domingo, dezembro 29, 2013


Guitarrista do Queen detona o "The Voice": O Programa mais burro da TV

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Guitarrista do Queen classifica programa The Voice como um insulto à música: “entediante, burro e deprimente”

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Há quem adore e não sai ada frente da TV para assistir o programa, mas tem aqueles que detestam o reality show musical “The Voice”, que aqui no Brasil é conhecido por The Voice Brasil.
Brian May, guitarrista do “Queen” está entre os artistas que não aprovam o formato do programa. O reality é transmitido pela BBC no Reino Unido, onde ele mora e tem versões espalhadas pelo mundo todo, inclusive no Brasil.
May até pede desculpas em seu site, diz que detesta ser negativo, mas para ele, ‘The Voice’ é o programa mais entediante, mais burro, mais deprimente da TV. É o insulto definitivo à música e aos artistas.
A versão britânica, à qual os comentários de May foram dirigidos, conta com um júri composto por Jessie J, Tom Jones e will.i.am e Brian lamentou que Tom Jones, de quem ele é fã, participasse do programa.
Sobre a audição às cegas feita no programa ele não poupou críticas: “Toda vez que vejo alguns cantores jovens arrebentando suas tripas para tentar ganhar a atenção de alguém, que está sentado de maneira rude, virado de costas para eles…eu tenho nojo”, disparou. E mais, Brian deseja a morte natural do programa.
Não é a primeira vez que um roqueiro se manifesta contra reality shows musicais. Em entrevista à revista britânica “NME” em março, Dave Grohl, líder do Foo Fighters, disse que os jurados desses programas são muito duros com os competidores que não têm tanto talento musical. Será que eles estão pegando pesado?
Segue a íntegra da declaração do guitarrista do Queen
“Desculpe, eu odeio ser negativo – mas eu tenho que dizer isso.
Na minha opinião, o ‘The Voice’ é absolutamente o programa mais irritante, estúpido e depressivo na televisão. É também um insulto à música e aos músicos.
Toda vez que eu vejo jovens cantores arrebentando suas entranhas para tentar conquistar a atenção de alguém, que está grosseiramente sentado de costas para o cantor… eu me sinto enojado.
O programa rebaixa o ato de cantar a um nível de um obstáculo estúpido. Isso não é definitivamente o sentido da música.
Quando alguém canta ou toca, de verdade, não precisa ficar se esgoelando para tentar persuadir alguém a notá-lo. Basta ter alguma mensagem, emoções sublimes, algo belo que possa ser compartilhado pelo músico com um público, que dá a atenção àquilo que ele acredita merecer. A apresentação é tudo que um músico pode oferecer… sua voz, seu som, sua linguagem corporal, sua expressão facial, um contato visual íntimo. É totalmente estúpida a ideia de que alguém possa julgar um cantor virado de costas para ele e perder todo esse contato. Para mim, isso não faz o menor sentido. É totalmente venenoso para o crescimento de jovens músicos.
Eu odeio ver o ótimo Tom Jones preso nesse cenário, que parece depravar todos a perderem sua dignidade.
Eu espero que esse programa tenha uma morte natural em breve.”
Fonte: BBC

PSDB Questiona mensagem de Natal de Dilma.

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Líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP), avisou em nota que vai levar “carta” da presidente aos servidores públicos federais ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot; segundo ele, ato configura 'abuso de poder'

O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), divulgou em nota nesta quarta-feira (25) que vai acionar a Justiça Eleitoral e a Procuradoria-Geral da República contra a mensagem de fim de ano enviada pela presidente Dilma Rousseff a servidores públicos federais.
“É com carinho e reconhecimento que me dirijo aos servidores federais depois de um ano de trabalho árduo, e também de muitas conquistas. As vozes dos que foram às ruas querem melhores serviços públicos, mais médicos, mais educação, mais transporte de qualidade, mais segurança. Cabe a todos nós, servidores públicos, responder essas vozes”, disse a presidente pelo Twitter.
Para Sampaio, a “carta” de Dilma aos funcionários públicos se caracteriza como “abuso de poder”: “Nenhum outro candidato teria acesso aos endereços de todos os funcionários públicos federais para poder enviar correspondências natalinas similares – competindo assim, ainda que também de forma ilegal e extemporânea, em igualdade de condições por sua promoção pessoal”.
Ainda de acordo com a nota do PSDB, Sampaio vai protocolar nesta sexta-feira (27) representação ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que verifique se houve ato de improbidade administrativa. O deputado também pretende propor na Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral uma ação judicial de investigação eleitoral.
Fonte: 247

quarta-feira, dezembro 25, 2013


Pastor Silas Malafaia comemora “sepultamento” do PL 122 e Jean Wyllys lamenta; Veja lista dos senadores que votaram pelo fim do projeto

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Após o apensamento do Projeto de Lei 122/2006 ao projeto do Novo Código Penal por parte dos senadores, o consenso geral entre favoráveis e contrários é de que a proposta da deputada federal Iara Bernardi (PT) foi “sepultada”.
Através do Twitter, o pastor Silas Malafaia – um dos líderes evangélicos que mais se opôs ao PL 122 – comemorou abertamente a conquista e agradeceu o empenho dos parlamentares da bancada evangélica, como o senador Magno Malta (PR-ES), que influenciou a tomada de decisões dos demais parlamentares.
“PLC 122 acaba de ser enterrado no Senado. A Deus seja a glória. Parabéns aos senadores Renan Calheiros, Magno Malta, Lindberg Farias e outros. Não adianta chorar ou xingar o PLC 122 foi para o ‘espaço’. Nada de privilégios para ninguém. Homo, hetero, religioso ou não, lei é pra todos [...] Vitória do povo de Deus que esta aprendendo a usar os direitos da cidadania.Valeu o bombardeio de emails para os senadores. Ainda tem mais [...] 7 anos de lutas incluindo processos, calúnias, difamação e etc. Vitória da família, bons costumes e da criação pela qual Deus fez o homem. Ainda tem muita coisa que precisamos estar atentos. São mais de 800 projetos no Congresso para destruir os valores cristãos. Não vão nos calar”, escreveu o pastor em seu perfil.
O “sepultamento” do PL 122 se deu através de um requerimento apresentado pelo senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), que diante da falta de consenso a respeito do projeto, propôs que o debate sobre as propostas do texto fossem incluídas nas discussões do Novo Código Penal, que o Senado vem elaborando com a consultoria de juristas renomados.
Entretanto, as propostas mais radicais do PL 122, que eram consideradas privilégios aos ativistas gays – tiveram um destino definitivo com a aprovação de um requerimento de Magno Malta que exclui os termos “gênero”, “identidade de gênero”, “identidade sexual” ou “orientação sexual” do Novo Código Penal e dos parágrafos relativos ao preconceito.
No Twitter, o ativista gay e deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) queixou-se do final que o PL 122 teve no Senado, e atacou as lideranças evangélicas que lutaram pela reprovação do projeto enquanto ele tramitou. “Lamento a aprovação do requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) que apensa o PLC 122 ao projeto de reforma do Código Penal. Apesar do pedido de votação nominal feito pelos senadores Suplicy e Randolfe, não foi suficiente para superar os votos favoráveis. Na prática, isto significa o enterro definitivo de uma luta de 12 anos desde que o PLC 122 começou a tramitar no Congresso. As minhas críticas e questionamentos ao PLC são públicas, mas sempre defendi sua aprovação, mesmo achando necessário um debate mais amplo. Defendo porque a derrota desse projeto seria uma vitória do preconceito e dos discursos de ódio. Contudo, infelizmente, o que aconteceu hoje é o final de uma ‘crônica de uma morte anunciada’. Longe de promover um debate sério, a bancada governista cedeu à chantagem dos fundamentalistas, como o gov. Dilma tem feito desde o início. Cada novo substitutivo do projeto, cada nova alteração, cada novo adiamento significou um retrocesso. Foi tanto o que cederam (para garantir o ‘direito’ dos fundamentalistas a pregar o ódio) que do PLC-122 original só restava o título. E foi esse título que enterraram hoje!”, disse Wyllys.
silas malafaia plc122 twitter

Topless Coletivo no Rio de Janeiro: Machismo e constrangimento

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A comoção agressiva gerada pelo topless na praia é um exemplo micro da situação geral das mulheres no Brasil, violentadas cotidianamente pelo machismo naturalizado como cultura e potencializado pela imprensa

Era para ter sido o primeiro topless em massa na praia de Ipanema, mas a convocação atraiu mais jornalistas e homens oportunistas do que mulheres.
Comentários desrespeitosos e de cunho machista não faltaram no primeiro “toplessaço” do Rio – organizado neste sábado para marcar o primeiro dia do verão e fazer campanha para que a prática deixe de ser crime e seja vista como natural.
Mas as reações na areia mostram que a realidade ainda está muito longe disso.
As primeiras mulheres que se arriscaram a tirar a parte de cima do biquíni foram rapidamente cercadas por dezenas de fotógrafos e cinegrafistas, muitos gritando para que olhassem em sua direção para fazer a foto.
Muitos homens reunidos no local perguntavam “cadê as oito mil?”, em alusão às mulheres que haviam confirmado presença no Facebook.
topless rio de janeiro
Evento teve ampla cobertura da mídia, mas baixa adesão de mulheres. Inibidas pelo assédio masculino, muitas mulheres desistiram de participar (Foto: Mídia Ninja)
Outros se dirigiam às mulheres vestidas dizendo: “tira! É pra tirar!”. Um vendedor de chá mate no local gritava que aquele era “o mate do peitinho gelado”.
O assédio fez com que muitas mulheres desistissem de participar. A estudante Julia Anquier, de 20 anos, diz que não se sentiu confortável para fazer topless.
“Estou chocada, muito decepcionada. É um estupro da mídia e dos homens que estão aqui. É muito baixo nível.”
Uma de suas amigas chegou a receber uma “cantada” de um Guarda Municipal quando estava chegando à praia. Ao perguntar onde estava o evento, foi olhada de cima abaixo e ouviu: “você vai ficar linda, hein?”.
O evento estava previsto para começar às 10h, na altura da Rua Joana Angélica, em Ipanema. O calçadão logo ficou tomado por jornalistas e por homens sentados para assistir.
Ao ver a plateia que as esperava, algumas mulheres foram embora sem sequer por os pés na areia.

Sucesso às avessas

A atriz Ana Rios, de 23 anos, que organizou o evento com amigas, diz que o resultado foi bem diferente do que se pretendia. Mas não deixou de considerá-lo um sucesso, já que o objetivo maior era causar reflexão.
“Acho que todo esse circo só reforça a importância do evento e de fazer com que todas essas pessoas falem sobre o assunto”, afirmou.
Segundo ela, a repercussão do “toplessaço” tem a ver justamente com a espetacularização do corpo que se pretende criticar:
“As pessoas estão aqui para ver peitos. ‘Peitos’ de forma separada, sem considerar que é parte de um corpo, de uma pessoa. Os homens ainda vendo a mulher como um objeto a ser consumido.”
O topless é considerado atentado ao pudor pelo Código Penal brasileiro, que data de 1940. Segundo Ana, neste ano houve oito casos de mulheres reprimidas por policiais por exibirem os seios.
“Isso ser crime é um absurdo. É uma prática tão simples que não pode ser crime.”

Sutiã masculino

Nem todos os homens estavam no evento como plateia. A dupla de estudantes Rennan Carmo e Vitor Ferreira foram manifestar seu apoio. Ambos estavam sem camisa, vestindo um sutiã de biquíni.
“Peguei da minha mãe”, explicou Rennan. “A gente veio mostrar que o direito é o mesmo. Se homem pode mostrar o peito, a mulher também pode.”
“Mas parece que a sociedade ainda não está pronta para o topless”, disse Vitor. “Talvez esse tipo de ação ajude a alavancar o debate.”
O evento teve grande repercussão desde que foi criado no Facebook e noticiado em reportagens.
Segundo Ana, a página do “toplessaço” virou alvo de assédio por parte de grupos machistas ou religiosos.
Muitos homens, em perfis falsos, começaram a dizer que iriam ao evento para ver “peitinhos” e se masturbar.
O temor de que participantes pudessem ser assediadas ou abordadas por policiais mudou a proposta inicial, que era de promover uma ação dispersa pela praia.
As organizadoras resolveram determinar um local para a concentração e buscaram apoio da Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB-RJ) e da ONG Anistia Internacional.
A pensionista Olga Solon, de 73 anos, não se deixou inibir pelo público todo e deu um mergulho com os seios à mostra. Ela mora em Portugal. Nas praias europeias, a prática do topless é comum.
“Topless é muito natural”, afirmou, dizendo ter esperança de que a ideia avance no Brasil. “Só acho que as minhas filhas (de 51 e 53 anos) não vão gostar muito da ideia. São muito conservadoras.”
Fonte: BBC

segunda-feira, dezembro 09, 2013


Menino de 13 anos da aula para universitários do MIT

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Conheça o garoto de 13 anos que criou sua própria companhia e começou a ensinar universitários do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)

Quin Etnyre universitários MIT
Quin Etnyre desenvolveu o ‘gas cap’, um boné que detecta emissão de gás metano por humanos (reprodução)
Em menos de três anos, Quin Etnyre, de 13 anos, aprendeu a escrever programas de computador, criou sua própria companhia e, em seu tempo livre, começou a ensinar alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).
Movido pelo interesse em tecnologia e em educação, Quin, que mora com a família na Califórnia, desenvolveu kits para ajudar crianças a mergulhar no mundo da programação eletrônica.
A longo prazo, o menino-prodígio tem planos de revolucionar o sistema de ensino, ensinando conceitos básicos de programação e facilitando a interação entre alunos e computadores.

Jovem professor

Quin ensina crianças e adultos a escrever programas usando a plataforma de hardware Arduino.
“Arduino é um minicomputador, mais ou menos do tamanho de um cartão de crédito, que você pode programar e é muito fácil de usar”, ele diz. “Crianças podem usar e programar com facilidade.”
Em uma sala de aula em Pasadena, Califórnia, vestindo uma camiseta do MIT, cercado por alunos que variam entre pré-adolescentes e homens e mulheres com pelo menos 5 anos a mais que ele, Quin agradece a presença de todos e diz que esta contente em poder dar mais uma aula.
“Ele é um ótimo professor, considerando que tem apenas 13 anos”, diz um dos alunos de Quin. “Ele é provavelmente muito melhor que outros professores, em relação à maneira de ensinar e de passar a mensagem.”

Projetos

Entre os projetos desenvolvidos por Quin está o “gas cap”, um boné de baseball que detecta emissões de gás metano por humanos.
Ele também criou o “FuzzBot”, um pequeno robô comandado por uma placa arduino e que usa sensores para desviar de obstáculos e operando um espanador, ajudando sua mãe na limpeza da casa.
Sobre o futuro, Quin conta que quer ser “um educador, um designer de interação e experiência do usuário e um engenheiro eletrônico”.
Os pais contam que não se preocupam com o fato de Quin gostar de coisas não muito comuns para meninos da idade dele.
“É importante ser criança, ter 12, 13 anos agora. Outras coisas fora da esfera dos eletrônicos deixam ele feliz, e isso nos deixa contentes.”
Fonte: BBC

PSDB é o partido com maior número de fichas sujas do Brasil

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Análise dos 317 políticos brasileiros que foram impedidos de se candidatar pela lei Ficha Limpa traz uma descoberta interessante: o PSDB é o partido político mais sujo do Brasil. Veja o ranking

Os TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) barraram até agora a candidatura a prefeito de 317 políticos com base na Lei da Ficha Limpa, de acordo com levantamento feito nos 26 Estados do país.
O número deve aumentar, já que em 16 tribunais ainda há casos a serem julgados. Entre esses fichas-sujas, 53 estão no Estado de SP.
Na divisão por partido, o PSDB é o que possui a maior “bancada” de barrados, com 56 candidatos –o equivalente a 3,5% dos tucanos que disputam uma prefeitura. O PMDB vem logo atrás (49). O PT aparece na oitava posição, com 18 –1% do total de seus postulantes a prefeito.
psdb ranking corrupção ficha suja
Ranking dos partidos mais sujos do Brasil. PSDB lidera, seguido do PMDB. O PT, maior partido do Congresso Nacional, aparece apenas em oitavo. Foto: Folha Online
Todos os candidatos barrados pelos tribunais regionais podem recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A presidente do tribunal, Cármen Lúcia, já disse que não será possível julgar todos os casos antes das eleições, mas sim até o final do ano, antes da diplomação dos eleitos.
Os nomes barrados pelos TREs irão aparecer nas urnas eletrônicas, mas todos os seus votos serão considerados sub judice até uma eventual decisão no TSE.
Exemplo: se o ficha-suja tiver mais votos, mas seu recurso for rejeitado, assume o segundo colocado na eleição.
Entre os barrados, destacam-se o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP-PE) e a ex-governadora Rosinha Garotinho (PR-RJ).
Severino tenta se reeleger prefeito de João Alfredo (PE) e foi enquadrado na lei por ter renunciado ao mandato de deputado federal, em 2005, sob a acusação de ter recebido propina de um concessionário da Câmara.
Já Rosinha Garotinho, atual prefeita de Campos (RJ), teve o registro negado sob a acusação de abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação durante as eleições de 2008.
A maioria dos barrados foi enquadrada no item da Lei da Ficha Limpa que torna inelegível aqueles que tiveram contas públicas rejeitadas por tribunais de contas.
De iniciativa popular, a lei foi sancionada em 2010, mas só passa a valer na eleição deste ano. A lei ampliou o número de casos em que um candidato fica inelegível –cassados, condenados criminalmente por colegiado ou que renunciaram ao cargo para evitar a cassação.
“A lei anterior era permissiva demais”, disse Márlon Reis, juiz eleitoral e um dos autores da minuta da Ficha Limpa. Para André de Carvalho Ramos, procurador regional eleitoral de São Paulo, os próprios partidos vão evitar lançar fichas-sujas.

Paulo Moreira Leite: Folha e justiça informam que ‘Petralha’ é lenda

A liberdade de expressão permite que cada um fale o que quer e escreva como quiser mas às vezes a literatura deve ceder seus direitos a matemática.
Trazida ao mundo político durante o governo Lula, o termo “petralha” é uma falsificação, revela um levantamento da Folha de S. Paulo.
Ao juntar PETista com metRALHA, dos irmãos Metralha, de Disney, aquele que tinha simpatias pelo fascismo, o que se pretende é sugerir que o Partido dos Trabalhados é, como diz o procurador-geral da República, uma “organização criminosa.”
Será?
Analisando os 317 políticos brasileiros que foram impedidos de se candidatar pela lei Ficha Limpa, a Folha de S. Paulo fez uma descoberta fantástica.
Os petistas tem 18 candidatos que a Justiça impediu de candidatar-se em função daquilo que em outros tempos se chamava de folha corrida. Não é pouco, certamente.
Homens públicos devem ter uma reputação sem manchas e seria preferível que nenhum candidato – do PT ou de qualquer outro partido – tivesse uma condenação nas costas.
O problema é que os supostos petralhas são apenas o 8o. partido em condenações. Se houvesse um campeonato nacional de ficha-suja, estariam desclassificados nas quartas-de-final e voltariam para casa sob vaias da torcida, que iria até o aeroporto jogar casta de laranja no desembarque da delegação.
E se você pensa que o primeiro colocado é o PMDB, tão associado às más práticas da política, símbolo do atraso, da fisiologia e da corrupção – em especial depois que se aliou a Lula, nunca antes — enganou-se. O líder é o PSDB.
Está lá, na Folha. Os tucanos tiveram 56 candidatos rejeitados pela Lei dos Ficha Suja. Isso dá três vezes mais do que os petistas. Para falar em termos relativos: a porcentagem de ficha suja tucana entre seus candidatos é de 3,5%. Dos petistas, 1%.
Em sua entrevista em Paris, logo depois da entrevista de Roberto Jefferson onde ele denunciou o mensalão, Lula disse que o PT apenas fazia “o que os outros partidos sempre fizeram.”
Lula foi muito criticado por isso, na época. Vê-se que Lula errou, mas por outro motivo: o PT fazia menos do que os outros partidos.
O levamento mostra, por exemplo, que até o PSD de Gilberto Kassab tem mais condenados do que os petistas. O PPS, que é infinitamente menor do que o PT, tem 9 condenados. O PMDB, tem 46.
E agora?
Pragmatismo Político

Dilma amplia vantagem para adversários, revela pesquisa Ibope.

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Num momento político delicado, em razão das prisões de ex-dirigentes do partido, pesquisa Ibope/Estadão relaxa os nervos no campo governista; presidente Dilma Rousseff apresenta evolução em taxas de aprovação de governo e confiança junto à população

dilma pesquisa eleições 2014 ibope
Dilma venceria no primeiro turno se a eleição presidencial de 2014 fosse hoje. Atual presidente tem o dobro dos votos de todos os adversários somados (reprodução)
A presidente Dilma Rousseff encontrou ar fresco em meio ao ambiente político poluído pelas prisões dos ex-dirigentes petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares em regime fechado. Pesquisa Estadão/Ibope divulgada na tarde desta segunda-feira (18) mostrou que Dilma, em qualquer cenário, estaria reeleita em primeiro turno como presidente da República.
No quadro com Marina Silva como candidata do PSB, o levantamento realizado entre os dias 7 e 11 de novembro, em 142 municípios brasileiros, apontou 42% de intenções de voto para a presidente, 16% para a ex-ministra do Meio Ambiente e 13% para o senador Aécio Neves, presidente do PSDB. Com o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, no lugar de Marina, Dilma marcou 43% e Aécio, 14%, com Campos ficando com 7%.
A popularidade da gestão presidencial e a confiança em Dilma também subiram, segundo a pesquisa. Em relação à pesquisa anterior, a aprovação da gestão subiu de 53% para 55%, enquanto a confiança na presidente teve sua taxa aumentada de 49% para 51%.
Para os socialistas, no entanto, a pesquisa não traz boas novas. As intenções de voto de Marina e Campos caíram em relação ao último levantamento, feito quando a entrada dos dirigentes do REDE no PSB ainda não havia sido anunciada. Com 21% antes, a ex-ministra marcou agora 16%. O governador pernambucano saiu de 10% para 7% de intenções. Talvez os números mostrem que, quanto antes escolherem qual será, afinal, seu candidato, melhor para o PSB.
Pragmatismo Político

Leonardo Boff: Joaquim Barbosa não honra a Justiça

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Leonardo Boff diz que, da estátua que representa a Justiça, Joaquim Barbosa ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado, e só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito

leonaardo boff joaquim barbosa
O escritor e filósofo Leonardo Boff (Arquivo)
O filósofo e teólogo Leonardo Boff criticou a postura de Joaquim Barbosa, presidente do STF diante da condução das prisões dos condenados na AP 470. Segundo ele, a vontade de condenar e de atingir o PT foi maior do que os princípios do direito.

Uma justiça sem venda, sem balança e só com a espada?

Leonardo Boff
Tradicionalmente a Justiça é representada por uma estátua que tem os olhos vendados para simbolizar a imparcialidade e a objetividade; a balança, a ponderação e a equidade; e a espada, a força e a coerção para impor o veredito.
Ao analisarmos o longo processo da Ação Penal 470 que julgou os envolvidos na dita compra de votos para os projetos do governo do PT, dentro de uma montada espetacularização mediática, notáveis juristas, de várias tendências, criticaram a falta de isenção e o caráter político do julgamento.
Não vamos entrar no mérito da Ação Penal 470 que acusou 40 pessoas. Admitamos que houve crimes, sujeitos às penas da lei.
Mas todo processo judicial deve respeitar as duas regras básicas do direito: a pressunção da inocência e, em caso de dúdiva, esta deve favorecer o réu.
Em outras palavras, ninguém pode ser condenado senão mediante provas materiais consistentes; não pode ser por indícios e ilações. Se persistir a dúvida, o réu é beneficiado para evitar condenações injustas. A Justiça como instituição, desde tempos imemoriais, foi estatuída extamente para evitar que o justiciamento fosse feito pelas próprias mãos e inocentes fossem injustamente condenados mas sempre no respeito a estes dois princípios fundantes.
Parece não ter prevalecido, em alguns Ministros de nossa Corte Suprema esta norma básica do Direito Universal. Não sou eu quem o diz mas notáveis juristas de várias procedências. Valho-me de dois de notório saber e pela alta respectabilidade que granjearam entre seus pares. Deixo de citar as críticas do notável jurista Tarso Genro por ser do PT e Governador do Rio Grande do Sul.
O primeiro é Ives Gandra Martins, 88 anos, jurista, autor de dezenas de livros, Professor da Mackenzie, do Estado Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra. Politicamente se situa no pólo oposto ao PT sem sacrificar em nada seu espírito de isenção. No da 22 de setembro de 2012 na FSP numa entrevista à Mônica Bérgamo disse claramente com referência à condenação de José Direceu por formação de quadrilha: todo o processo lido por mim não contem nenhuma prova. A condenação se fez por indícios e deduções com a utilização de uma categoria jurídica questionável, utilizada no tempo do nazismo, a “teoria do domínio do fato.” José Dirceu, pela função que exercia “deveria saber”. Dispensando as provas materiais e negando o princípio da presunção de inocência e do “in dubio pro reo”, foi enquadrado na tal teoria. Claus Roxin, jurista alemão que se aprofundou nesta teoria, em entrevista à FSP de 11/11/2012 alertou para o erro de o STF te-la aplicado sem amparo em provas. De forma displicente, a Ministra Rosa Weber disse em seu voto:” Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Qual literatura jurídica? A dos nazistas ou do notável jurista do nazismo Carl Schmitt? Pode uma juiza do Supremo Tribunal Federal se permitir tal leviandade ético-jurídica?
Gandra é contundente: “Se eu tiver a prova material do crime, não preciso da teoria do domínio do fato para condenar”. Essa prova foi desprezada. Os juízes ficaram nos indícios e nas deduções. Adverte para a “monumental insegurança jurídica” que pode a partir de agora vigorar. Se algum subalterno de um diretor cometer um crime qualquer e acusar o diretor, a este se aplica a “teoria do domínio do fato” porque “deveria saber”. Basta esta acusação para condená-lo.
Outro notável é o jurista Antônio Bandeira de Mello, 77, professor da PUC-SP na mesma FSP do dia 22/11/2013. Assevera:”Esse julgamento foi viciado do começo ao fim. As condenações foram políticas. Foram feitas porque a mídia determinou. Na verdade, o Supremo funcionou como a longa manus da mídia. Foi um ponto fora da curva”.
Escandalosa e autocrática, sem consultar seus pares, foi a determinação do Ministro Joaquim Barbosa. Em princípio, os condenados deveriam cumprir a pena o mais próximo possível das residências deles. “Se eu fosse do PT” – diz Bandeira de Mello – “ou da família pediria que o presidente do Supremo fosse processado. Ele parece mais partidário do que um homem isento”.
Escolheu o dia 15 de novembro, feriado nacional, para transportar para Brasília, de forma aparatosa num avião militar, os presos, acorrentados e proibidos de se comunicar. José Genuino, doente e desaconselhado de voar, podia correr risco de vida.
Colocou a todos em prisão fechada mesmo aqueles que estariam em prisão semi-aberta. Ilegalmente prendeu-os antes de concluir o processo com a análise dos “embargos infringentes”.
animus condemnandi (a vontade de condenar) e de atingir letalmente o PT é inegável nas atitudes açodadas e irritadiças do Ministro Barbosa. E nós tivemos ainda que defendê-lo contra tantos preconceitos que de muitas partes ouvimos pelo fato de sua ascendência afrobrasileira. Contra isso afirmo sempre: “somos todos africanos” porque foi lá que irrompemos como espécie humana. Mas não endossamos as arbitrariedades deste Ministro culto mas raivoso. Com o Ministro Barbosa a Justiça ficou sem as vendas porque não foi imparcial, aboliu a balança porque ele não foi equilibrado. Só usou a espada para punir mesmo contra os princípios do direito. Não honra seu cargo e apequena a mais alta instância jurídica da Nação.
Ele, como diz São Paulo aos Romanos: “aprisionou a verdade na injustiça”(1,18). A frase completa do Apóstolo, considero-a dura demais para ser aplicada ao Ministro.

Moradores de rua são humilhados em Floripa: "Fora não precisamos de mendigos

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Protesto em Florianópolis pede "Fora mendigos!". Habitantes da praia da Canasvieiras, preocupados com o turismo local, exigem saída de moradores de rua

Praia da Canasvieiras mendigo florianópolis
Praia da Canasvieiras, Florianópolis (Reprodução)
Segurando cartazes como “Não precisamos de mendigos: Fora!”, moradores da região da praia da Canasvieiras, em Florianópolis, protestaram contra a presença de pessoas em situação de rua na cidade.
A praia é uma das preferidas de turistas argentinos, que costumam lotar os hotéis da região e o turismo é a principal preocupação dos “incomodados”. “Estamos tentando limpar a praia para a chegada do turista. Isso está queimando nossa imagem”, afirmou Luciana da Silva, uma das organizadoras do protesto, àFolha de S. Paulo.
No blogue SOS Canasvieiras, organizado por moradores da região, em um texto intitulado “Turismo Insustentável”, os insatisfeitos desfilam uma série de argumentos para que se expulse a população de rua da região. “Não podemos deixar esta situação se agravar, porque junto vem a sujeira, as drogas, os desentendimentos e até os homicídios, comprometendo a nossa qualidade de vida e a fama negativa perante o Brasil e o mundo”, afirma o autor.
Em outro trecho, a preocupação com a “vocação pelo turismo” do bairro é lembrada. “Mas não é este tipo de turistas [moradores de rua] que precisamos e queremos, nem na baixa temporada, nem na temporada de verão”. Para encerrar, o autor exalta a cobertura por parte da imprensa. “Até a grande mídia tem noticiado o “descarte” de seres humanos, ditos mendigos, aqui em Canasvieiras.”
“Importação”
Sites de notícias locais, como o Tudo Sobre Floripa, noticiam uma “suposta importação de  mendigos”. “Segundo o secretario Alessandro Balbi Abreu, a denúncia partiu de um morador do local. Ele contou que a prefeitura de Balneário Camboriú, no litoral Norte, teria despejado mendigos daquela cidade em Canasvieiras”, diz a reportagem.
Folha de S. Paulo afirma ter flagrado, durante a manifestação, um cartaz que reclamava da “importação” de pessoas em situação de rua, motivado pelas: “Balneário Camboriú, para de jogar mendigos na nossa praia (que vergonha)”.
O caso da “suposta importação” deve ser alvo de uma “abordagem” do Ministério Público e da Polícia Militar para se descobrir a origem dessas pessoas em situação de rua. Em entrevista ao Tudo Sobre Floripa, o secretário municipal de Assistência Social de Florianópolis, Alessandro Balbi Abreu, demonstrou preocupação. “O problema é que eles não querem ser ajudados, porque essa época é muito rentável pra eles.”
Um novo protesto contra a a presença das pessoas em situação de rua na praia da Canasvieiras está marcado para a próxima quarta-feira (11).
Fonte: Revista Fórum
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