terça-feira, fevereiro 18, 2014


Educação cubana: Dados que impressionam

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Com escassos recursos e fortes problemas econômicos oriundos de um constante bloqueio, dados da educação cubana impressionam o mundo

educação cubana
Educação cubana é a melhor da América Latina (arquivo)
Em 2009 a Unesco apresentou um informe de seu organismo regional, a Orealc, sobre a prova LLCE (Laboratório Latino-Americano de Avaliação da Qualidade do Ensino) denominado “Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo na América Latina e no Caribe”, que revelou dados muito surpreendentes para alguns analistas.
Christopher Marquis do New York Times assinalou: “os estudantes cubanos, em todas as matérias examinadas, obtiveram qualificações muito superiores à media, de maneira consistente, em todas as escolas”.
O estudo concluiu que “os alunos cubanos quase duplicam os resultados dos alunos que mais se aproximam deles”. O jornalista nova-iorquino apontou que os resultados “foram tão dramaticamente superiores que os pesquisadores da Unesco regressaram a Cuba e examinaram de novo os estudantes, obtendo os mesmos resultados de novo”. Jeff Puryear co-diretor da Associação para a Revitalização Educativa das Américas também se surpreendeu: “mesmo os resultados mais baixos dos cubanos alcançaram um índice superior à média da região, e aplicando nossos próprios padrões!”
Seguramente isso se deve a um milagre, pois Cuba é evidentemente um país com escassos recursos e fortes problemas econômicos, devido ao constante bloqueio e dificuldades diversas. Ninguém poderia comparar com a capacidade econômica do México, do Brasil, da Argentina e inclusive do Chile e, no entanto, é inegável que a educação em Cuba supera notavelmente mesmo a das potências da região. Cuba teve 70% dos seus estudantes com qualificações de mais 350 pontos de um total de 500, enquanto a média na Argentina, no Uruguai e No Chile foi de 300 pontos. Brasil e México acusaram uma média instável de aproximadamente 250 pontos. Só um milagre da deusa Iemanjá poderia explicar esses resultados.
O milagre teve início em 1959 quando a revolução triunfante dedicou-se a realizar todo tipo de projetos, cada um mais criativo e significativo. O mais conhecido, o da alfabetização, conseguiu em um ano declarar Cuba como o primeiro território livre de analfabetismo na América Latina. Menos conhecidos são os programas para mulheres camponesas, trabalhadoras, prostitutas; para crianças camponesas, órfãs ou “marginais”; para formar contingentes de professores, e poderíamos acrescentar um longo etcetera… Desde aqueles anos, o primeiro mandato foi levar todos os recursos disponíveis para as regiões devastadas pela pobreza no campo e na cidade. Este simples princípio marca uma enorme diferença com nosso próprio sistema no qual se impôs implacavelmente a máxima neoliberal de dar mais ao melhor “rankeado”, de investir somente naquilo que dá lucro, e assim persistem escolinhas abandonadas em que convivem crianças de várias séries (são 43% das 280.000 existentes), sem materiais, sem recursos, com “professores” que são rapazes treinados pelo CONAFE durante dois meses e enviados com um salário miserável.
A desigualdade educativa se reproduz assim de maneira estrutural, não é preciso um censo para saber o que já sabemos faz tempo. Sem mencionar o estado desastroso da maioria das escolas, sustentadas pelos pais de família com suas “contribuições voluntárias” e os raquíticos salários dos professores mesmo com o estímulo da carreira de magistério.
O milagre é que Cuba investe em educação 12.9% do PIB, no bojo de um investimento social de 30%. O México, a duras penas, destina 5% para a educação com altos e baixos pronunciados. Islândia e os países nórdicos se aproximam de 8%. Em janeiro de 1959, Cuba tinha 3 universidades públicas com 15.000 alunos e mil professores, e hoje conta com 67 instituições de altos estudos com 261.000 matriculados e 77 mil professores; 35.000 bolsistas latino-americanos passaram por suas classes, além de um novo programa de municipalização da educação superior que já construiu mais de 300 sedes universitárias municipais. Na verdade, Cuba é toda uma grande escola.
O estado é o responsável integral da educação, como na Finlândia e na França. Há uma grande valorização social da profissão docente em todos os seus níveis e os salários dos professores equivalem aos de outros profissionais como médicos e físicos. As Universidades Pedagógicas têm um alto grau de formação e de exigência. Nunca há mais de 18 crianças por sala e o tempo dedicado a cada criança pra elaborar e problematizar respostas individuais duplica o da região.
Estes são alguns dos fatores recolhidos por Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, em seu excelente livro La ventaja académica de Cuba, ¿Por qué los estudiantes cubanos rinden más?. Não necessitamos acudir a modelos tão distantes como Finlândia ou qualquer outro país altamente desenvolvido; a explicação está aqui mesmo, muito perto, e não se trata de um milagre educativo, mas sim de una política congruente com a dignidade de todo ser humano.
Pragmatismo Político

Conheça Leopoldo López, o líder que prega o golpe na Venezuela

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“Arrogante e sedento de poder”. Conheça Leopoldo López, radical ligado ao setor petroleiro que está tentando o golpe na Venezuela

leopoldo lópez venezuela golpe
Leopoldo López, o conservador radical que prega o golpe na Venezuela (Divulgação)
O perfil é o de um típico mauricinho do Leblon. Ou dos Jardins. Um coxinha – como se costuma dizer agora. Só que um coxinha perigoso. Leopoldo Lopez é criticado até por setores da oposição – por ter decidido sozinho chamar os jovens às ruas pra derrubar o governo eleito da Venezuela. Henrique Capriles, o outro líder da oposição, quer usar as ferramentas legais para derrotar o chavismo. Lopez quer o golpe.
Ele teve prisão decretada. Os EUA pressionam para que não seja detido. Por que? Lopez é apontado como homem de confiança, na Venezuela, do ex-presidente colombiano Alvaro Uribe – de extrema-direita.
Ex-prefeito do munícipio de Chacao (2000-2008), López, de 43 anos, vem de uma das familias da elite venezuelana, ligada ao setor industrial e petroleiro.
A definição acima está em reportagem produzida não por algum jornal chavista, mas pelo site da britânica BBC. Confira a seguir:
por Claudia Jardim, na BBC Brasil
Popular, carismático, imprevisível, arrogante e sedento de poder. Essas são algumas das características que analistas e líderes políticos costumam usar para definir Leopoldo López, o mais novo inimigo público do governo venezuelano de Nicolás Maduro.
Referência da ala radical da oposição venezuelana, López está sendo procurado pela Justiça venezuelana. A polícia chegou a fazer buscas em sua casa neste domingo, mas ele não estava lá.
O opositor não é visto em público desde quarta-feira, quando milhares de estudantes sairam às ruas, liderados por ele, para exigir uma mudança de governo.
No entanto, ele divulgou um vídeo neste domingo, dizendo ser inocente e desafiando as autoridades a prendê-lo durante uma marcha que ele convocou para a terça-feira.
“Não tenho nada que temer, não cometi nenhum delito, sou um venezuelano comprometido com nosso país, como nosso povo. Se há alguma decisão legal de me prender, estarei pronto para assumir essa perseguição e essa decisão infame por parte do estado”, disse.
Ele é acusado de ser o autor intelectual da onda de protestos violentos que tomou a capital do país nos últimos dias. As marchas se tornaram mais violentas na quarta-feira, quando três homens foram mortos durante um protesto contra o governo. Maduro acusa López de incitar a violência, enquanto a oposição afirma que os homens foram assassinados por milícias pró-governo.
“López ordenou que todos esses jovens violentos, treinados por ele, destruíssem metade de Caracas e então resolveu se esconder”, disse o presidente. “Se entregue, seu covarde!”

‘Golpe’

López se converteu na mais nova dor de cabeça do ex-candidato presidencial e governador Henrique Capriles – líder do setor moderado da coalizão opositora – desde que decidiu colocar em prática o plano chamado “A saída”. Apoiado pelo movimento estudantil, o plano consiste em intensificar a onda de protestos no país até levar o presidente à renúncia.
“Ainda acreditam que devemos esperar até 2019 (fim do mandato de Maduro) para sair deste regime?”, questionou López, em seu perfil no Twitter, ao convocar os protestos.
Essa declaração foi interpretada pelo governo como um chamado a um golpe de Estado.
A escalada de violência que tem marcado o tom dos protestos nos últimos dias preocupa aos “moderados” da oposição. Um dos membros da Mesa de Unidade Democrática (MUD) afirmou à BBC Brasil que o setor moderado da oposição tentou dissuadir López de sua “aventura” com os estudantes.
Ambições pessoaisConservador, vinculado aos partidos de direita da região, López é visto como um “maverick” – jargão político para definir quem desobedece as linhas do partido – na avaliação do analista político Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela. “López tem um estilo muito personalista, pouco institucional. Ele está sempre em permanente busca de protagonismo”, afirmou Romero.
A seu ver, a polêmica decisão de levar a população às ruas para promover uma mudança de governo é uma manobra que tem como objetivo “ambições pessoais”, mas que pode levar à crise toda a coalizão opositora. “Leopoldo é um dirigente que neste momento está promovendo danos importantes à oposição democrática”, afirmou.
Sua habilidade em promover rupturas entre aliados políticos também foi destacada com preocupação por um conselheiro político da embaixada dos Estados Unidos em Caracas. Em documento desclassificado de 2009 vazado pelo Wikileaks, Robin D. Meyer, qualificou a López como uma “figura divisora da oposição, arrogante, vingativo e sedento de poder”, diz o documento que tinha como enunciado “O problema Leopoldo”.
A historiadora Margarita López Maya caracteriza a López como um político “audaz, ambicioso e carismático”. Em sua opinião, ele é capaz de capitalizar os anseios da juventude que não vê saídas, se não o protesto, como mecanismo de pressão para debilitar o chavismo.
“Levá-lo prisão seria convertê-lo em um mártir e ele seria catapultalo a uma candidatura presidencial”, avaliou a historiadora.
Entre os jovens que estão protestando nas ruas, López é visto como um ícone da rebelião anti-chavista e um potencial presidenciável. “Se ele for preso, o movimento estudantil irá às ruas defender sua liberdade. Compartilhamos com ele a visão de que é preciso mudar esse governo. Vamos continuar nas ruas até a renúncia do presidente”, afirmou à BBC Brasil o dirigente estudantil Daniel Alvarez.

Carreira

Ex-prefeito do munícipio de Chacao (2000-2008), López, de 43 anos, vem de uma das familias da elite venezuelana, ligada ao setor industrial e petroleiro.
Como prefeito, participou ativamente dos protestos que culminaram no golpe de Estado que derrocou brevemente o governo Chávez. Desde então, não pode se desvincular do rotulo de “golpista”, atribuido pelo governo e seus seguidores.
Em 2008, uma acusação de mau uso de recursos públicos, como prefeito de Chacao, fez com que o político fosse inabilitado politicamente pela justiça da Venezuela. Essa decisão do tribunal, impediu que lider opositor se projetasse como potencial candidato presidencial.
Formado em Harvard, sua carreira politica começou no partido Primeira Justiça, o mesmo de Capriles. Um racha interno o levou a abandonar o grupo. Ele então se filiou ao partido conservador Um Novo Tempo, onde permaneceu pouco tempo, até fundar seu atual partido Voluntad Popular.
Fonte:Portal da esquerda

Lula e Mujica se encontram para discutir rumos da esquerda no continente

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Desestabilização política na Venezuela, crise econômica na Argentina e coquetel de protestos, Copa do Mundo e ano eleitoral no Brasil. Lula e Mujica têm muito a esquadrinhar

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Lula e Mujica se encontram para reler mapa da esquerda na América do Sul (Foto: Instituto Lula)
Os dois principais líderes da esquerda da América do Sul se encontram esta noite em Montevideo, no Uruguai. No Palácio Presidencial, José Pepe Mujica recebe o ex-presidente Lula para uma conversa que promete ser longa. Eles têm de trocar impressões em profundidade para traçar um mapa atualizado dos chamados governos e forças populares no subcontinente. Em relação a um ano, a reviravolta no poderio da esquerda na região é completa, de resto, como os adversários torciam.
O centro dos problemas está na Venezuela. Desastradamente, o governo de Nicolás Maduro reagiu com violência desleal a protestos universitários surgidos três semanas atrás, com espancamentos, humilhações e dezenas de prisões sobre manifestantes. Conseguiu, assim, criar uma uma onda nacional diária de solidariedade e descontentamentos. Somados à crise econômica no país, os atos que se sucedem contra o governo contribuem para a deterioração do cenário, que se ressente, pela ótica bolivariana, da falta de liderança de Hugo Chávez e da inabilidade administrativa do atual presidente.
Ali, três diplomatas americanos foram expulsos do país, acusados de conspiração, e têm até esta terça-feira 18 para deixar Caracas.
Raúl Castro, em Cuba, tem o destino econômico de sua revolução bastante dependente da Venezuela.
No extremo, do outro lado do rio da Prata, Lula e seu anfitrião Mujica têm para analisar o recrudescimento da crise econômica e cambial da Argentina, com reflexos diretos para o comércio dentro do Mercosul. Se, politicamente, o quadro não tem parelalo com o da Venezuela, a perda de importância econômica do país governado por Cristina Kirchner é dada como irreversível.
Após o sucesso do golpe congressual no Paraguai e a volta da influência dos EUA nesse país geograficamente central do Cone Sul, os dois líderes esquerdistas Lula e Mujica podem avaliar de que contam apenas com suas próprias forças para sustentar a bandeira das causas sociais.
No Chile, a nova presidente Michele Bachelet, do Partido Socialista, tem tantos problemas econômicos a administrar, e também muitos compromissos com as classes estudantil e trabalhadora, que dificilmente terá tempo para liderar a esquerda latino-americana. Evo Morales, da Bolívia, mais divide do que une, e Rafel Corrêa, no Equador, provou-se um bravateiro de baixa repercussão.
Na agenda pública, a liderança da Unasul figura como um dos pratos fortes do jantar desta noite. O presidente uruguaio gostaria de ver seu colega brasileiro dar alguma organicidade à reunião de países da região não alinhados aos Estados Unidos. Mas, envolvido na eleição presidencial brasileira, Lula deverá preferir continuar com seu papel de referência à distância do que assumir tarefas de dia a dia diplomático, é claro.
Valerá o encontro para uma releitura do quadro da esquerda na América do Sul. Fazendo-se a projeção não irreal de permanente instabilidade ou final antecipado do governo chavista da Venezuela, quer por golpe militar, chicana constitucional ou pressão social, o bloco esquerdista sul-americano perderá sua segunda maior potência econômica.
Abaixo, notícia da Agência Brasil a respeito:
Presidente do Uruguai recebe Lula para analisar situação da América do Sul
Da Agência Brasil* Edição: Davi Oliveira
O presidente do Uruguai, José Mujica, vai receber hoje (17) o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, com quem irá analisar a situação atual da América do Sul e o papel da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Em nota, o Instituto Lula informou que o ex-presidente será recebido em jantar no palácio presidencial do Uruguai.
Nesta segunda-feira, a imprensa uruguaia publicou uma entrevista na qual Mujica diz que Lula tem todas as condições para assumir a liderança da região.
Sempre pensei que Lula deveria ter muito que ver com o processo de integração da Unasul, porque era a figura mais indicada. Contudo, ele sempre pensou que, por ser brasileiro, se atribuiria ao Brasil uma visão dominadora”, explicou o presidente uruguaio.
Além do tema da Unasul, a pauta do encontro inclui a negociação em curso entre Mercosul e União Europeia e também a necessidade de se ajustar uma séria de políticas complementares que estão em marcha.
A visita de Lula também servirá para que Mujica apele aos bons ofícios do ex-presidente em questões bilaterais, especialmente às vinculadas à possível instalação de empresas brasileiras no Uruguai e ao término da integração elétrica entre os dois países.
Fonte:Brasil 247

"Matei menos de 100 pessoas" diz assassina de 19 anos.

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Miranda Barbour começou a matar aos 13 anos, após sofrer abusos sexuais. Sua mais recente vítima foi assassinada em novembro, logo após fazerem sexo

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Miranda Barbour (Divulgação)
Acaba de ser detida pela polícia norte-americana, na Pensilvânia (EUA), uma jovem que se confessou assassina em série. Miranda Barbour, de 19 anos, revela que “matou menos de 100 pessoas” e que várias assassinatos foram realizados em rituais satânicos.
A jovem esfaqueou até a morte sua mais recente vítima, um homem de 42 anos, em novembro passado.
Ela contou que conheceu sua vítima através do site “Craigslist” e que concordou em fazer sexo com ele por US$ 100, mas depois o matou com a ajuda de seu marido. “Eu me lembro de tudo. É como ver um filme”, comentou.
Barbour e seu marido, Elytte Barbour, foram acusados pelo assassinato do homem e estão presos em locais diferentes.
A mulher, no entanto, afirma que essa morte é apenas uma de uma série de assassinatos que cometeu ao longo dos anos, do Alasca ao Texas.
“Quando cheguei às 22 vítimas, parei de contar”, revela a jovem Miranda Barbour, que chocou os EUA depois de ter confessado ser a autora de dezenas de crimes, numa entrevista a um jornal da Pensilvânia.
A declaração da mulher levou os investigadores nos Estados Unidos a revisar vários assassinatos não resolvidos à procura de possíveis conexões.
Barbour disse que começou a assassinar aos 13 anos, depois de ter sofrido abusos sexuais quando era criança por parte de um homem que foi membro de uma seita satânica no Alasca.
Agência Norte Americana

domingo, fevereiro 02, 2014


Mujica te convida a morar no Uruguai.

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Mujica quer que cidadãos do Mercosul possam ter residência permanente no Uruguai. Texto, enviado pelo presidente uruguaio ao parlamento do país, precisa ser aprovado por deputados e senadores

mujica uruguai mercosul
Pelo projeto de lei enviado por Mujica ao Parlamento, residência permanente passa a ser automática
O presidente uruguaio José Mujica enviou nesta terça-feira (29/01) ao Parlamento uruguaio um projeto de lei que concede residência permanente a todos aqueles cidadãos dos países do Mercosul com a única exigência de confirmar a nacionalidade. O texto precisa ser votado por deputados e senadores para entrar em vigor.
O projeto de lei também facilita a residência permanente no Uruguai a “cônjuges, concubinos, pais, irmãos e netos” de uruguaios, para facilitar a entrada de famílias com diferentes nacionalidades retornando ao país.
Essas mudanças na legislação migratória obedecem à nova política nacional de vinculação e retorno dos uruguaios estabelecidos no exterior. Na justificativa do projeto de lei, Mujica diz que ele também se alinha ao espírito do Acordo de Residência do Mercosul, assinado em 2002 em Brasília.
Atualmente, para um nacional do Mercosul estabelecer residência no Uruguai, deve passar, primeiro, por um período de dois anos de residência temporária. Somente após esse período, pode solicitar a residência permanente. O processo ainda inclui, entre outros requisitos, a apresentação de um carnê de saúde, antecedentes penais e certidão de nascimento.
Segundo o projeto de lei, a finalidade da norma proposta “se origina na vocação integracionista do país, tanto em relação aos nacionais que residem no exterior e retornam, como em relação aos nacionais dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados”.

Argentinos e brasileiros

Há poucos dias, o jornal uruguaio El País informou que o número total de residências outorgadas apresentou um aumento considerável no último ano. Enquanto que, em 2012, foram concedidas 2.426, em 2013 foram 5.885, o que se traduz em um crescimento maior ao que se produziu logo após a aplicação da Lei de Migração de 2008.
O número de pedidos é liderado pelos argentinos, que, em 2013, tiveram 1.645 permissões definitivas outorgadas, contra 461 em 2012. O número de brasileiros radicados no Uruguai também apresentou um aumento em 2013, com 634 novas residências, contra 305 em 2012.
Fonte: Opera Mundi

Médica cubana com 1 mês no Brasil afirma: Falta amor ao próximo

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"Estou feliz. Todos me receberam muito bem. Dizem que sou bem-vinda. Não quero enriquecer. Quero ajudar as pessoas daqui", diz Lourdes Mann, médica cubana que vai passar 3 anos no Brasil

Enriquecer não está entre as prioridades da doutora cubana Lourdes Richardson Mann, selecionada para atuar pelo programa Mais Médicos em Cristal, no Rio Grande do Sul.
Nascida em Caimanera, província de Guantánamo, Lourdes passa, aos 42 anos, a imagem de uma mulher segura, confiante e focada no objetivo de oferecer, pelas próprias mãos, saúde gratuita para a população mais carente, sem condições de pagar por uma consulta particular.
Lourdes Mann fala sobre seu primeiro mês no país e suas impressões em um território bem diferente de sua origem socialista. “O Brasil vive um problema de falta de caridade humana. Falta amor ao próximo”, interpreta. Em relação à resistência da classe médica ao Mais Médicos, ela não demonstra tanto espanto. “Não vejo nada estranho nisso. É um programa novo, pouca gente conhece. Nós, cubanos, estamos preparados para isso. Não viemos para enriquecer, temos um conceito diferente, um conceito revolucionário. A vida vem primeiro”, diz.
A médica, mãe de três filhos, também relata a experiência vivida durante cinco anos na Venezuela, onde havia, à época, um programa semelhante ao que é realizado hoje no Brasil. O período na terra de Hugo Chávez ainda lhe ajudou a garantir a participação no programa brasileiro.
Antes mesmo de chegar ao país, já estava familiarizada com os costumes locais. Em Havana, onde morou por cinco anos entre uma viagem e outra, ouviu clássicos de Roberto Carlos e o embalo do samba de Alexandre Pires. Agora, nas horas vagas, além de falar com os filhos, tenta aprender a sambar. “A comida é muito boa. A música também. Ainda não escutei a música tradicional dos gaúchos. Gosto de samba. Minhas colegas do posto de saúde estão me ensinando a sambar. Isso quando não temos pacientes”, conta.
médica cubana rio grande do sul
A médica cubana Lourdes Mann (Foto: Caetano Freitas)
Abaixo, confira a entrevista com a médica cubana.
Você nasceu em Havana? Sempre pensou em fazer medicina?
Não nasci na capital, sou de Caimanera, província de Guantánamo. Estou em Havana há cinco anos. Ou melhor, estava. Agora vivo em Cristal (risos). Quando eu era criança, queria ser professora como minha mãe. Mas depois, com 18 anos, tive uma inclinação forte para a medicina, porque é uma carreira muito ampla, com várias possibilidades, muito humanitária. Estudei por seis anos até me formar como médica.
Por que existem tantos médicos em Cuba?
No meu país, existe uma preocupação muito grande com as pessoas, com o povo cubano. Todos cuidam de todos. Acho que a medicina tem esse poder de ajudar as pessoas. Gosto de ajudar as pessoas. Por lá, a maioria pensa assim. Existem muitos médicos formados em Cuba com foco na atenção básica. Não me imaginaria, com a minha cor de pele, negra, cursando medicina em outro país. No Brasil, vocês têm cotas…
O que mais você sabe sobre a saúde e a educação no Brasil?
Conheço muito pouco sobre a educação daqui. Sei muitas coisas sobre o lado da saúde. Alguns dias atrás, por exemplo, atendi uma criança com suspeita de apendicite, algo grave, portanto. Me orientaram a ligar para o hospital mais próximo para saber se eles tinham vaga para internar aquela criança. Em Cuba, casos como esse não precisam de formalidades, de pedidos, para internação de urgência. Encaminhamos o hospital e o atendimento é feito na hora porque ela não pode esperar. Corre riscos… Pedir permissão para internar em casos de urgência? Isso não existe por lá. Fiquei sabendo que pessoas entram na Justiça para conseguir um leito aqui. É um absurdo. O Brasil vive um problema de falta de caridade humana. É isso que falta para as pessoas. Falta amor ao próximo.
Como o Mais Médicos chegou até você? Qual é sua experiência profissional?
Tenho mais de 10 anos de experiência em atenção básica à saúde. Em Havana, trabalhava em um consultório, em uma policlínica, como chamamos em Cuba. Os hospitais são atenção secundária, assim como aqui. As policlínicas são primárias, preventivas. Eles estavam procurando pessoas com esse perfil para vir ao Brasil. O programa chegou em Cuba há mais ou menos um ano. Mas foi uma coisa voluntária, uma opção que fiz, porque já tinha realizado uma missão na Venezuela e ter experiência anterior em outro país era um dos requisitos para se candidatar.
Missão na Venezuela?
Passei cinco anos da minha vida lá, entre 2004 e 2009. Estive em Bolívar e Caracas. Não faz tanto tempo assim. Chavez tinha muitas ideias liberais semelhantes ao que se vê hoje em dia em Cuba. A igualdade, a vontade de eliminar a pobreza, de dar saúde a todos e educação ao povo. Vi programas de habitação para comunidades carentes, centros de diganósticos integrados, supermercados, tudo voltado à população pobre. Foi uma experiência marcante. Quando terminei minha missão na Venezuela, me mudei para Havana. Tive a possibilidade de comprar um apartamento e fui para a capital. Tenho uma irmã que também vive lá, e ela se sentia muito sozinha.
E como foi a preparação montada para os cubanos que chegaram ao Brasil em dezembro?
Éramos mais de 200 médicos. Fizemos uma escala em Manaus e depois fomos a Vitória. Participamos de um curso para aprender português durante 21 dias. Aprendemos também sobre o sistema de saúde (SUS), como as coisas funcionam por aqui. Foi uma passagem tranquila, muito boa. Lá definiram o destino de cada um de nós. Essa parte não foi opcional porque ninguém conhecia o país, então não importava muito para onde iríamos.
Você tem alimentação e habitação assegurada? 
Quando cheguei aqui no Cristal já tinha um apartamento me esperando, com cozinha, banheiro, um quarto e uma sala. Está bom. Fizemos um acordo com o governo, onde doamos mais da metade do dinheiro que recebemos para o povo cubano. Ficamos com mil reais, que é o suficiente. Cuba fica com os R$ 10 mil e distribui ao governo brasileiro e me manda a minha parte. Também recebemos ajuda com alimentação, dá uns R$ 500 por mês. Para mim é o suficiente, não quero enriquecer. Quero ajudar as pessoas daqui.
Como você está se sentindo? As pessoas lhe tratam bem?
Estou feliz. Todos me receberam muito bem. Dizem que sou bem-vinda. Todos por aqui são muito hospitaleiros, receptivos. No posto de saúde, todos colaboram comigo, precisam ter paciência por causa do português. Ainda estou aprendendo. Tenho muito apoio da prefeitura também e de toda comunidade.
Do que você está gostando mais?
A comida é muito boa. Muito parecida com a de Cuba. A música também. Ainda não escutei a música tradicional dos gaúchos. Gosto de Roberto Carlos, Alexandre Pires… Gosto de samba. Minhas colegas no posto de saúde estão me ensinando a sambar. Isso quando não temos pacientes…
A maior dificuldade é o idioma?
Ah, com certeza. Eu tenho me esforçado, aprendemos muita coisa lá em Vitória. Disseram que tínhamos de aprender rápido, mas é difícil. Sei de alguns médicos cubanos que vieram para cá, ao Brasil, e pediram para voltar porque não conseguiram aprender. Vocês falam muito rápido (risos). Mas a comunicação é fundamental. Vou aprender, é questão de tempo.
Você tem filhos? Como faz para fazer contato com sua família?
Sim, tenho três filhos, todos homens. Falo com eles pela internet. Ernesto, 10 anos, Roberto, 16, e Rafael, 18. Meu pai, minha mãe e duas irmãs também estão lá. Eu não pensava em sair de Cuba mais uma vez. Não queria mais. A família entendeu quando decidi, os filhos maiores também. O pequeno não. Ele não entende, sempre vai necessitar de sua mamãe por perto.
Existe alguma dificuldade com a classe médica? Quando vocês, cubanos, chegaram ao Brasil, houve uma reação por parte dos médicos brasileiros contrários ao programa.
Não vejo nada estranho nisso. É um programa novo, pouca gente conhece. Nós, cubanos, estamos preparados para isso. Não viemos para enriquecer, temos um conceito diferente, um conceito revolucionário. A vida vem primeiro. O restante é secundário. A riqueza, a casa, o conforto, o glamour, tudo isso é secundário. Mas estamos preparados para essa resistência. Desde que não aconteça nada que me ofenda, que me agrida… Na Venezuela, houve resistência também. A situação era igual. Os médicos venezuelanos não queriam colaborar com os cubanos…
Caetanno Freitas, G1/RS

Joaquim Barbosa tira foto num bar em Miami com empresário foragido do Brasil.

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Joaquim Barbosa tira foto num bar em Miami com empresário foragido do Brasil. Antonio Mahfuz enfrenta 221 processos e está com a prisão decretada

joaquim barbosa Antonio Mahfuz
Joaquim Barbosa e Antonio Mahfuz (Reprodução/Facebook)
Passeando por Miami, Joaquim Barbosa esteve com o empresário Antonio Mahfuz, que está foragido e é réu em 221 processos. O encontro está registrado no perfil do fugitivo, no Facebook.
Na legenda da foto, Mahfuz diz: “Sob a mesma luz que guiava os peregrinos no deserto! Renasce a esperança com o Justiceiro. Thanks God!”. A imagem foi compartilhada por mais de 90 pessoas.
Quando um seguidor de Mahfuz lhe pergunta se é Joaquim Barbosa na foto, o empresário confirma. “O próprio. O meu, o seu, o nosso candidato a Presidente do Brasil sem Pedágio.”
Segundo o site Diário do Centro do Mundo, Mahfuz era dono de uma rede de lojas nascida na região de Rio Preto, em São Paulo, que se expandiu para outras partes. O empresário fez empréstimos, mas não honrou as dívidas, e o banco Chase Manhattan, quando o executou, simplesmente não encontrou os bens penhorados. Ele foi decretado pela justiça “depositário infiel”. Quando sua prisão foi pedida, ele foi para os Estados Unidos.
Mahfuz ainda sofre processo das irmãs, que o acusam de falsificar a assinatura do pai, Elias Mahfuz, em uma procuração que lhe dava plenos poderes para administrar os negócios da família. Um perito já teria atestado a adulteração do documento.
Pelo Twitter, Delúbio Soares, condenado na Ação Penal 470 publicou a imagem e comentou: “Antônio Mahfuz: 221 processos, prisão decretada, foragido do Brasil. Em Miami, com Joaquim Barbosa, num bar”.
Fonte: Fórum Brasil 247
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