontecendo em torno da autorização ou não de biografias. Como já estava na hora de buscar meu filho no colégio, pedi para ela me ligar à tarde. Dali em diante, fiquei remoendo o assunto e aguardando seu novo contato, o que não veio a acontecer.
“A questão não é simples. Pesei costumes e comportamentos. Refleti sobre o tempo e a história. Considerei valores e conceitos. Cheguei a uma conclusão que envolve 4 pontos essenciais:
“Ética. O assunto até parece démodé, mas deveria estar intrinsecamente no centro de diversas situações que vivemos hoje em dia. Inclusive, neste caso. Óbvio que o conceito é subjetivo e, até, utópico. No entanto, sem a sua prática, o desequilíbrio é evidente. Fala-se muito em biografias oportunistas, difamatórias, mas acredito que a grande maioria dos nossos autores estão bem distantes desse tipo de comportamento. Arrisco em dizer que cerceá-los seria uma equivocada tentativa de tapar, calar, esconder e camuflar a história no nosso tempo e espaço. Imaginem a necessidade de uma nova Comissão da Verdade daqui a uns 20 anos…
“Assim entramos em outro conceito, igualmente amplo, delicado e precioso: liberdade de expressão. Aliás, tão grandioso que deveria estar na frente de qualquer questão. O que é pior: a mordaça genérica ou a suposta difamação?
“Eficiência e celeridade processual são princípios que devemos reivindicar para garantia dos nossos direitos. Evitar a prática de livros ofensivos e meramente oportunistas através do Poder Judiciário é uma saída muito mais eficaz e coerente com os fundamentos democráticos.
“Definitivamente, a questão não é financeira. A ideia de royalties para os biografados ou herdeiros me parece imoral. Falem mal, mas me paguem…(?) é essa a premissa??? Nem tudo pode se resumir ao vil metal!
“Com todo o respeito pelas opiniões contrárias, este é o meu posicionamento. Viva a democracia!
Alceu Valença”.

A exposição sobre o aborto que chocou a Argentina

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Exposição tenta pôr tabu do aborto em debate na Argentina. Apesar de proibido, cerca de 500 mil mulheres praticam o aborto ilegalmente a cada ano no país. Três fotógrafas, uma alemã, uma francesa e uma argentina, querem, com uma mostra, estimular a discussão sobre o tema

projeto aborto argentina
“Tirem seus rosários dos ovários”: a exposição sobre o aborto que está chacoalhando a Argentina (Divulgação)
“O aborto pertence à ilegalidade na vida cotidiana argentina”, diz a fotógrafa Lisa Franz. A alemã de 34 anos vive e trabalha em Buenos Aires. Ao lado da argentina Guadalupe Goméz Verdi e da francesa Léa Meurice, ela é responsável pelo projeto 11 Semanas, 23 Horas e 59 minutos, que trata do aborto ilegal na Argentina. O projeto fotográfico conta histórias pessoais de mulheres e casais, mas também de ativistas e médicos que lutam pelo aborto legal irrestrito, aconselham e ajudam as pessoas atingidas por uma gravidez indesejada.
“Para nós, era importante não retratar as mulheres como vítimas, mas trabalhar em conjunto com elas nas fotos. Queríamos mostrar muita pele, corpo, naturalidade e a liberdade, de escolher se você quer ou não ser mãe”, diz Franz. Apesar da proibição, de acordo com números do Ministério da Saúde argentino, cerca de 500 mil mulheres fazem aborto a cada ano, em uma população de 40 milhões de habitantes.
O tema é sensível, diz Lisa Franz. Ela lembra que, apesar de a Argentina gostar de se mostrar como país modelo na América Latina na questão de igualdade de direitos, o machismo ainda é profundamente enraizado na sociedade, como em outros países da região: “O que conta não é a vida da mulher, mas sua função como mãe”, explica.

Sua barriga é nossa

Algumas semanas depois do início da exposição, mais de 20 pessoas mascaradas, com caixas de som tocando o Hino Nacional argentino ou Ave Maria, protestaram em frente ao local da mostra em Buenos Aires. O grupo era composto, em sua maioria, por homens que gritavam: “Feministas na fogueira!”. Eles também insultaram as fotógrafas Lisa Franz e Léa Meurice: “Fora com as estrangeiras que querem matar bebês argentinos!”.
Apesar de o protesto ter sido seguido por um pequeno grupo de fanáticos críticos ao aborto, a pressão de católicos e conservadores impede um debate mais abrangente na sociedade. “A escolha do argentino Jorge Bergoglio como Papa tornou a situação ainda mais difícil”, opina Lisa Franz.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, mostra pouco interesse em participar do polêmico debate – especialmente antes das eleições, acredita Mariela Belski, da Anistia Internacional. “O governo Kirchner tem a maioria no Congresso, mas mesmo assim, o tema não está em pauta. Essa é uma questão que pode ter custos políticos, já que o debate carrega enorme diferença de opiniões”. A Anistia Internacional argentina foca em campanhas educativas. “Não é uma opinião pessoal ou de crenças. Essa é uma das mais importantes questões de saúde pública e da vida das mulheres”. Uma vez que o Estado se priva de sua responsabilidade, creem as três fotógrafas.
“A questão também é financeira. Legalizar o aborto traria enormes custos para o sistema de saúde pública”, diz o médico Germán Cardoso, que também foi fotografado para o projeto. Ele mesmo realiza abortos, ilegalmente, por convicção, e, como ele afirma, mediante pagamento baseado na renda da paciente, mas que não passa de 3.500 pesos (cerca de 450 euros).

Avanços no continente

Outros médicos cobram até dez vezes esse valor, afirma Cardoso. “A proibição não impede que as mulheres façam o aborto. Em desespero, elas pagam somas exorbitantes, quem não pode pagar recorre a leigos ou usa as próprias mãos – muitas vezes com consequências fatais”.
Segundo a Anistia Internacional, acontecem complicações em entre 60 e 80 mil abortos ilegais realizados por amadores, sendo que cerca de cem deles terminam com a morte da mulher.
“Tirem seus rosários de nossos ovários”, pedem as defensoras do aborto em outros países da América Latina. No Chile, na Nicarágua e em El Salvador, o aborto é estritamente proibido e é punível. Em outros países da região, no entanto, a situação legal melhorou. No Uruguai, em Cuba e no México, o aborto passou a ser permitido até a décima segunda semana de gestação. No Brasil, na Colômbia e, desde setembro de 2012 também na Argentina, o aborto é permitido em caso de estupro ou se a gravidez traz risco de vida ou de saúde para a mulher.
Ironicamente, o conservador Mauricio Macri, prefeito de Buenos Aires, considerou a reforma inconstitucional e tentou vetá-la – sem sucesso. O Supremo Tribunal Federal a aprovou. No entanto, o governo municipal tentou, repetidamente, colocar obstáculos em sua implementação até hoje, criticam defensores dos direitos civis e os partidos de esquerda.
“Não somos políticas, somo artistas e queremos com nossas fotos quebrar o silêncio sobre esse tabu, que afeta milhões de mulheres em todo o mundo”, diz Franz. A iniciativa deu resultado, já que a exposição teve uma enorme repercussão na mídia. O projeto faz parte da campanha Meu Corpo, Meu Direito, da Anistia Internacional e está passando por diversas províncias argentinas.
A alemã espera poder levar o projeto à Europa, onde o debate sobre o aborto voltou a gerar controvérsia: o conservador governo espanhol quer reforçar suas leis contra a interrupção da gravidez. Já na Itália, o número de médicos que se recusam a praticar o aborto cresceu.
Fonte: O Dia

Publicidade exibe crianças "adultizadas" e gera revolta no Facebook.

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Campanha exibe crianças "adultizadas" e gera revolta no Facebook. Imagens mostram crianças apenas de fralda com as pernas semi abertas, maquiagem e joias em excesso e calçados de couro muito acima do seu número

A ideia era mostrar o interesse das filhas pelos acessórios utilizados pela mãe — como joias, sapatos e maquiagem. Mas o efeito que uma campanha para o mês das crianças da varejista cearense Couro Fino gerou em seus consumidores não foi o esperado: nas redes sociais, as imagens da campanha sofrem uma forte rejeição por conta do que as pessoas consideram “adultização” e “erotização” das crianças.
Uma imagem registrada por uma fotógrafa amadora mostra um cartaz em frente a uma das lojas da marca: a publicidade mostra uma criança apenas de fralda com as pernas semi abertas, maquiagem e joias em excesso e calçados de couro muito acima do seu número.
campanha crianças erótica ceará
Reprodução da campanha da empresa Couro Fino, lançada para o Dia das Crianças, em Fortaleza. (Foto: Couro Fino / Reprodução)
“É certo que menininhas calçam os sapatos das mães. E isso é uma gracinha mesmo! Mas, para falar disso, é necessário maquiar, de forma carregada, e colocá-la de pernas abertas? A menininha com as sandálias da mãe poderia ser mostrada, sem nenhuma conotação sensual”, afirma Hermínia Lima, autora da fotografia, na descrição da imagem — que, até agora, conta com pouco mais de 280 compartilhamentos e 31 comentários. (Atualização: a imagem foi apagada)
Na fanpage da marca, onde estão publicadas as fotografias oficiais da campanha — incluindo na imagem de capa –, as reações são semelhantes: mais comentários reprovando as imagens da campanha do que reações positivas. Algumas pessoas afirmam já ter denunciado a publicidade ao Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar).
Sou consumidor… Tenho uma filha de 5 anos, ela brinca com as roupas e sapatos da mãe, ela tem prazer em se vestir como a mãe, mas infelizmente vocês deturparam a inocência de uma criança, exageraram na comparação e inseriram uma personalidade “erótica” a uma criança… Meus pêsames por esta campanha agressiva”, escreveu o consumidor Marcos Lima.
A publicidade infantil é um tema que está se tornando cada vez mais sensível. Embora as crianças representem um vasto público consumidor, com forte apelo de compra, a publicidade agressiva direcionada para elas — ou que as utilizam em determinadas situações — não é bem vista.
Fonte: NE 10

Aécio diz que Marina adota discurso do PSDB

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"A avaliação de Marina Silva sobre o tripé macroeconômico é aquilo que o PSDB historicamente vem pregando. Vejo que há uma aproximação do discurso", afirmou o presidenciável tucano Aécio Neves

aécio neves marina silva
Aécio Neves afirma que Marina Silva usa o mesmo discurso do PSDB (Foto: ABr)
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) considera alinhado o discurso do PSDB com o da ex-senadora Marina Silva, do PSB. Em coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira 16, em Brasília, o presidenciável tucano afirmou que o “tripé macroeconômico” defendido pela ex-ministra nesta semana é um “discurso histórico” do PSDB.
“A avaliação de Marina Silva sobre o tripé macroeconômico é aquilo que o PSDB historicamente vem pregando. A flexibilização dos pilares macroeconômicos é uma das razões do baixo crescimento da economia hoje. Vejo que há uma aproximação do discurso da Marina com aquilo que o PSDB vem pregando. E no Congresso, da mesma forma”, disse Aécio.
O tucano também concordou com a declaração de Marina dada em entrevista ao Programa do Jô, da TV Globo, de que a presidente Dilma Rousseff é “chantageada pelo Congresso”. “Não sei se o termo é esse, mas ela hoje age absolutamente pressionada pela sua base”, afirmou Aécio. “Ela não lidera, ela é conduzida pela sua base no Congresso Nacional”, completou.
Leia abaixo as declarações do senador, também sobre outros temas:

Sobre declarações dadas pela ex-ministra Marina Silva.

A avaliação de Marina Silva sobre o tripé macroeconômico é aquilo que o PSDB historicamente vem pregando. A flexibilização dos pilares macroeconômicos é uma das razões do baixo crescimento da economia hoje. Há um retrocesso na condução da política econômica, e o PSDB tem dito isso de forma incessante ao longo de todos esses últimos anos, inclusive alertando o país para isso.
Vejo que há uma aproximação do discurso da Marina com aquilo que o PSDB vem pregando. E no Congresso, da mesma forma. Aquilo que se intitulou chamar de governo de coalizão, nada mais é que um governo de cooptação, onde os partidos políticos barganham e servem apenas a um projeto de poder.
O PT abriu mão há muito tempo de um projeto de país para se contentar, única e exclusivamente, com um projeto de poder. Isso está muito claro. Tenho certeza que uma eventual candidatura do PSB nasce exatamente por essa visão muito semelhante à nossa, de que esse ciclo de governo do PT, em beneficio do Brasil, tem que ser encerrado. A presidente se submeteu, sim, às piores práticas aqui no Congresso.

A presidente está sob chantagem?

Não sei se o termo é esse, mas ela hoje age absolutamente pressionada pela sua base. Ela não lidera, ela é conduzida pela sua base no Congresso Nacional. Por isso, há uma dissonância, uma distância muito grande entre a pregação e a prática da presidente. O aparelhamento da máquina pública hoje é vergonhoso. Não só pelo número acintoso de ministérios. Isso é o símbolo de um governo aparelhado, desqualificado, em praticamente todas as áreas. O resultado é esse, um baixo crescimento, ineficiência gerencial enorme, que transformou o Brasil nesse grande cemitério de obras inacabadas.

Sobre a presidente entregar casas sem água e sem luz.

É triste para um país como o Brasil. Não temos uma presidente com a agenda de presidente. Temos uma presidente com agenda de candidata. O que temos na verdade, no fundo, é uma candidata no lugar da presidente. As suas movimentações são todas na busca de um segundo mandato.
A grande questão, a grande pergunta que tem de ser feita: para quê um segundo mandato? Para eternizar os amigos no poder? E o Brasil? O Brasil está ficando no final da fila. Acabo de chegar de um grande evento internacional e as expectativas em relação ao Brasil são as piores. Não há mais confiança em relação à gestão da política econômica brasileira. Não há mais confiança em relação à capacidade do governo de criar infraestrutura necessária para a retomada do crescimento. A agenda do crescimento, da geração de empregos, da refundação dos pilares macroeconômicos que nos trouxeram até aqui é uma prioridade para o PSDB. Isso que eu vou conversar agora com a nossa bancada na Câmara dos Deputados e estou muito confiante de que este ciclo de governo do PT, em benefício do Brasil, vai se encerrar.

Sobre declaração da presidente Dilma que candidatos têm de estudar.

Acho que é uma declaração em razão da sua própria experiência. O fato de ter sido ungida à Presidência da República sem ter tido qualquer outra experiência mais importante na gestão pública trouxe este resultado. Mas eu concordo. Todos nós temos de estudar, temos de nos preparar. A vida é um aprendizado permanente. Triste são aqueles que, no meio da caminhada, acham que já sabem tudo. Esses são um perigo. No meu caso, e acho que em todos os outros, a busca do aprendizado é algo permanente. Até o último dia da minha vida quero estar aprendendo alguma coisa.

Sobre a orientação ao PSDB na reunião de quarta

É uma conversa entre companheiros. O PSDB tem uma proposta para o Brasil. Uma proposta clara, da retomada do crescimento, da geração de empregos, da reinserção das empresas brasileiras nas cadeias globais de produção, dos avanços nas políticas sociais. Essa é a cara do PSDB. E estamos muito felizes, porque há um partido hoje absolutamente motivado, mobilizado e um Brasil carente dessa agenda. O que percebo a cada instante é que esse ciclo de governo do PT caminha para o seu encerramento. Não temos mais, infelizmente para o Brasil, uma presidente da República com uma agenda presidencial.
Temos uma candidata a presidente em campanha permanentemente. O resultado para o Brasil, infelizmente, é muito ruim. Acabo de chegar de um grande evento internacional e a percepção dos investidores, que são essenciais para o Brasil retomar o crescimento ao qual me referi é a pior possível. Não há mais confiança em relação a investimentos no Brasil, não há segurança jurídica para se investir no Brasil. E as próprias políticas sociais que foram o grande carro chefe do governo do PT mostraram também esgotamento. O PNAD de poucas semanas atrás mostra que o incrível aconteceu. O analfabetismo voltou a crescer no Brasil. E a presidente da República teve que ir em Nova York fazer uma agenda para pregar aquilo que haviam pregado 15 anos atrás, o respeito aos contratos para buscar atração de investimentos.
Esse ciclo de governo do PT encerrou-se e é muito importante que o PSDB se posicione com absoluta clareza para apresentar uma nova agenda. Essa reunião é uma etapa importante para que possamos dar visibilidade e clareza a essa nova agenda que, repito, passa pelo crescimento, pelo avanço dos programas sociais e pela reinserção do Brasil no mundo.
Fonte: Brasil 247

sexta-feira, outubro 18, 2013


Vox Populi: Dilma segue líder em todos os cenários e pode vencer no 1º turno.

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Vox Populi: Dilma segue líder em todos os cenários e pode vencer no 1º turno. Segundo a pesquisa, hoje só haveria segundo turno com Marina na disputa. Confira os números da nova pesquisa com quatro cenários consultados

A nova rodada da pesquisa Vox Populi/CartaCapital para as eleições presidenciais mostrou que a presidenta Dilma Rousseff (PT) segue líder nas intenções de voto e mantém a possibilidade de vencer no 1º turno em todos os cenários possíveis para 2014. Segundo o levantamento, em um eventual segundo turno Dilma venceria qualquer um dos quatro principais postulantes ao cargo: os tucanos Aécio Neves e José Serra e Marina Silva e Eduardo Campos, agora juntos no PSB.
Por causa da permanência de Serra no PSDB e à ida de Marina para o PSB, os quatro cenários de primeiro turno pesquisados pelo Vox Populi têm apenas três candidatos. A variação da intenção de voto em Dilma fica sempre na margem de erro. Ela tem 43% num cenário com Aécio Neves e Eduardo Campos na disputa; 42% com Serra e Eduardo Campos; e 41% nos quadros com Marina e Aécio e com Marina e Serra.
Nos dois primeiros cenários, em que o nome do PSB é o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, Dilma venceria no primeiro turno, segundo o Vox Populi. Nos outros dois, com a ex-senadora Marina Silva no lugar de Campos, poderia haver segundo turno, pois a diferença entre os votos na presidenta e a soma dos outros dois competidores fica dentro da margem de erro da pesquisa.
No segundo turno, Dilma teria margens folgadas de vitória se as eleições fossem hoje. Quem se sairia melhor é Marina Silva. Neste caso, a diferença seria de 15 pontos (46% a 31%); Aécio Neves e José Serra perderiam por uma diferença de 20 pontos percentuais. Campos teria o pior desempenho, 25 pontos atrás da petista. Nos quatro cenários, a quantidade de eleitores indecisos varia entre 7% e 10%.
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A pesquisa Vox Populi/CartaCapital entrevistou 2,2 mil eleitores em 179 municípios entre 11 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
Fonte: Carta Capital

A Luta de Almeidinha contra o bolsa família

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Na Suíça, o Bolsa Família recebe o "Nobel" da seguridade social. Aqui, há campanha para suspender o título de eleitor de seus beneficiários

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Almeidinha faz campanha no Facebook para a suspensão dos direitos políticos dos beneficiários do Bolsa Família (Reprodução)
O programa Bolsa Família recebeu, na terça-feira 15, o 1º prêmio Award for Outstanding Achievement in Social Security, espécie de Nobel concedido a cada três anos pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA), entidade com sede na Suíça. É o mais importante reconhecimento de um programa responsável por ajudar a quebrar no País um ciclo histórico de fome e miséria. É o reconhecimento, também, de que a aposta em promover a autonomia dos beneficiados por meio de um cartão magnético passou longe de um mantra brasileiro quase pré-histórico: o de que dinheiro na mão de pobre é, na melhor das hipóteses, desperdício; na pior, um mero instrumento de troca de apoio e voto.
A notícia, em meio à tensão pré-eleitoral, deixou a turma do Almeidinha em polvorosa. Nas mesas de bar, do trabalho ou em memes de Facebook, a reação ao prêmio foi quase previsível. Houve uma avalanche de revolta e cusparadas contra o que chamam de Bolsa Esmola. Uma das montagens é uma peça-rara: uma enxada e outros utensílios de mão-de-obra rural com os dizeres “no meu tempo, Bolsa Família era quando os pais de família trabalhavam” (algo assim). Uma outra mostrava a confusão em uma agência da Caixa após os boatos sobre o fim do benefício: “Brigar por esmola é mais fácil do que brigar por saúde, emprego e educação”. Outra, um “apelo ao fim do voto de cabresto”, questionava a legitimidade dos beneficiários em participar das eleições. O raciocínio é de uma sofisticação invejável. A vítima do cabresto, afinal, é sempre o pobre. E pobre, de barriga cheia, é incapaz de pensar por si: automaticamente, devolve a esmola com a gratidão em forma de voto vendido. (O cabresto, para quem não sabe, é a correia fixada na cabeça de animais, como as mulas, para amarrá-los ou dirigi-los; o uso da expressão, a essa altura do campeonato, diz mais sobre a consciência e os pressupostos do autor do que sobre o sistema político que ele finge combater).
Críticas ao programa, como se sabe, existem. Muitas delas são justificadas, entre as quais a dificuldade de fiscalização e o seu uso, em discursos de campanha, como arma de terrorismo eleitoral (“se fulano ganhar, acabou a mamata”).
Até aí, normal. O que espanta, nas manifestações de ódio, é a precariedade dos argumentos. A turma do Almeidinha, ao latir contra uma política de transferência de renda (que, vale dizer, não é uma invenção brasileira), não demonstra apenas a sua ignorância sobre as contrapartidas do programa. Demonstra o completo desprezo em relação a quem, até ontem, topava limpar, lavar, passar e cozinhar na casa grande por algum trocado e a condução. É como se passasse um recibo: é preferível deixar a população desassistida, sem vacina, sem alimento e sem escola, do que depender de política pública para dar o primeiro passo.
A bronca da patrulha é compreensível: a autonomia do explorado é o desarme do explorador. E ao explorador não resta outra alternativa se não espalhar seus próprios preconceitos aos ventos. Segundo esta visão turva sobre o mundo, a capacidade de raciocínio do pobre se limite a comer e beber. Não difere da de um animal. Um animal que se contenta em receber um complemento de renda para se acomodar – e não, como ele, batalhar por uma vida melhor que extrapole o teto do benefício.
O modelo do self made man só serve para ele, e é uma questão quase moral não depender de ninguém. No mundo em que a educação, até ontem, era objeto de luxo das mesmas famílias, os Almeidinhas mais bem alimentados preferem ignorar os fatos e propagar a sua própria visão de mundo: um mundo segundo o qual a limitação do pobre não é material, mas humana; sua complexidade existencial se limitaria assim a acordar, sacar o benefício, comer (sem talheres), dormir e procriar. Decerto a trupe de Almeidinha só conhece o mundo fora de sua bolha por ouvir dizer. Para ele e seu classe-média-sofrismo, refinamento é passar os dias (e a vida) repetindo chavões sem base empírica. É espalhar no Facebook mensagens sobre o que desconhece ao lado de frases jamais escritas pelos autores que nunca leu. O resto, para ele, é pura ignorância. A ignorância que atrasa o progresso da nação.
PS: Em dez anos, o Bolsa Família beneficiou mais de 50 milhões de brasileiros e tirou 22 milhões de pessoas da miséria, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social. Para entrar no programa, o beneficiário deve cumprir uma série de contrapartidas, entre elas o acompanhamento da frequência escolar, da agenda de vacinação e nutrição dos filhos e o pré-natal de gestantes. Com o benefício, o comércio em localidades historicamente legadas à miséria se movimentou e a evasão escolar arrefeceu. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), para cada real investido pelo programa, há um retorno para a economia de 1,78 real. Não é por menos que, em época de eleição, candidatos de diferentes partidos saem no tapa para proclamar a paternidade do programa. Uns se declaram idealizadores da experiência pioneira. Outros, da sua ampliação. Ganha quem apostar que em 2014 não haverá um só candidato capaz de sugerir o fim do benefício).
Fonte:Pragmatismo Político

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