sexta-feira, março 28, 2014


Lula teme que Campos seja um novo Collor.

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Lula comparou governador de Pernambuco Eduardo Campos com o ex-presidente Fernando Collor, alvo de um impeachment em 1992; "A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem... e nós vimos o que deu"

lula eduardo campos collor
Lula compara Campos com “aquele jovem” – Collor (Pragmatismo Político)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comparou o governador de Pernambuco e presidenciável Eduardo Campos (PSB) com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, eleito em 1989 e que sofreu um impeachment em 1992. Lula se disse preocupado.
Para ele, caso Campos seja eleito, seu mandato poderá ser parecido com o de Collor, que pilotou o Plano Collor, que sequestrou recursos de contas correntes e teve a presidência caçada após diversas denúncias de corrupção. A comparação, segundo o blogueiro Fernando Rodrigues, do UOL, foi feita por Lula na última sexta-feira 14.
“A minha grande preocupação é repetir o que aconteceu em 1989: que venha um desconhecido, que se apresente muito bem, jovem… e nós vimos o que deu”, teria dito o petista, durante almoço com empresários do Paraná. Assim como Campos, Collor também era governador no Nordeste (no caso, de Alagoas) e tinha como bandeira a renovação política. Em 89, Collor derrotou o próprio Lula nas eleições presidenciais.
O petista teria afirmado, ainda, que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), é a única opção que pode dar “garantia de manutenção de estabilidade no Brasil”. Durante o evento, Lula afirmou ainda que “estamos melhor do que estávamos antes”, comparando o Brasil de 2014 com o Brasil de 2002, quando terminou o ciclo de governo do PSDB no fim do governo do PSDB e teve início a gestão do PT à frente do governo federal.
Fonte P247

Marco Civil da Internet deve influenciar EUA e outros países.

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Marco Civil da Internet: Balanço é positivo e Brasil tende a influenciar novas regras nos EUA

marco civil internet
Marco Civil da Internet foi aprovado com o apoio de 17 partidos e apenas 1 contrário (Ag. Câmara)
O jornalista Ronaldo Lemos, da Folha, escreveu um artigo esclarecendo os principais pontos do Marcos Civil:
Ronaldo Lemos
A Câmara finalmente aprovou o Marco Civil da Internet. Trata-se da lei que cria um rol de direitos e deveres com relação à rede e por isso foi chamada de “Constituição da Internet”.
A aprovação não foi fácil. A primeira redação começou em 2009, por meio de um processo colaborativo pela internet (do qual participei, vale dizer). Só que desde que o texto foi enviado ao Congresso, foram muitas as tentativas de votação, sempre adiadas.
O balanço é positivo. Por exemplo, foi assegurada a neutralidade da rede. Trata-se do princípio que garante que não haja discriminação de serviços nos bastidores da internet. Agora assegurada legalmente, ela impede que os fornecedores de acesso possam cobrar de empresas da rede para que seus sites carreguem mais rápido.
É o que está ocorrendo nos EUA com o provedor Comcast e o site Netflix. Por conta de um acordo de bastidores, o assinante da Comcast poderá acessar os vídeos do Netflix com melhor qualidade do que com outros provedores.
Isso prenuncia uma partilha da internet: cada site passa a buscar acordos com provedores específicos. Com isso a internet passa a se aproximar da TV a cabo.
Esse cenário foi agora proibido no Brasil (como já havia sido também em outros países). Os EUA estão também revendo suas regras. A decisão brasileira deve ser influente por lá.
O próprio presidente do Netflix, beneficiário do acordo com a Comcast, veio a público dizendo que a internet sem neutralidade é insustentável. Com isso, o Brasil deu um passo importante, em boa direção, com relação à rede.
Um ponto importante é que as pontuais exceções à neutralidade serão reguladas por decreto presidencial, ouvida antes a Anatel e também o Comitê Gestor da Internet.
Se a regulação tivesse sido deixada só à Anatel, seria basicamente técnica e isolada de maior escrutínio público. Da forma atual, o Executivo é o responsável político por qualquer passo em falso na regulamentação e o Comitê Gestor e a Anatel têm a oportunidade de contribuir no processo. É um bom modelo de freios e contrapesos.
Fonte: Folha

Banheiro do Bispo do "Luxo" custou R$ 48 Mil

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Papa Francisco aceita renúncia do chamado "bispo do luxo". Membro da diocese alemã de Limburg, Franz-Peter Tebartz-van Elst sai do cargo após descoberta de gastos excessivos em diocese

bispo luxo
O papa Francisco aceitou nesta quarta-feira (26/03) a renúncia do bispo da diocese alemã de Limburg, Franz-Peter Tebartz-van Elst, que já havia sido afastado pelo pontífice após a descoberta de despesas excessivas – como um banheiro de € 15 mil (pouco menos de R$ 48 mil) e um refeitório de 63 metros quadrados, avaliado em quase € 3 milhões (R$ 9,5 milhões).
O caso explodiu depois que a imprensa alemã denunciou o luxuoso estilo de vida do religioso e, principalmente, o custo das obras de sua nova residência episcopal, que superavam os € 31 milhões (R$ 98,5 milhões), frente aos € 5,5 milhões (R$ 17,5 milhões) inicialmente anunciados.
O pontífice havia criado uma comissão para fazer uma “profunda análise sobre a construção da sede episcopal”. Com o resultado da pesquisa, a Congregação dos Bispos decidiu que “Tebartz-van Elst não tinha mais condições de exercer sua função adequadamente”.
A nota divulgada pelo Vaticano acrescenta que, “quando chegar o momento”, Tebartz-van Elst receberá outra acusação.
Em 20 de outubro, o papa argentino chegou a receber no Vaticano Tebartz-van Elst, que estava há vários dias em Roma para poder explicar sua versão dos fatos, mas acabou pondo seu cargo à disposição do pontífice.
A polêmica ligada ao caso foi tanta que motivou até um pronunciamento da chanceler alemã, Angela Merkel, que qualificou o gesto do “bispo do luxo” como uma “grande carga” para os católicos.
Fonte: Ópera Mundi

Avaliação política de Dilma recua para 36%

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Avaliação positiva de Dilma diminui na comparação com a última pesquisa IBOPE Inteligência, divulgada em fevereiro

O percentual da população que avalia o governo da presidente Dilma Rousseff como ótimo e bom recuou de 39% em fevereiro para 36% em março, como mostra pesquisa do IBOPE Inteligência, realizada a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em todo território nacional.
O percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo também oscila três pontos percentuais, saindo de 24% em fevereiro, quando foi realizada a última pesquisa do IBOPE Inteligência sobre o assunto, para 27% neste mês. Já o percentual daqueles que consideram a atual administração federal regular permanece estável, em 36%.
A presidente mantém o patamar de aprovação de mais da metade da população. O percentual dos que aprovam sua maneira de governar é de 51%, enquanto no mês passado eram 55%. O percentual dos que desaprovam a forma de governar de Dilma é de 43%, tecnicamente o mesmo registrado em fevereiro (41%), considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais.
O percentual dos eleitores que confiam na presidente também pouco se altera:48%, contra 50% em fevereiro. Os que não confiam na petista agora representam 47% da população, dois pontos percentuais a mais em relação à última pesquisa.

Futuro

A proporção de brasileiros que esperam que o restante do governo seja ótimo ou bom é de 36%, recuo em relação aos 45% registrados em novembro, quando a pergunta foi feita pela última vez, na pesquisa mais recente da parceira CNI/IBOPE. O percentual dos que esperam que o restante do governo será ruim ou péssimo sobe de 21% para 28% no mesmo período.

Áreas de atuação

A pesquisa mostra que prepondera a insatisfação em todas as nove áreas de atuação avaliadas. Isso significa que o percentual dos que aprovam não supera o percentual dos que desaprovam em nenhuma das áreas. O descontentamento aumentou mais notadamente quanto às políticas econômicas, refletindo a maior preocupação em relação à inflação e ao desemprego.
O percentual da população que desaprova as ações do governo no combate à inflação aumenta de 63%, em novembro, para 71% neste mês. E o número dos que desaprovam as políticas de combate ao desemprego subiu de 49% para 57% nesse período.
Saúde e impostos são as áreas com os índices mais altos de desaprovação: 77% cada. Impostos também é a área com o pior saldo: 59 pontos percentuais (diferença entre os que aprovam e desaprovam).

Noticiário

Na comparação com a pesquisa CNI-IBOPE de novembro de 2013, a percepção da população em relação às notícias veiculadas sobre o governo Dilma oscila dentro da margem de erro. Em março deste ano, 34% dos entrevistados consideram as notícias nem favoráveis nem desfavoráveis ao governo Dilma, 2 pontos percentuais acima do apurado em novembro.
O percentual dos que consideram as notícias desfavoráveis oscila de 28% para 32%, no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais para cima e para baixo. O percentual dos que consideram as notícias favoráveis varia de 19% para 15%.
As notícias mais lembradas pelos entrevistados em março referem-se as obras para a Copa do Mundo (18%), e manifestações pelo Brasil (11%). Aqueles que declaram não se lembrar de nenhuma são 12%, enquanto 29% não sabem ou não opinam a respeito.

Comparação com o governo Lula

Na comparação com o governo anterior, grande parte dos entrevistados (46%) considera que o governo Dilma é igual ao do ex-presidente Lula (eram 49% em novembro), 42% acham que é pior (34% em novembro) e apenas 11% avaliam como melhor (14% em novembro).
IBOPE

“Disney quer transformar crianças em gays", diz pastor

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Para pastor americano, “Disney quer transformar crianças em gays com Frozen”. De acordo com o líder religioso, animação foi produzida pelo “diabo” com a intenção de “estragar um sistema social inteiro”

O pastor norte-americano Kevin Swanson declarou em seu programa de rádio que o desenho Frozen, que venceu o Oscar por Melhor Animação e Melhor Canção Original, é “um mal que afeta a juventude da América”. De acordo com o líder religioso, a partir do desenho os pais são levados involuntariamente a “ensinar as suas filhas serem lésbicas”.
disney frozen gays
(Reprodução)
“A Disney quer, subliminarmente, transformar as crianças em gays com o seu novo sucesso Frozen”, atacou Swanson. O religioso ainda declarou que a produção, que arrecadou US$ 400 milhões, “foi produzida pelo diabo com a intenção de estragar todo o sistema social”. Kevin Swanson disse ainda que a Disney é a “organização mais pró-homossexuais em atividade nos Estados Unidos”. As declarações foram feitas no programa radiofônico “A direita da religião”. O co-anfitrião do programa, Steve Vaughn, afirma que o pano de fundo da animação é o amor entre duas irmãs e não entre um homem e uma mulher.
Os dois religiosos ainda criticaram outro personagem da trama, Kristoff, que, segundos eles, “têm um relacionamento não natural com o seu animal, Sven”. “Se eu fosse o diabo, o que eu faria para realmente estragar um sistema social inteiro e fazer algo realmente, muito, muito mal a crianças de 5 a 7 anos em famílias cristãs ao redor da América? Se eu fosse o diabo, eu iria comprar a Disney em 1984, é isso o que eu teria feito”, Disse Swanson.
Frozen conta a história da princesa Anna, que sai em busca de sua irmã Elsa, foragida e exilada em um castelo após condenar acidentalmente o reino de seu pai a um inverno eterno.
Fonte: Revista Fórum

domingo, março 09, 2014


Congresso Nacional anula sessão que cassou o mandato de Jango.

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Em ato histórico, Congresso anula medida que permitiu o estabelecimento da ditadura militar em 1964 e suspendeu o estado democrático de direito no país por 21 anos

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O ex-presidente João Goulart (Arquivo)
Deputados e senadores aprovaram na madrugada desta quinta-feira (21), em sessão do Congresso Nacional, projeto de resolução que anula a sessão do Congresso de abril de 1964 que declarou vaga a Presidência da República, no mandato de João Goulart. A medida permitiu o estabelecimento da ditadura militar naquele ano e suspendeu o estado democrático de direito no país por 21 anos (1964-1985).
A proposta sobre a restituição histórica do ex-presidente é de autoria do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que fez um discurso emocionado da tribuna da Câmara. “Foi uma das páginas mais tristes do Brasil. Aquela sessão foi ridícula, estúpida, imoral. Quereremos reconstruir a história verdadeira do país”, afirmou. A matéria segue para promulgação, que deve ocorrer em sessão especial.
Jango estava no Rio Grande do Sul quando os parlamentares o destituíram do cargo. João Vicente Goulart, filho do ex-presidente, acompanhou a sessão no Congresso. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos que apresentou a proposta junto com Simon, avalia que a medida foi um golpe civil, feito por congressistas, e que deu legalidade a um ato inconstitucional. “Hoje repararemos o gravíssimo pecado que esta Casa cometeu contra a democracia. Hoje votamos a favor da democracia e do Brasil”, declarou.
O período também é marcado por graves violações dos direitos humanos, torturas, desaparecimentos e assassinatos de militantes de partidos de esquerda e movimentos sociais contrários ao regime.
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que o Legislativo teve a oportunidade histórica de reparar o que chamou de “mancha da história do Brasil”. “Para apreciar a matéria hoje [quinta, 21], há acordo que contou com a participação de praticamente todos os partidos da Casa”, ressaltou.
Único a defender a rejeição da proposta no plenário, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) negou, da tribuna, que a sessão do Congresso Nacional daquela madrugada de 1º de abril para o dia 2 tenha sido ilegal.
Na última semana, os restos mortais de João Goulart foram levados para Brasília de São Borja (RS), cidade natal de Jango, onde foi realizado o trabalho de exumação. O objetivo é verificar se Jango morreu em decorrência de um ataque cardíaco, como divulgado na época, ou se foi envenenado por ordem da repressão brasileira, conforme alega a família dele. A cerimônia fúnebre na base aérea de Brasília contou com a participação de familiares de João Goulart, da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula e de ministros e parlamentares.
Exilado no Uruguai e na Argentina, Jango morreu em 1976 na cidade argentina de Mercedes. No Brasil, nesse período, a ditadura não permitiu que ele recebesse as devidas honras fúnebres concedidas a um chefe de Estado.
Agência Câmara.
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