terça-feira, setembro 30, 2014


Levy Fidelix: Preconceito é o que fazem comigo. Me chamam de nanico.

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Levy Fidelix mantém críticas aos gays e diz que ele é quem sofre discriminação. O presidenciável do PRTB ainda teceu duras críticas a Luciana Genro e Eduardo Jorge

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O candidato Levy Fidelix (divulgação)
Em entrevista divulgada hoje (30) pelo jornal O Estado de S. Paulo, o candidato à presidência da República pelo PRTB, Levy Fidelix, afirmou que mantém sua posição sobre casamento homoafetivo,defendida no debate promovido pela TV Record no último domingo (28). No entanto, disse que não enxerga preconceito em suas declarações, e que quem se sente discriminado é ele. “A minha posição é a mesma, não é nada de homofobia. Ao contrário, defendo a posição do pai, da mãe, da família tradicional. E nem por isso é discriminação. Discriminação é o que fazem comigo, me chamar de nanico. Não me dão os espaços que preciso e mereço”, colocou.
Entidades da sociedade civil moveram representações contra Fidelix após este ter dito, em rede nacional, que “aparelho excretor não reproduz” e que a maioria hétero precisa “enfrentar” a minoria homossexual. Uma das ações, protocolada na Procuradoria-Geral Eleitoral e no Tribunal Superior Eleitoral pela Comissão Especial de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pede a cassação da candidatura de Fidelix. Ele acusa Marcus Vinicius Coelho, presidente da Ordem, de instrumentalizá-la. “Acho que ele está instrumentalizando o órgão que deveria ser imparcial e não assumir uma postura contra a democracia. Ele está defendendo um segmento que está se sentindo ofendido e está tentando me emparedar”, alegou.
O presidenciável disparou ainda contra Luciana Genro (Psol) e Eduardo Jorge (PV), seus adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. “[Tanto] a Luciana quanto o Eduardo querem fazer voto. Eles querem o aborto, querem a maconha”, comentou. “Estão provocando as condições de heterofobia. Não pode. Do mesmo jeito que eu estou fazendo homofobia. E eu não estou. Eu não estou fazendo apologia dos héteros. Obedeçam as leis: vocês ficam para lá e eu fico para cá.”

Candidatos petistas jogam a toalha e desistem de Gleisi

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Enio Verri e Mario Verri
Os candidatos maringaenses Enio Verri e o irmão Mário desistiram da candidatura petista ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann, e decidiram apoiar abertamente o peemedebista Roberto Requião. Na cidade canção os cabos eleitorais dos postulantes a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa distribuem propagandas eleitorais exibindo apoio ao senador, 2º colocado nas pesquisas eleitorais. A notícia caiu como uma bomba no comitê de Gleisi, que teve recursos dos repasses financeiros do fundo partidário suspensos para engordar os cofres de Dilma Rousseff no 2º turno.

segunda-feira, setembro 29, 2014


Nova Pesquisa CNT/MDA: Dilma abre 15 pontos sobre Marina

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Dilma Rousseff tem 40,4%, Marina Silva 25,2% e Aécio Neves 19,8% das intenções de voto. Na disputa de segundo turno Dilma aparece com quase 10 pontos de vantagem sobre Marina

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Dilma vence tanto no primeiro quanto no segundo turno, diz CNT/MDA (Edição: Pragmatismo Político)
Dilma Rousseff (PT) amplia a vantagem sobre Marina Silva (PSB), aponta a nova pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial. A atual presidente tem 40,4% das intenções de voto, enquanto a candidata do PSB aparece com 25,2%. Aécio Neves (PSDB) permanece na terceira posição, com 19,8% dos votos. Em comparação com a última pesquisa, publicada na semana passada, Dilma subiu 4,4 pontos, Marina caiu 2,2 pontos e Aécio cresceu 2,2 pontos.
Luciana Genro (PSol) soma 1,2%, enquanto Pastor Everaldo (PSC) tem 0,6%. Os outros candidatos aparecem com 0,5%. Brancos e nulos somam 5,9% e 6,4% não sabem ou não responderam.
80,8% dos entrevistados afirmam que não mudam o voto de jeito nenhum.

SEGUNDO TURNO

Na simulação para o segundo turno, Dilma aparece com 47,7% das intenções de voto enquanto Marina tem 38,7%, uma vantagem de 9 pontos para a atual presidente. Na pesquisa divulgada semana passada, as duas apareciam tecnicamente empatadas, com 42% e 41%, respectivamente, das intenções de voto. Em cenário simulado entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, a petista tem a preferência de 49,1% dos eleitores, enquanto o tucano aparece com 36,8%, diferença de 13 pontos.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, aquela em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Dilma Rousseff tem 36,7%, Marina Silva 22,5% e Aécio Neves 17,5%. O método espontâneo é aquele que retrata com mais proximidade a fidelidade do eleitor.

INDECISOS

Segundo a pesquisa, Dilma e Marina lideram a lista dos candidatos com mais probabilidade de receberem votos dos indecisos. Dos entrevistados que ainda não sabem em quem votar, 43,8% dizem que poderão votar na petista; 40,6% citam Marina Silva; 28,9% poderão votar em Aécio. A resposta era de múltipla escolha.

AVALIAÇÃO

Entre os entrevistados, 41% consideram o governo da presidente Dilma ótimo ou bom. Na pesquisa anterior, o índice estava em 37,4%. A avaliação negativa passou de 25,1%, do levantamento anterior, para 23,5%.
Também com alta, a aprovação do desempenho pessoal de Dilma Rousseff chegou a 55,6%. O total de eleitores que a desaprovam caiu de 43,8% para 40,1%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 27 e 28 de setembro de 2014 e foram ouvidos 2002 eleitores. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

domingo, setembro 28, 2014


Cuba envia mais de 296 médicos para combater EBOLA na África.

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Contra ebola, Cuba vai enviar mais 296 profissionais de saúde à África. Eles se juntarão aos 165 médicos e enfermeiros cubanos que já haviam sido enviados; total chega a 461

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Cuba vai enviar mais 296 médicos e enfermeiros para as regiões afetadas pela epidemia do vírus ebola na África Ocidental. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (26/09) em Havana e os eles vão se somar aos 165 já anunciados no dia 12 de setembro. Com eles, a ilha mandará, no total, 461 profissionais de saúde.
Segundo o governo cubano, desde o dia 15 de setembro todos eles vêm sendo preparados por meio de um “curso intensivo” de teoria e prática sobre como lidar com a doença. Ainda de acordo com Havana, 15 mil profissionais da ilha se ofereceram para ir à região.
O último relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que o ebola já matou quase 3.000 pessoas na África Ocidental, mas o surto vem se estabilizando na Guiné.
Até 21 de setembro, 2.917 pessoas morreram de ebola dentre 6.263 casos em cinco países do oeste africano. Os dados não incluem os casos recentes descobertos após o toque de recolher em Serra Leoa. Os dados da entidade indicam que a proporção de novos casos nos últimos 21 dias diminuiu, o que sugere que a difusão da doença pode estar desacelerando.

Falta de recursos

De acordo com a OMS, faltam 1.550 leitos para tratamento na Libéria e, até o momento, ninguém ainda se comprometeu a oferecer. Em Serra Leoa, apesar dos 297 novos leitos planejados que quase dobrariam a capacidade existente, ainda são necessárias mais 532 camas.
Além disso, a taxa de mortalidade de profissionais de saúde é alta. Uma contagem mostrou que 81 morreram em Serra Leoa entre 83 que contraíram a doença – uma taxa de morte de 72%.
O governo de Serra Leoa colocou três distritos e 12 localidades de quarentena, o que representa 1,2 milhão de pessoas. Este é o maior confinamento no oeste da África desde o surgimento da atual epidemia de ebola.
Fonte:Opera Mundi

Especial:25 anos das eleições de 1989

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Há 25 anos, o país voltava a escolher seu presidente e a política estava na rua. Eleição de 1989, conquistada quase seis anos depois das Diretas Já, e marcada por golpes baixos, encaminhou consolidação democrática em meio ao fim da Guerra Fria. Marqueteiros tinham menos presença

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Eleições de 1989: Há 25 anos, o Brasil voltava a escolher seu presidente e a política estava na rua (Pragmatismo Político).
Hilton Acioli vai lembrando e cantarola, “rompe a cortina do passado”, “vai lá e vê que a alegria já demorou demais”. O compositor havia recebido “duas palavrinhas” do publicitário Paulo de Tarso Santos e teve a responsabilidade de fazer um jingle. Vê o que dá para fazer, disseram a ele. “Na hora, eu não achei nada”, lembra o compositor potiguar, que completará 65 anos em outubro, na véspera da eleição, e foi componente do Trio Marayá, nos anos 1950 e 1960. “A sorte é que ficou na minha memória.” Para buscar a canção, ele conta que havia a preocupação de aproximar o “tema” do jingle ao que Hilton chama de elite popular, citando Noel Rosa, Ary Barroso, Pixinguinha: “Populares, mas ao mesmo tempo clássicos.”
De Ary veio um mote: “Abre a cortina do passado”, canta de novo. E foi assim que ele compôs um samba, no início de 1989, para apresentar aos “clientes”, no comitê de campanha, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Estavam lá Ricardo Kotscho, Aloizio Mercadante, Vladimir Pomar, entre outros. O “tema” viria de Brasília para escutar, mas não foi. E Hilton cantou o samba: “Eu olhava na cara deles e pensava: a música não é esta”. De lá, saiu para papear com um amigo, o publicitário Osvaldo de Melo, a quem repetiu: acho que não é essa música. E foi para casa. “Quando acordei, me veio a música.”
E ele cantarola mais uma vez um dos jingles políticos mais marcantes de todos os tempos. “Quando você faz uma música nova, que você acredita, fica todo energizado”, diz Hilton, lembrando das origens do Lula lá, feito para a primeira campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, em 1989. A letra da música faz referência ao “primeiro voto”. A ideia era falar tanto dos jovens como de quem, de fato, iria pela primeira vez à urna para escolher o presidente.
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O grito das Diretas Já ganhou as ruas do país entre 1983 e 1984. O direto de eleger o presidente viria em 1989 | Foto: Fernando Santos/Folhapress (25/1/1984)
Era a primeira eleição presidencial desde 1960. Nos momentos finais da ditadura, o Brasil voltara a escolher governadores pelo voto direto (1982) e prefeitos de capitais e parte dos municípios (1985). Passara por uma campanha nacional de restabelecimento das eleições presidenciais, o movimento das Diretas Já, em 1984, direito só reconquistado em 1989, quando foram às urnas 70 milhões de pessoas, menos da metade do eleitorado atual. Para o cientista político Paulo d’Avila Filho, a eleição de 1989 “simboliza a retomada da democracia”. Este ano, o Brasil vai para a sétima eleição presidencial seguida, uma sequência inédita no país.

Candidatos: 22

Essa retomada, de certa forma, pode ser medida pela quantidade de candidatos a presidente: 22, número que nunca mais se repetiu. Este ano, por exemplo, são 11. Se hoje há três candidatas, duas disputando o primeiro lugar, em 1989 apareceu a primeira mulher na disputa presidencial: a advogada mineira Lívia Abreu, do Partido Nacionalista (PN), que recebeu 180 mil votos, 0,25% do eleitorado. Ali apareceu pela primeira vez Enéas Carneiro, do nanico Prona (360 mil votos, 0,5%). Lanterna do primeiro turno (4 mil votos, 0,01%), Armando Corrêa, o “candidato dos explorados”, chegou a renunciar em favor do apresentador Silvio Santos, que apareceu 15 dias antes do primeiro turno, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral.
Na política brasileira, depois da frustrada campanha das diretas, a maior parte da oposição, ao lado de ex-integrantes do governo, partiu para o voto indireto no colégio eleitoral. O governador de Minas Gerais, Tancredo Neves (PMDB), superou Paulo Maluf (PDS, partido que sucedeu a Arena, que sustentava a ditadura), e foi eleito presidente, com apoio de alguns remanescentes do antigo regime, reunidos sob o título de Nova República, que duraria pouco.
Tancredo não chegou a assumir. Foi internado na véspera da posse, em 15 de março de 1985, e morreu pouco mais de um mês depois, em 21 de abril. Sarney assumiu e, no final de governo, estava praticamente isolado. Mesmo com a esperança democrática, as tensões continuavam e os planos econômicos não davam conta de superar as altas constantes do custo de vida.
Eram tempos de inflação nas nuvens. Quase 40% ao mês, incríveis 758,79% acumulados naquele ano, até outubro (IPC) e 1.303,78% em 12 meses. Havia o dólar no mercado paralelo, ou “black”, com ágio de 100% em relação ao oficial.
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O país vinha da eleição de Tancredo Neves pela via indireta, com uma morte que levou José Sarney ao poder | Foto: Célio Azevedo/Fotos Públicas
Na política, conservadores ainda assombravam a população com fantasmas, como o comunismo. Foi em 1989 que caiu o Muro de Berlim, que separava as Alemanhas (divididas em Ocidental, capitalista, e Oriental, comunista), em representação real e dramática da divisão ideológica mundial. Em 1991, a União Soviética, o outro lado da “Guerra Fria” com os Estados Unidos, deixaria de desistir. A eleição de 1989, para o conservadorismo, ainda acenava com a ameaça esquerdista “Brizula”, junção dos nomes de Brizola e Lula.
Assessor de imprensa de Lula, o jornalista Ricardo Kotscho lembra que a inserção de alguns desses fantasmas dificultou até o simples aluguel de uma casa para sediar o comitê. Um empresário amigo dele chegou a dizer que não poderia alugar um imóvel, porque com uma vitória de Lula a sua propriedade seria tomada. “Era muito difícil. O que animava era a militância. Era tudo muito improvisado. Muitos comícios… Estou cansado até hoje. E também era uma grande festa, que, para mim, pareceu uma continuação da campanha das diretas. A gente sabia que estava participando de um momento histórico.”

Palanque

Do esquema quase mambembe no primeiro turno, a estrutura melhorou um pouco no segundo, quando Lula, pelo PT, enfrentou Fernando Collor, do PRN. Até apareceu um jatinho, coisa que sobrava na campanha adversária. Subiram no palanque do petista os candidatos do PDT, Leonel Brizola, e do jovem PSDB (criado um ano antes), Mário Covas, quarto colocado no primeiro turno, com 7,8 milhões de votos. Só não estava “o doutor Ulysses”, o candidato do PMDB, Ulysses Guimarães, porque Lula não quis – e Kotscho observa que, tempos depois, o candidato do PT reconheceria ter cometido um erro político. Isso não impediu que a campanha tomasse corpo, a ponto de ninguém cravar o resultado.
Na primeira votação, em 15 de novembro, Collor teve 22,6 milhões de votos (28,52%) e Lula, 11,6 milhões (16%), em disputa acirrada com Brizola, a quem superou por apenas 500 mil votos. Na véspera do segundo turno, que seria em 17 de dezembro, as pesquisas apontavam situação de empate técnico, com tendência de ascensão do petista. Do dia 7 ao 17, segundo o instituto Datafolha, Collor foi de 50% para 47% e Lula, de 41% para 44% Parecia estar se confirmando um vaticínio do veterano Brizola, autor da expressão “sapo barbudo” para se referir a Lula, no sentido de um batráquio que seria imposto à conservadora elite brasileira.
Cada um do seu jeito, Lula e Collor representavam o “novo” naquela eleição, observa o especialista Chico Santa Rita, um dos precursores do marketing político no Brasil. Vindo da campanha de Orestes Quércia (PMDB) a governador em 1986, ele havia trabalhado com Ulysses no primeiro turno (3,2 milhões de votos) e fora convocado pelo staff de Collor, àquela altura preocupado com a possibilidade de derrota. A primeira providência foi fazer uma pesquisa qualitativa, ainda pouco comum. “O quadro era que as pessoas estavam cansadas da ditadura e do governo Sarney, que tinha uma avaliação péssima. Elas queriam o novo. Uma sensação semelhante ao que há hoje. Foram (para o segundo turno) os candidatos mais novos, um líder sindical combativo e um governador jovem, com uma proposta de acabar com os escândalos, os marajás.”
Ele assumiu quase em momento de emergência, com a equipe anterior demitida. “O que eu diagnostiquei? Tinha um discurso (no primeiro turno) muito forte na moralização da administração pública. Não sei se estavam cansados… O programa foi ficando fraco, com mais brincadeirinha, pessoas ficavam coloridas. O que eu fiz foi retomar o discurso político com muita força.”

Fantasia

Chico Santa Rita acredita que há deformações e falta de entendimento em relação ao trabalho do marketing político. “O pessoal acha que é propaganda. É uma atividade multifacetada, que inclui elementos da propaganda, do jornalismo, da pesquisa, de relações públicas. Tem uma complexidade. Não é feito para criar o candidato, mas para para melhorar o desempenho do candidato. Todas as vezes que eu vi fazerem isso, não deu certo.” Ele também critica programas atuais, citando tanto PT como PSDB. “Usam e abusam de uma distorção da verdade, mostrando um país que parece de fantasia. Está havendo exagero. O marketing político foi feito para dinamizar a discussão política.”
Surgido com pinta de bom moço, Collor acabou vitorioso após um segundo turno marcado por acusações e atritos (Foto: Chico Ferreira/Folhapress)
Surgido com pinta de bom moço, Collor acabou vitorioso após um segundo turno marcado por acusações e atritos (Foto: Chico Ferreira/Folhapress)
Em seu livro Batalhas Eleitorais, Chico relata episódios que, de certa forma, mostram que a campanha teve momentos que estiveram bem longe do debate político. A uma semana da votação, ele recebeu das mãos de Collor um vídeo com imagens de um fuzilamento de três prisioneiros – Lula aparecia olhando e até sorrindo, ao final. Sem acreditar, reviu e depois chamou o engenheiro que prestava assistência técnica. A resposta foi clara: “Trata-se de uma montagem. A imagem de Lula foi superposta na imagem básica do fuzilamento”. O vídeo não foi ao ar.
Além disso, havia a constante menção ao “comunismo” como ameaça e um suposto “derramamento de sangue”, como chegou a dizer Collor, que o PT promoveria para chegar ao poder. “O Lula nunca deixou responder no mesmo nível. Ele nunca aceitou o vale-tudo”, diz Kotscho. Para ele, o uso do marketing político surgiu com Collor, que contava com grande estrutura de campanha. “No nosso caso, era um grande mutirão. Tinha muitos voluntários. E todo mundo dava palpite. Era mais amador, mais coletivo.”
Kotscho viajava com Lula, escrevia o texto com o dia do candidato e, por telefone ou telex – não existia internet – mandava o material para o também jornalista Sérgio Canova, que repassava para as redações. Para ganhar tempo, marcava entrevistas coletivas nos aeroportos. Em uma dessas paradas, em Maceió, estranhou não ver ninguém para entrevistar o líder petista. “Aqui tudo é do homem”, foi a explicação que recebeu do coordenador local. O “homem” era Collor, dono de grande parte dos meios de comunicação de Alagoas.
O final da história é conhecido. Com 35 milhões de votos (53% dos válidos), Collor foi eleito. Lula recebeu 31 milhões (47%). Em 1992, o presidente sofreu impeachment e o vice, Itamar Franco, assumiu.
Após primeiro turno apertado, Lula recebeu apoio de candidatos de esquerda e esteve próximo de vencer Collor (Foto: Niels Andreas/Folhapress)
Após primeiro turno apertado, Lula recebeu apoio de candidatos de esquerda e esteve próximo de vencer Collor (Foto: Niels Andreas/Folhapress)
“Marqueteiro” de Lula em 1989, o publicitário Paulo de Tarso Santos considera “paradigmática” aquela eleição. Lembra que, em 1982, ainda estava em vigor a Lei Falcão (Lei 6.339, de 1976, que ganhou o nome do então ministro da Justiça, Armando Falcão). Na prática, o texto proibia qualquer campanha eleitoral. Só era permitido divulgar legenda, currículo e número do candidato – na TV, também a foto. Ninguém podia falar, algo no estilo “nada a declarar”, frase que se tornou associada ao ministro da Justiça do governo Geisel (1974-1979). A lei foi revogada em 1984. A campanha de 1985, para a prefeitura de São Paulo, já trouxe a experiência do slogan ‘Experimente Suplicy”, “já tentando um uso criativo do programa eleitoral.”

‘Radicalizar a esquerda’

Em 1989, o objetivo era “radicalizar a esquerda”, conta Paulo de Tarso. “O início do raciocínio – eu, Carlos Azevedo e Zé Américo – foi muito simples. Tínhamos 22 candidatos, e de 25% a 30% do eleitorado se dizia de esquerda. Queríamos falar direto com o pensamento progressista. Tinha várias peças de jornalismo mostrando a desigualdade no Brasil. Era uma campanha bem política, com menos propaganda.” Porém a campanha precisava de uma “embalagem”. Em uma reunião em sua casa, surgiu a ideia da Rede Povo, programa que marcou a campanha – e qualquer semelhança com uma emissora de televisão não é coincidência. “Eu até brincava: se é para pegar o inimigo, vamos pegar o inimigo de verdade.”
Para a campanha no segundo turno, Paulo de Tarso diz que havia a ideia de construir um “Lulinha paz e amor”, como se falaria em 2002, quando o petista enfim chegou à Presidência da República. “Mas não deu tempo. Começaram contra nós uma campanha anticomunista”, afirma o publicitário, para quem a campanha na TV foi vitoriosa.
Ele também faz ressalva ao trabalho do marketing político. “O Lula falava de improviso. A gente passava o tema do programa, ele estudava e traduzia, e a gente ia aprimorando juntos no estúdio, sugerindo coisas que ele encaixava ou não. A gente sempre privilegiou a autenticidade dele. Não tinha todo esse arsenal de monitoramento que tem hoje.” Para Paulo de Tarso, o que deve prevalecer é a intuição do político. “As pesquisas são um instrumento para você ter uma medida da opinião pública, para você não bater o prego com os dedos.”
A paternidade da expressão “Lula lá” ainda causa alguma polêmica. Alguns a atribuem ao publicitário Carlito Maia, outros, inclusive ele próprio, a Paulo de Tarso, que passou a encomenda do jingle a Hilton Acioli. Ele conta que, além de não gostar de trocadilho, achava o tema fraco, preferindo algo mais no estilo “povo no poder”. “A gente não tinha a menor noção. Tinha certeza de que a gente ia levar o maior cacete. Foi um fato político gigantesco.”
Para Paulo d’Avila, o que mudou em relação a 1989, basicamente, foi o perfil do eleitorado, à medida que as eleições foram se tornando rotineiras. “O que a literatura mostra é que o eleitorado vai se comportando mais para uma curva normal, o que leva os competidores a uma posição mais conservadora”, analisa. Naquele ano, acrescenta o cientista político, havia “grande massa com expectativas mais à esquerda e mais à direita”, o que permitia maior polarização.
De um lado havia Brizola, Roberto Freire (PCB), Lula e, de certa forma, até Covas disputando um naco de centro-esquerda. “O eleitorado desejava o novo. Quem se destaca naquela eleição? O discurso mais à esquerda, Lula/Brizola”, diz o professor.
Na outro lado, candidatos como Guilherme Afif e Collor. “Havia um eleitorado disposto a consumir as expectativas mais polarizadas. Quanto mais você consolida o procedimento (eleição), mais o eleitorado vai se acomodando. Você passa a disputar o centro.” Ele identifica um processo de “mediocrização” do processo político – “No sentido exato do termo, do médio.”
D’Avila também destaca a relevância que o marketing político ganha naquele eleição. “Nós nos redemocratizávamos numa sociedade da comunicação, principalmente com a televisão. O Collor foi incrivelmente fiel à persona que criaram para ele.”

Romantismo

A uma indagação se havia mais espontaneidade naquela campanha, o cientista político acredita que existe certo “romantismo” em relação a isso. “Espontaneísmo serve para disputar posições”, diz d’Avila. Falando sobre as campanhas atuais, ele acredita não ser possível a um candidato em condições de vencer dizer o que pensa, mas o que é necessário ser dito. “Não significa mentir, mas ajustar o discurso”. O eleitor vai se identificando com os candidatos e há o processo de acomodação. “Aquele espectro de 1989 não desapareceu, vai sendo incorporado a coalizões de governo.”
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Debate entre Collor e Lula no SBT; na época, edições eram permitidas. ‘Jornal Nacional’ abusaria do recurso | Foto: Vidal Cavalcante/Folhapress (dez/1989)
As mudanças podem ser constatadas também nos debates televisivos. Em 1989, os embates eram frequentes e, por vezes, ríspidos. Ficou célebre, por exemplo, um bate-boca entre Brizola, o “desequilibrado”, e Maluf, o “filhote da ditadura”. Para Paulo d’Avila, as regras atuais engessaram o debate em um cenário “duplamente engessado”, em relação aos temas. “Em 1989, saindo de uma ditadura, os candidatos falavam mais de Estado. Hoje, seria impensável… Lembro de uma discussão entre Lula e Roberto Freire sobre a relação de seus partidos com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). O formato (do debate) acho que nem é o principal problema. Antes, tinha pouca regra porque não havia debate.”
E há também a “qualidade dos quadros”. Kotscho concorda com esse último item: “Os personagens políticos eram diferentes. Empobreceu muito o debate, não é só questão de regra”. Além de identificar queda na audiência da TV, o jornalista vê pessoas se xingando nas redes sociais e falta de grandes comícios. “Enquanto não houver reforma política, não vai mudar nada.”
Eles também coincidem, em certa medida, na análise sobre o comportamento da mídia. “Varia de uma eleição para outra. Foi muito difícil em 1989. Nunca vi algo tão escrachado como agora”, diz Kotscho. “Não disfarçam mais. Não estão tendo pudor.” Assim, segundo ele, depois de abraçar inicialmente a candidatura de Aécio Neves (PSDB), os principais meios de comunicação passaram a fazer campanha aberta para Marina Silva (PSB). E, obviamente, passa pelo rol de polêmicas daquele ano a edição, pelo Jornal Nacional, do debate no segundo turno. No livro Do Golpe ao Planalto, Kotscho resume desta maneira: “Editaram só os melhores momentos de Collor e os piores de Lula. O resultado do jogo, que tinha sido 2 x1 na edição do Hoje (telejornal vespertino), transformou-se magicamente em 10 x 0″.

Imparcialidade?

“Em 89, ainda que se possa dizer que havia uma preferência eleitoral, ainda havia uma enorme preocupação de dizer que não. Hoje, acho que são muito mais explícitas as posições dos meios de comunicação em relação a suas preferências”, comenta Paulo d’Avila. “Hoje caminha (o jornalismo) para um tipo de cobertura que explicita cada vez mais a sua preferência.” Para ele, “a fantasia da imparcialidade habita os bancos escolares do Jornalismo e do Direito”. Ele costuma dizer aos alunos que, quem quiser, sabe onde é possível encontrar notícias pró e contra o governo, mas acredita que a situação melhoraria em um ambiente de maior competitividade nos meios de comunicação.
Ainda sob o efeito do ato de artistas a favor de Dilma, no dia 15, no Rio de Janeiro, o ator Sérgio Mamberti destaca o discurso de Lula sobre o “marco civil” da mídia e acrescenta: “Eu falo isso desde 89″. Para ele, a mídia constitui hoje um campo de dominação e deixa o consumidor de notícia “praticamente subordinado ao interesse dessas grandes corporações”.
Naquela campanha, marcada por intensa participação do mundo artístico, política e cultura estavam no mesmo campo, avalia Mamberti. “A política é uma dimensão da cultura”, diz o ator, estendendo o raciocínio à questão da educação, que, para ele, não pode ser isolada, sob risco de cair na tecnocracia. “O centro do governo tem de entender que a dimensão da cultura oferece uma oportunidade de reflexão. As transformações se dão no campo da cultura, no campo das ideias.”
Ele lamenta que tenha havido, no Brasil, uma desqualificação do processo político, especialmente após o episódio conhecido como mensalão. “Não que não foram cometidos erros, mas o processo (a ação) foi tendencioso. A sociedade ainda vai ter de se apropriar da verdade. A reforma política passa a ser um tema absolutamente contemporâneo”, diz Mamberti.
O ator também faz ressalvas ao tratamento que é dado hoje aos candidatos, por meio do marketing político. “Eu diria que o marqueteiro tem uma hegemonia que distancia o candidato de uma discussão política mais profunda. Acho que a gente tinha de ter um aperfeiçoamento técnico do ponto de vista da comunicação, mas, de repente, houve uma inversão de papéis, a embalagem se colocou acima da política.”
Também desse ponto de vista, 1989 foi emblemático. “Embora houvesse os marqueteiros, nós todos participávamos, dávamos contribuições. A gente podia fazer sugestões, que eram aceitas. Hoje, não existe mais esse espaço criativo de um Henfil e de um Carlito Maia. Essa dimensão cultural se expressava plenamente em todas as formas que a gente foi construindo de uma visão coletiva.”
Para Mamberti, 1989 representou o momento final de saída do regime autoritário. “A gente tinha certeza de que ia começar um novo momento na história do Brasil.” Ele espera que haja continuidade nessa direção. “A participação social seria a forma de legitimar a construção de políticas públicas. Para aprofundar e radicalizar esse processo democrático, não basta que as pessoas tenham ascensão econômica”, observa o ator.
Hilton Acioli destaca a “efervescência” daquele momento político. “Desde 1984, na campanha das diretas, já tinha muita gente envolvida.” E é por isso que as músicas permanecem, acredita o compositor. “Ficou com o cheiro daquele tempo.”
Fonte:Pragmatismo Politico

quinta-feira, setembro 25, 2014


super Faturamento em Refinaria mostra modus operandi do PT, diz Aécio

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Aécio Neves
O candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves afirmou nesta quarta-feira que a constatação do Tribunal de Contas da União (TCU) de que há indícios de superfaturamento de pelo menos 367 milhões de reais em contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, expõe o “modus operandi” do PT de lidar com a coisa pública. Em Belo Horizonte, onde encerrou uma sucessão de agendas de campanha em Minas Gerais esta semana, o tucano disse que irregularidades dessa natureza “não podem ser a regra”.
“Essa denúncia mostra o modus operandi desse governo ao longo desses últimos anos. [Irregularidades na] refinaria Abreu e Lima todos nós denunciávamos, mas quando denunciávamos éramos taxados de pessimistas e de oposição a esse governo”, disse o candidato antes participar de um encontro com sindicalistas. Ao comentar o caso, Aécio relembrou a recente pressão do governo sobre o TCU quando a Corte julgava irregularidades na refinaria de Pasadena, no Texas, e afirmou que, se eleito, fará um governo “vigoroso do ponto de vista das instituições”. “Agora o TCU, órgão fundamental à democracia, que o governo tem pressionado de forma muito virulenta nos últimos meses, diz que há indícios muito claros [de superfaturamento] em contratos da refinaria Abreu e Lima. Isso não pode ser a regra em qualquer governo e qualquer democracia do mundo. Não pode ser aceito de forma passiva. Por isso luto há muitos e muitos anos para encerrar esse ciclo do PT, para que o Brasil inicie outro vigoroso do ponto de vista das instituições”, declarou o tucano.
Lula e o mensalão – Na reta final das eleições, o candidato também criticou a estratégia do ex-presidente Lula de não prestar informações à Polícia Federal sobre o escândalo do mensalão para preservar a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff. A Polícia Federal tenta ouvir o petista há pelo menos sete meses sobre revelações do operador da trama criminosa, Marcos Valério. “O Estado não pode estar a serviço de um projeto de governo e cabe às instituições fazer aquilo que  determina a Constituição. Esse é o governo que consolidou a marca do ‘não sabia’. Desde o início de todas essas denúncias ouvimos isso, mas as instituições estão aí para cumprir suas funções”, disse.
Em duas agendas políticas na capital mineira, o candidato do PSDB voltou a atacar o baixo crescimento econômico, o descontrole inflacionário e a paralisia da indústria brasileira e disse que o governo federal não pode ser gerido por pessoas inexperientes. “Não gostaria de, daqui quatro anos, estar lamentando uma nova frustração por uma eventual decisão equivocada. Presidência da República não é local para aprendizado”, disse.
Promessas - Em encontro com artistas, produtores de moda e representantes da gastronomia mineira nesta quarta, Aécio prometeu “escancarar” as portas do Palácio do Planalto para políticas de cultura. Em discurso a sindicalistas, disse que vai discutir “outro instrumento” para substituir o fator previdenciário. O fator previdenciário combina a idade do contribuinte, o tempo de pagamento ao INSS e a expectativa de vida do brasileiro para calcular as aposentadorias.
Fonte: Veja

New York Times confirma tese de Dilma e desmente Miriam Leitão...

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Dilma Rousseff e Miriam Leitão divergiram sobre o crescimento da economia da Alemanha durante entrevista ao Bom Dia Brasil. Reportagem do The New York Times publicada nesta quarta-feira reforça que a presidente estava certa

dilma miriam leitão bom dia brasil
Entrevista de Dilma Rousseff ao Bom Dia Brasil foi marcado por confrontos com os entrevistadores, principalmente com Miriam Leitão (divulgação)
Reportagem publicada pelo jornal mais importante do mundo, o The New York Times, reforça que a presidente Dilma Rousseff estava correta durante sabatina no Bom Dia Brasil, da TV Globo, na última segunda-feira 22, enquanto a jornalista Miriam Leitão, que contestou os dados da presidente, errada.Veja aqui o confronto entre Dilma e Miriam.
A discordância de números e as interrupções foram fatores frequentes na entrevista de meia hora, exibida na íntegra pela emissora. Quando Dilma falou que a economia alemã ia mal, Miriam discordou, rebatendo que a mais forte economia da zona euro cresceria 1,5% esse ano, mais que o Brasil, cujo mercado espera crescimento de 0,3%.
A entrevistadora, no entanto, se referia à expectativa de crescimento da Alemanha, não um avanço real no PIB. Dilma disse que o país europeu havia crescido apenas 0,8% no segundo trimestre desse ano, dado que já foi calculado e divulgado oficialmente.
A reportagem do NYT, publicada nesta quarta-feira 24, aponta que um dos principais indicadores de confiança das empresas alemãs caiu na terça-feira mais do que o esperado, para o patamar mais baixo desde 2012, intensificando assim os temores de que a economia do país esteja ameaçada de entrar em recessão.
“A economia alemã já registrou um declínio no segundo trimestre, quando a produção caiu 0,2% em comparação com o trimestre anterior. Outro declínio trimestral consecutivo colocará o país em recessão”, diz a matéria, sobre a economia que, como diz o jornal, serviu de âncora para o restante da zona do euro durante quatro anos de crise intermitente e de crescimento irregular.
A crise internacional é justificativa frequente de Dilma para o baixo crescimento do PIB brasileiro. Com alguns adendos: enquanto países europeus desempregavam, o Brasil criava vagas, aumentava a renda, mantinha investimentos em infraestrutura e redução da desigualdade. A tese é rebatida por economistas e políticos da oposição. Mas não parece estar nem um pouco incorreta. Os dados da economia alemã são prova disso.
Fonte: Pragmatismo

terça-feira, setembro 23, 2014


Dilma em alta

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A pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã desta terça 23/09, mostra que os ventos sopram a favor da embarcação de Dilma Rousseff. Ela não apenas aumentou a vantagem para Marina Silva no 1º turno como ultrapassou a principal oponente no 2º (42% a 41%). Outros números são amplamente favoráveis a Dilma. Vejamos: melhorou a avaliação do governo; a presidente é a que tem o eleitorado mais decidido (81,8% dos eleitores de Dilma afirmam que não mudarão o voto, contra 77% de fiéis a Marina e 73% de Aécio); aumentou a quantidade de pessoas que, independente do voto, acredita que Dilma vai vencer a eleição (índice chegou a 51,2%, contra 49% da última pesquisa); ela se mantém com mais aprovação do que desaprovação a seu desempenho pessoal (51,4% a aprovam, contra 43,8% que a desaprovam). Enfim, para o PT, depois da morte de Eduardo Campos, o pior parece já ter passado, mas ainda é cedo para o partido subir no salto e achar que irá levar no 1º turno. 

Ibope:Dilma vence no 1} Turno e empata com Marina no segundo.

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Dilma Rousseff tem 38%, Marina Silva 29% e Aécio Neves 19%, diz Ibope. Na simulação de segundo turno, há empate técnico. Avaliação do governo oscila positivamente

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Dilma amplia vantagem sobre Marina, mas haverá segundo turno, diz Ibope (Imagem: Pragmatismo Político)
A mais recente pesquisa Ibope para a eleição presidencial, divulgada na noite desta terça-feira (23), mostra Dilma Rousseff (PT) com 38% das intenções de voto. Marina Silva, do PSB, está com 29% e Aécio Neves (PSDB) soma 19%.
Em comparação com o último levantamento do instituto, divulgado há uma semana (relembre aqui), Dilma oscilou dois pontos para cima, Marina um para baixo e Aécio manteve o mesmo índice. A vantagem da atual presidente, que antes era de 6%, passou a ser de 9% sobre a segunda colocada.
Pastor Everaldo (PSC) tem 1% das intenções de voto. Todos os outros candidatos, juntos, somam 2%. Brancos e nulos são 7% e indecisos 5%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

SEGUNDO TURNO

No confronto de segundo turno entre Dilma e Marina simulado pelo Ibope, a atual presidente e a ex-senadora estão empatadas, com 41% – na pesquisa anterior, Marina vencia Dilma por 43% a 40%.
Na eventualidade de uma disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria o tucano por 46% a 35%.

AVALIAÇÃO

A avaliação do governo Dilma oscilou dois pontos para o alto. Antes, 37% consideravam o governo bom ou ótimo, agora o número foi a 39%. Regular (33%) e ruim ou péssima (28%) mantiveram o mesmo patamar.
A pesquisa Ibope foi a campo entre os dias 20 e 22 de setembro.
Fonte:Pragmatismo Politico

domingo, setembro 21, 2014


Ibope: Alvaro Dias tem 64%; Gomyde, 6%

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Alvaro Dias
Alvaro Dias
O candidato ao Senado do PSDB, Alvaro Dias, lidera com folga a corrida a uma vaga no Senado pelo Paraná. De acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (19) o tucano tem 64% das intenções de voto. O segundo melhor colocado, Ricardo Gomyde (PCdoB), tem apenas 6%. Na sequência aparecem: Marcelo Almeida (PMDB) com 4% das intenções, Professor Piva (PSOL), 2% e Adilson Senador da Família (PRTB), 1%. Os candidatos Mauri Viana (PRP), Castagna (PSTU) e Luiz Barbara (PTC) não atingiram 1% das intenções.
O levantamento, encomendado pela RPC TV e divulgado pelo portal G1, é o terceiro realizado pelo instituto de pesquisa para esse cenário. Na pesquisa anterior, Alvaro Dias tinha 65%, ou seja, apenas oscilou dentro da margem de erro. A taxa de indecisos permaneceu em 13%, e a de quem pretende votar em branco ou nulo passou de 10% para 9%.
A pesquisa entrevistou 1.204 eleitores em 67 municípios do Estado entre os dias 16 a 18 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) sob o número 00037/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR- 00685/2014.
Fonte: Estado de São Paulo

Leonardo Boff: As muitas razões para votar em Dilma

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Reconhecendo os erros do período Lula-Dilma e analisando os projetos apresentados pelos opositores, estou convencido de que o projeto liderado por Dilma é o melhor. Mas tenho outras razões a serem ponderadas [...]

leonardo boff dilma 2014
O escritor e filósofo Leonardo Boff
Leonardo Boff
Reconhecendo os percalços e erros que houve nos últimos 12 anos do governo de Lula-Dilma e vendo os esboços de projetos políticos apresentados pelos partidos de oposição, estou convencido de que o projeto liderado pelo PT com Dilma é ainda o mais adequado para o Brasil. Só por isso já meu voto vai para Dilma Rousseff.
Mas tenho outras razões a serem ponderadas.
A primeira delas se trata de algo de magnitude histórica inegável. A partir de 2002 com Lula e seus aliados ligados às bases da sociedade, fez-se, pela primeira vez, uma revolução democrática e pacífica no Brasil. Importa dizer claramente: o que ocorreu não foi apenas uma alternância de poder, mas a alternância de classe social. As classes dominantes que ao longo de toda a história ocuparam o Estado, garantindo mais seus privilégios do que os direitos de todos, foram apeadas do Estado e de seus aparelhos. Um representante das classes subalternas, Lula, chegou a ser Presidente. E realizou uma verdadeira revolução no sentido que Caio Prado Jr. deu em seu clássico A Revolução Brasileira (1996): revolução significa “transformações capazes de atender as aspirações das grandes maiorias que nunca foram atendidas devidamente; revolução que leva a vida do país por um novo rumo”.
Não podemos negar que milhões viram suas aspirações atendidas e que hoje o rumo do Brasil é outro. Pode não ser do agrado das classes dominantes que foram derrotadas pelo voto. De um Estado neoliberal e privatista que se alinhava ao neoliberalismo dominante, passamos a um Estado republicano, Estado que coloca a república, a coisa pública, o social no foco de sua ação. Daí a centralidade que o governo Lula-Dilma deu aos milhões que estavam secularmente à margem e que foram – são 36 milhões – inseridos na sociedade organizada.
Esta conquista histórica não podemos perdê-la. Há que consolidá-la e aprofundá-la. Os que antes comiam caviar tem que se acostumar a comer carne de sol ou baião de dois.
Para consolidar esta revolução é que voto em Dilma.
A segunda razão consiste em garantir as duas revoluções que ocorreram: uma rumorosa e outra silenciosa. A rumorosa foram as muitas políticas sociais que são do conhecimento geral. Estas ficaram visíveis nas multidões que começaram a usufruir daqueles benefícios mínimos de uma sociedade moderna. Tal fato correu mundo e serviu de ponto de referência para outros países. Mas houve também uma revolução silenciosa: as várias universidades federais criadas em todo o pais e as dezenas de escolas técnicas e cursos profissionalizantes que habilitaram milhões de pessoas. Essa política de educação deve ainda ser estendida, multiplicada e ganhar qualidade. Por esta razão meu voto vai para Dilma.
Uma terceira razão é o crescimento com a multiplicação de empregos. É verdade que o nosso crescimento é pequeno mas nunca se manteve o desemprego a níveis tão baixos, 5% dos trabalhadores. No mundo, dada a crise neoliberal, existem na zona do euro 102 milhões de desempregados e com nenhum ou com irrisório crescimento. Nossa geração viu cair dois muros, o de Berlim em 1989 e o de Wall Street em 2008. Resistimos às duas quedas: não perdemos os ideais do socialismo democrático nem tivemos que desempregar e renunciar às políticas públicas. Os salários nesses 12 anos subiram 70% acima da inflação. Por isso minha preferência é por Dilma.
Uma quarta razão: em alguns estratos do PT houve corrupção. Esta não vem de agora mas de muito antes. Há que reconhecê-la rejeitá-la e condená-la Mas jamais, em nenhum momento se acusou a Presidenta Dilma de corrupta. Nem nunca ela aceitou aprovar projetos que fossem danosos ao povo brasileiro. Sempre foi fiel ao povo, point d’honneur de sua gestão.
Lutaremos para vencer. Não para vencer simplesmente. Mas para consolidar o que já se ganhou, avançar e aprofundar em muitos pontos, especialmente, naqueles que foram gritados nas ruas em junho de 2013. Resumindo ai se pedia: queremos uma democracia participativa, na qual os movimentos sociais possam ajudar a discutir, pensar e decidir os melhores caminhos especialmente para os mais vulneráveis. Isso implica melhor educação, mais saúde, transporte decente, saneamento, cultura onde o povo possa mostrar o que sabe e participar do que se faz nas várias regiões do Brasil.

Fonte:JJB

quinta-feira, setembro 18, 2014


PT lidera só em um dos dez Estados com mais eleitores

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Da Gazeta do Povo
Ico Gazeta
A menos de três semanas para o primeiro turno, o PT lidera as pesquisas em apenas uma disputa estadual dentre os dez maiores colégios eleitorais do país. Somente três candidatos da sigla aparecem em segundo lugar, enquanto outros quatro estão na terceira colocação ou abaixo. Nas duas unidades da federação em que abriram mão de nome próprio para apoiar um partido aliado, as chapas dos petistas também aparecem em desvantagem.
O fraco desempenho do partido nesses estados, que concentram 76% dos votantes do país, é um obstáculo para a candidata da legenda, Dilma Rousseff, na corrida presidencial. A situação está mais complicada em São Paulo, Bahia e Paraná, onde a oposição aparece com chances de conseguir a maioria para fechar o pleito no primeiro turno.
O único oásis petista no momento é Minas Gerais. Na terra natal de Aécio Neves (PSDB) e Dilma, o ex-ministro do Desenvolvimento, In­­dústria e Comércio, Fer­­nando Pimentel (PT), tem 43% das intenções de voto contra 23% do tucano Pimenta da Veiga, de acordo com o Ibope. O cenário mineiro é particularmente ruim para Aécio, que, além de distante de Dilma e Marina nas eleições para o Planalto, pode perder uma hegemonia de 12 anos no comando do governo mineiro.
O favoritismo recente do PT em Minas contrasta com a situação nos únicos dois estados entre os dez de maior eleitorado que são administrados atualmente pelo partido. No Rio Grande do Sul, Tarso Genro busca a reeleição e está em segundo lugar, atrás da senadora Ana Amélia Lemos (PP) – 28% a 37%, segundo o Datafolha. Na Bahia, Paulo Souto (DEM) tem 46% contra 24% do petista Rui Costa, candidato do governador Ja­­ques Wagner, de acordo com o Ibope.
Em São Paulo, maior co­­légio eleitoral do país, Ge­­raldo Alckmin (PSDB) aparece no Datafolha com 49%, mais que o dobro do segundo colocado, Paulo Skaf (PMDB), que soma 22%. Apos­­ta pessoal do ex-presidente Lula, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) tem apenas 9%. A rejeição dos eleitores paulistas ao petismo têm sido fundamental para a ascensão de Marina Silva (PSB), que na mesma pesquisa desponta com 40%, contra 26% de Dilma e 16% de Aécio.
No Paraná, a lógica muda. Enquanto a senadora Gleisi Hoffmann (PT) tem 10%, atrás de Roberto Requião (PMDB), com 28%, e Beto Richa (PSDB), com 44%; Dilma está empatada tecnicamente com Marina na preferência dos paranaenses, com 32% contra 28%. A mesma sondagem do Datafolha coloca Aécio com 22%.
No Pará e em Pernambuco, o PT não lançou candidato próprio e apoiou candidatos de legendas da base aliada ao governo Dilma. Na disputa paraense, os petistas estão na chapa de Helder Barbalho (PMDB), que aparece com 38% contra 42% do atual governador, Simão Jatene (PSDB), segundo o Ibope. Na pernambucana, o partido está na coligação de Armando Monteiro (PTB), que está com 32% contra 38% de Paulo Câmara (PSB), pelo Ibope.

65 organizações repreendem Marina Silva: “Não à independência do Banco Central”

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65 entidades do movimento popular, sindical, estudantil, ambiental e cultural enviam recado para Marina Silva: “Não à independência do Banco Central”

marina banco central movimentos sociais
65 organizações sociais repudiam proposta de Banco Central independente (Imagem: Pragmatismo Político)
Uma frente de 65 entidades do movimento popular, sindical, estudantil, ambiental e cultural, lançou uma plataforma política aos candidatos à Presidência da República.
A plataforma tem 22 pontos, com propostas para o aprofundamento das mudanças em diversas áreas, como reforma do sistema político, mudanças na política econômica e fortalecimento da educação e saúde pública.
As organizações signatárias deram um sinal à candidata Marina Silva e registraram na plataforma que não aceitam a independência do Banco Central e querem o fim do superávit primário.
Assinam o documento a Associação Brasileira de ONGs (Abong), a Central de Movimentos Populares do Brasil (CMP), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Fórum do Movimento Ambientalista, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e a União Nacional dos Estudantes (UNE).
Abaixo, leia a plataforma e veja a lista completa de signatários.

PLATAFORMA POLÍTICA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Os processos eleitorais devem ser espaços de debate e afirmações de projetos, que impliquem uma concepção de sociedade e de Estado, pautem as rupturas necessárias para enfrentar as grandes questões estruturais da sociedade, apontem a natureza de nossos problemas e as soluções necessárias. Mas não é isso que percebemos.
Apesar das candidaturas expressarem projetos distintos para o Brasil, cada vez mais os processo eleitorais discutem menos política e se tornam grandes estratégias de marketing, vendendo os/as candidatos/as como mercadorias. Neste “jogo”, o poder econômico ganha de goleada subjugando a política e as instituições públicas aos seus interesses de classe, impedindo as transformações políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais que interessam ao povo brasileiro.
É em razão desta análise que movimentos sociais e organizações de todo Brasil apresentam para a sociedade e para as candidaturas a sua plataforma política para debate no processo eleitoral de 2014. Defendemos que estes são pontos fundamentais pra começar a provocar as rupturas e avanços que tanto lutamos.
1. Reforma do Sistema Político que elimine o “voto” do Poder Econômico nas eleições e nas definições das políticas públicas; que fortaleça os programas partidários, que enfrente a sub-representação dos/as trabalhadores/as, das mulheres, dos jovens, da população negra, indígena e LGBT; que regulamente e efetive os mecanismos de Democracia Direta; e que convoque uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. A Constituinte deve ter como prerrogativa central a soberania popular.
2. Democratização dos Meios de Comunicação: implementação das propostas aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação e pela descriminalização dos veículos de mídia independente.
3. Democratização da Educação: com universalização do acesso à educação em todos os níveis, principalmente a educação infantil, ensino médio e superior; erradicação do analfabetismo de 14 milhões de trabalhadores/as; garantir a efetividade dos 10% do PIB para educação pública.
4. Programa Massivo de Moradia Popular, que supere o déficit de 8 milhões de moradias à curto prazo.
5. Investimentos Prioritários em Transporte Público de Qualidade, implementando a tarifa zero. Entendemos que é o transporte público que dá acesso a todos os outros direitos sociais constitucionalmente conquistados, como saúde, educação e cultura.
6. Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais.
7. Reforma Agrária, que de fato democratize a estrutura da propriedade fundiária e garanta terra a todos/as os sem-terra. Pela publicação do decreto que atualize o índice de produtividade, facilitando a desapropriação do latifúndio.
8. Por uma nova Política Agrária, que garanta a produção e a compra pela CONAB de todos os alimentos produzidos pela Agricultura Familiar. Incentivo a produção de alimentos agroecológicos. A nova política agrária tem que ter como central a soberania alimentar.
9. Por um Plano Nacional de Erradicação do Uso de Agrotóxicos e Transgênicos, em defesa dos bens naturais e da biodiversidade.
10. Reforma Tributária, que inverta o atual sistema que cobra mais dos que menos têm; que tribute a renda e riqueza e não o consumo; que cobre impostos sobre grandes fortunas, sobre herança e sobre transferência de lucros para o exterior; que elimine a Lei Kandir e o Imposto de Renda sobre o salário.
11. Por um Plano de Desenvolvimento da Indústria Nacional, em todos os municípios, com estímulo a Agroindústria Cooperativa e Economia Solidária. Este plano deve apontar para um novo modelo de desenvolvimento, baseado em novas formas de produção, distribuição e consumo.
12. Por Mudanças na Política Econômica, com o fim do superávit primário; que coloque a taxa de juros e de câmbio sobre o controle do Governo, não a autonomia do Banco Central.
13. Pelo compromisso real com o pleno emprego. Pensar a política econômica como elemento essencial para o pleno emprego, garantia de melhores salários e trabalho decente. Contra qualquer tentativa de precarização do trabalho e dos direitos trabalhistas. Garantia de uma política para aos trabalhadores estrangeiros que se encontram no país em situações de violação de direitos humanos.
14. Pela retomada da Reforma Sanitária e pelas reformas estruturais que a Saúde precisa, com aumento do investimento no SUS, fortalecimento da Atenção Básica, popularização dos cursos de saúde, carreira SUS para os trabalhadores, fortalecimento das práticas integrativas e comunitárias e das políticas de promoção à saúde, com efetiva regulação e fiscalização dos planos de saúde, além de fortalecimento do controle social.
15. Democratização do Poder Judiciário, para que a sociedade brasileira tenha controle e possa implementar padrões democráticos na escolha e no mandato dos juízes de Instâncias superiores. Criar mecanismos reais de controle externo de todo o sistema de justiça. Defesa que o sistema de justiça como um todo deva ter políticas que contemplem a diversidade étnico, racial, etc
16. Desmilitarização das PM´s: defesa de uma Policia desmilitarizada e uma nova concepção de política de segurança que não criminalize a pobreza e a juventude, principalmente negra.
17. Pelo fim do Genocídio da Juventude Negra e contra Projetos de Redução da Maioridade Penal.
18. Pelo fortalecimento do sistema público de Previdência, pelo fim do fator previdenciário que prejudica o direito à aposentadoria dos/as trabalhadores/as brasileiros/as.
19. Pelo fim das Privatizações e das concessões dos bens e serviços públicos. O Estado precisa ter instrumentos eficazes de controle das tarifas de água, energia elétrica, combustíveis.
20. Por Políticas de Enfrentamento ao Machismo, Racismo e Homofobia. Defesa da criminalização da homofobia, da união civil igualitária, implementação real da Lei Maria da Penha e politicas para a autonomia econômica e pessoal das mulheres, pela criação do Fundo Nacional de Combate ao Racismo.
21. Pela demarcação imediata das terras indígenas e titularidade e regularização das terras das comunidades quilombolas. Rejeição a todos os projetos e PEC’s em tramitação no Congresso contra os direitos indígenas e quilombolas. Pelo efetivo cumprimento da Convenção 169 da OIT.
22. Por uma Política Externa que priorize as relações com países do Sul, que enfrente o poder das “grandes potencias”, que crie nova ordem de governança mundial. Pela criação do Conselho Nacional de Política Externa.
ASSINAM:
1. Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
2. Articulação dos Movimentos Sociais pela ALBA.
3. Articulação popular e sindical de mulheres negras de São Paulo. APSMNSP
4. Associação Brasileira de agroecologia- ABA
5. Associação Brasileira de ONG’S – ABONG
6. Associação de estudos, orientação e assistência rural – ASSESOAR
7. Associação de Moradores do Bairro Parque Residencial Universitário – AMPAR – Cuiabá
8. Associação de Mulheres Solidárias Criativas – AMSC
9. Central de Movimentos Populares do Brasil- CMP-BR
10. Central Única dos Trabalhadores- CUT
11. Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES
12. Centro de Estudos e Pesquisas Agrárias do Ceará -CEPAC
13. Coletivo de Consumo Rural Urbano de Osasco e Região – CCRU-O.R
14. Coletivo de Mulheres e PLS´s – Casa Lilás – Pernambuco
15. Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB
16. Consulta Popular
17. Coordenação Nacional de Entidades Negras-CONEN
18. Diocese Anglicana de Esmeraldas – MG
19. Educafro
20. Escola de Governo – São Paulo
21. Escola de Participação Popular e Saúde
22. Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil-FEAB
23. Federação Paranaense de Entidades ambientalistas – FEPAM
24. Fora do Eixo
25. Fórum de reforma urbana em Alagoas
26. Fórum do movimento ambientalista – BRASIL
27. Fórum do movimento ambientalista de Minas Gerais
28. Fórum do movimento ambientalista de Santa Catarina
29. Fórum do movimento ambientalista do Paraná
30. Fórum do movimento ambientalista do Rio Grande do Sul
31. Fundação Campo Cidade e Coletivo de Bombeiros Civil do Estado de São Paulo- FCC
32. Instituto De Estudos socioeconômicos- INESC
33. Instituto Democracia Popular – Curitiba – PR
34. Levante Popular da Juventude
35. Marcha Mundial das Mulheres
36. Movimento Camponês Popular- MCP
37. Movimento das Comunidades Populares
38. Movimento das Mulheres Camponesas-MMC
39. Movimento de ação e identidade socialista – MAIS
40. Movimento dos Atingidos por Barragens-MAB
41. Movimento dos trabalhadores e trabalhadoras do campo-MTC
42. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra- MST
43. Movimento Ibiapabano de Mulheres – MIM (Ceará)
44. Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
45. Movimento Nacional de Rádios Comunitárias
46. Movimento Nacional pela Soberania Popular Frente à Mineração – MAM
47. Movimento pela soberania Popular sobre a mineração- MAM
48. Movimento Popular de Saúde – MOPS
49. Movimento Quilombola de Sergipe
50. Movimento Reforma Já
51. Organização Cultural e Ambiental – OCA – Hortolândia – SP
52. Plataforma dos Movimentos sociais pela reforma do Sistema Político
53. Pólis
54. Rede Economia Feminismo – REF
55. Rede Fale
56. Sempreviva Organização Feminista – SOF
57. Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias
58. Sindicato dos Produtores Orgânicos e Familiares do Paraná – SINDIORGÂNICOS
59. Sindicato dos Psicólogos de São Paulo – SinPsi
60. Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Sumaré e Região – SINTRAF
61. Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco – SINTEPE
62. Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Roraima (SINTER).
63. Sindicato Unificado dos Petroleiros do estado de São Paulo – SINDIPETRO
64. UNEAFRO
65. União Nacional dos Estudantes- UNE
Fonte: JS.


Barraco na Globo com Garotinho

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Anthony Garotinho solta o verbo contra a Globo. Nos estúdios da própria emissora, ao vivo, o candidato citou o inquérito da sonegação fiscal bilionária e lembrou que a Rede Globo apoiou a ditadura militar

Após ser questionado sobre denúncias de corrupção e promessas não cumpridas, Anthony Garotinho (PR), candidato a governador no Rio de Janeiro, soltou o verbo [vídeo abaixo] contra a Rede Globo nos estúdios da própria emissora durante entrevista para o RJTV.
O candidato mencionou a dívida bilionária em impostos da TV Globo. A apresentadora do RJTV, por sua vez, rebateu a acusação e disse que a emissora não sonegou nada.
O bate-boca começou quando Marina, âncora do telejornal, questionou Garotinho acerca de processos administrativos que ele teria enfrentado. O candidato contra-atacou:
“Acusação todo mundo tem. Agora mesmo acusaram a Globo em um desvio milionário com laranjas em paraísos fiscais. Não sei se a Globo é culpada, até acho que é, é uma opinião minha, mas quem vai decidir é o juiz e não eu. Disseram que a Globo sonegou bilhões”, disse Garotinho. “Candidato. O tema aqui não é a Globo”, devolveu a jornalista. “Eu sei. Só estou dizendo a você como as injustiças acontecem. A Globo pode estar sendo vítima de uma”, afirmou em tréplica. “Candidato, a Globo não sonegou nada”, defendeu Mariana. “Quem está dizendo isso é um inquérito aberto pela Polícia Federal”, insistiu o candidato.
A propósito da sonegação da Globo, saiba mais:
Em outro momento, Anthony Garotinho mencionou o apoio da Globo à ditadura militar que comandou o Brasil por vinte e um anos.
Sobre a Rede Globo e a ditadura militar
Assista ao vídeo abaixo:
Fonte:Pragmatismo Político
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