terça-feira, novembro 18, 2014


Merval Pereira e Ferreira Gullar, querem repetir 1964

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Merval Pereira e Ferreira Gullar utilizam o mesmo argumento que a Rede Globo usava em 1964 para defender o regime militar e a derrubada de João Goulart

Merval Pereira Ferreira Gullar
Merval Pereira e Ferreira Gullar (Imagem: Pragmatismo Político)
O jornalista Merval Pereira, colunista do Globo e nome da casa mais alinhado com o PSDB e com os irmãos Marinho, publicou, nesta terça-feira, uma coluna que funciona como uma espécie de roteiro do golpe para a derrubada da presidente Dilma
Embora o texto se chame “Sem golpismos”, é justamente do golpe contra uma presidente reeleita há menos de um mês que ele trata. Um escárnio.
Merval percorre a mesma seara aberta no fim de semana por outro colunista conservador, o poeta Ferreira Gullar, que, no fim de semana defendeu uma espécie de “golpe democrático”, como se ele fosse necessário para “salvar a democracia” – exatamente o mesmo argumento que o Globo usava em 1964 para defender o regime militar e a derrubada de João Goulart.
Os dois colunistas, tanto Merval quanto Gullar, fazem um gesto de sedução ao PMDB. Na sua coluna no fim de semana, o poeta afirmou que seria necessário cooptar forças ainda alinhadas com o petismo. Merval, por sua vez, fala em dois caminhos para o impeachment, que ele parece ver como inevitável.
No primeiro modelo de impeachment, tanto a presidente Dilma quanto o vice Michel Temer seriam atingidos pelo furacão. Neste caso, a acusação estaria relacionada ao financiamento da campanha eleitoral. “No caso da presidente Dilma, no entanto, se a acusação for o financiamento da campanha eleitoral por dinheiro ilegal provindo do petrolão, também o vice Michel Temer estará impedido, pois é a chapa que será impugnada”, diz Merval, lembrando, que, neste caso, haveria novas eleições em 90 dias.
No entanto, Merval propõe um golpe mais palatável para o PMDB e mais sedutor para Michel Temer. “Caso, porém, a acusação contra a presidente for por crime de responsabilidade pela sua atuação no caso da Petrobras, apenas ela será impedida, podendo assumir o vice-presidente Michel Temer”, diz ele.
Fonte:247

Lula poderá ser o novo Secretário Geral da ONU

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lula secretario geral onu
Nicolas Chernavsky*
Para analisar as chances de Lula ser eleito secretário-geral da ONU, primeiro é preciso saber como se elege a pessoa para este cargo. O mecanismo é basicamente que o Conselho de Segurança da ONU deve indicar um nome e a Assembleia Geral da ONU deve aprová-lo. O Conselho de Segurança da ONU tem 15 membros, dos quais os cinco membros permanentes (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) têm direito a veto. Quanto a uma candidatura de Lula, na prática isso significa que a chave para sua eleição seria que nenhum membro do Conselho de Segurança vetasse seu nome, uma vez que numericamente, tanto entre os 15 países do Conselho de Segurança quanto na Assembleia Geral da ONU, Lula dificilmente não conseguiria aprovação.
O mandato do atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai até o final de 2016. Assim, a escolha formal de quem vai sucedê-lo ocorrerá em meados de 2016, daqui a aproximadamente 1 ano e meio. O mandato é de 5 anos renovável por mais 5, pois apesar de formalmente não haver um limite de mandatos consecutivos, o limite de dois mandatos tem sido uma tradição muito forte quanto ao cargo. Assim, os próximos 10 anos do cargo mais importante da ONU podem estar em jogo, e nesse caso, mesmo 1 ano e meio antes da decisão final, as negociações quanto às candidaturas já estão ocorrendo com relativa intensidade.
Uma vez que o desafio principal da eventual candidatura de Lula seria não ter o veto de nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, é preciso analisar as condições políticas de cada um desses cinco membros. É aí que reside a grande particularidade deste momento histórico que favorece a eleição de Lula. Nos Estados Unidos, é Barack Obama, do Partido Democrata, e não um presidente do Partido Republicano, que será o chefe de Estado do país durante todo o processo de negociação e eleição. Na França, é François Hollande, do Partido Socialista, que em 2012 venceu Nicolas Sarkozy e encerrou 17 anos seguidos em que os conservadores estiveram na presidência do país, que será o chefe de Estado no processo. No Reino Unido, haverá eleições gerais em maio de 2015, e o favorito para ser eleito primeiro-ministro é o atual líder do Partido Trabalhista, Ed Miliband, que disputará o cargo com o atual primeiro-ministro do Partido Conservador, David Cameron. Se Miliband vencer, estará no cargo desde um ano antes da escolha de próximo secretário-geral da ONU, ou seja, será a liderança decisiva do Reino Unido quanto à posição do Reino Unido. Na Rússia, o presidente durante todo o processo será Vladimir Putin, que muito dificilmente vetaria o nome de Lula, não só pela questão dos BRICS, mas por questões geopolíticas até mais amplas. Quanto à China, o nome de Lula atenderia a requisitos importantes do país, como o aumento da inserção da China na economia mundial através das parcerias globais que o país está estabelecendo com países de todos os continentes, incluindo fortemente América Latina e África.
E qual é a importância de ser secretário-geral da ONU? Hoje em dia, há diversos temas de enorme importância que por sua natureza precisam de uma instância global de administração, porque afetam necessariamente a todos de uma forma intensamente difusa e inter-relacionada. Como exemplo posso citar três assuntos, importantíssimos. A preservação do meio ambiente (dentro da qual se inclui o aquecimento global) a gestão do armamento nuclear (que tem o potencial de destruir a civilização humana) e a administração da Internet (pela exponencial interconexão que gera entre as populações dos países). O mundo precisa de uma ONU que cumpra seu necessário papel, e por isso um secretário-geral que a faça funcionar com legitimidade popular e poder institucional relativamente efetivo é fundamental neste momento da história.
E qual seria o caminho concreto mais efetivo para que Lula fosse eleito secretário-geral da ONU em 2016?
Obviamente, o próprio Lula teria que aceitar se candidatar. A única possibilidade disso acontecer me parece que é a formação de um movimento mundial em torno de seu nome composto de duas vertentes essenciais: 1) a formação e divulgação de uma lista de mais de 100 chefes de Estado e de governo do mundo apoiando a escolha de Lula como o próximo secretário-geral da ONU. 2) a expressão, organização e articulação popular em todo o mundo, especialmente na Internet e particularmente nas redes sociais, espaços em que os povos da Terra poderão se comunicar e se organizar mais eficazmente para ajudar a colocar no principal cargo da instituição que é o embrião do país Planeta Terra uma pessoa que já provou que é capaz de se tornar o primeiro líder genuinamente mundial da história deste pálido ponto azul da nossa galáxia.
Fonte: Magnetismo Político

quarta-feira, novembro 12, 2014


Silvio Santos barra comentários de Sheherazade: É melhor permanecer calada

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Sheherazade pede para voltar a fazer comentários e recebe um eloquente “não”. Durante as eleições de 2014, a apresentadora fez campanha aberta para Aécio e chegou a ser agressiva com Dilma. Para executivos do SBT, comportamento de Rachel não é compatível com uma âncora de telejornal

rachel sheherazade comentários sílvio santos
Rachel Sheherazade continua ‘apenas’ apresentadora na bancada do SBT Brasil (reprodução)
Proibida de opinar nos SBT Brasil desde abril, após dizer que achava “compreensível” a ação de um grupo de “justiceiros”, a jornalista Rachel Sheherazade vai continuar calada. Desta vez, quem a proibiu de voltar a fazer comentários foi o próprio dono do SBT, Silvio Santos. Ela também não terá um programa debates, como se falou em maio, quando renovou contrato com o SBT.
Angustiada com a demora para voltar a opinar, o que deveria ocorrer durante a Copa do Mundo, Sheherazade procurou Silvio Santos no último dia 28, dois dias após o segundo turno. Ela foi até o salão do cabeleireiro Jassa, em São Paulo, frequentado pelo apresentador. Argumentou com o “patrão” que, agora que já tinham passado as eleições, não haveria risco de problemas legais com suas opiniões.
Sheherazade ouviu um eloquente “não”. A jornalista, que foi contratada em 2011 justamente por causa de suas opiniões na afiliada da emissora Paraíba, continuará sendo apenas apresentadora do SBT Brasil.
O comportamento de Rachel Sheherazaede durante a campanha eleitoral desagradou a cúpula do SBT. Nas redes sociais, ela fez campanha abertamente para Aécio Neves. Com Dilma, chegou a ser agressiva. Após debate no SBT em que a presidente passou mal ao dar entrevista, ela reproduziu no Twitter trecho de uma coluna da revista Veja: “Pressionada por Aécio no debate do SBT, Dilma perde o rumo no meio da entrevista e culpa a pressão” [relembre aqui].
Para executivos do SBT, o comportamento de Rachel não é compatível com uma apresentadora de telejornal da emissora, muito menos para uma apresentadora e articulista. Isso, segundo uma fonte, pesou na decisão de Silvio Santos de mantê-la “calada”. Sem espaço para opinar no SBT, Sheherazade está fechando contrato com a rádio Jovem Pan, emissora em que já trabalham Reinaldo Azevedo, Joseval Peixoto e José Nêumanne Pinto.
Notícias da TV.

ENEM é caso de sucesso mundial, mesmo com campanha contrária da mídia

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A universalização do ENEM, iniciada em 2009, democratizou o acesso de todos os estudantes a vestibulares nas melhores faculdades do Brasil. No entanto, esse enorme avanço quase foi liquidado por uma campanha cruel e implacável da mídia

enem 2010 midia desonesta
Luis Nassif, GGN
Um estilo jornalístico viciado e anacrônico é o principal responsável pelas dificuldades do país em trilhar novas experiências.
Em um Congresso de Secretários do Planejamento, cobrei dos secretários presentes a falta de empreendedorismo público, de novas experiências de gestão.
A resposta foi simples.
Na fase de implantação de novos projetos não há como não aparecerem problemas. Afinal, trata-se da implantação. Qualquer problema é superestimado pela mídia, utilizado para torpedear o projeto. Alguns projetos acabam morrendo no caminho por esta falta de compreensão. Depois de implantados, os projetos vitoriosos não merecem o reconhecimento.
O gestor público corre um enorme risco propondo o novo, sem nenhuma possibilidade de recompensa posterior: o reconhecimento público.
Tome-se o caso do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Em 2009, com sua universalização, começando pela unificação dos vestibulares das universidades federais, mudou a face dos vestibulares no país, democratizando o acesso de todos os estudantes a vestibulares nas melhores faculdades.
No último domingo foram completadas as provas, com 6,2 milhões de inscritos, um caso de sucesso mundial. A não ser alguns episódios isolados de cola, não houve um problema sequer relatado por uma mídia capaz de superdimensionar os menores problemas.
O ENEM tornou-se uma instituição nacional. Junto com a expansão das novas universidades públicas e privadas, mudou a cara do ensino superior. Onde estão os velhíssimos capitães de ensino, que dominavam politicamente o setor e, com suas intermináveis páginas de publicidade, exerciam um poder absurdo sobre a mídia? Onde Di Gênio e outros símbolos de um velho modelo carcomido? Foram engolfados pela modernização e pela entrada de novos grupos no mercado.
No entanto, esse enorme avanço quase foi liquidado por uma campanha implacável da mídia, onde se misturaram má fé, incompreensão e jogadas políticas de baixo nível.
Problemas de vazamento de uma prova – em uma gráfica que tem a Folha como sócia -, problemas pontuais com um ou outro simulado, afetando proporções ínfimas dos inscritos, foram superdimensionados, abriu-se todo o espaço para um procurador exibicionista, tudo com a intenção de liquidar o programa.
Não se pensou nos benefícios para o país, para os alunos, nas oportunidades que se abriam com a democratização do acesso às vagas. A ideia fixa era impedir que seu eventual sucesso pudesse ser capitalizado pelo governo que o bancou.
A campanha implacável dos jornais
Logo após a notícia do vazamento da prova na gráfica Plural, em 19 de outubro de 2009, o Estadão não deixou barato: “Os problemas em cadeia gerados pelo vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), frustrando estudantes e desorganizando os vestibulares das universidades, são mais uma amostra do que pode ocorrer quando os interesses eleiçoeiros são postos à frente da racionalidade administrativa nos órgãos técnicos do Estado”. Se tivesse prevalecido a opinião do jornal, teria sido imediatamente interrompida a implantação do ENEM.
Houve inúmeras tentativas de atribuir a responsabilidade do vazamento ao INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) e com isso politizar ainda mais a discussão. O jogo terminou apenas em agosto de 2011 quando um desembargador do TRF-3 ordenou a exclusão da Plural do processo, sustentando que ela não cumprira o que estava definido no edital.
Custou a Haddad a inimizade eterna da Folha.
O procurador exibicionista
Em nome dessa mesquinharia, grupos de mídia transformaram um Procurador da República exibicionista, Oscar Costa Filho, do Ceará, em personagem nacional.
Com os holofotes sobre ele, Costa Filho se vangloriava de ter-se tornado um especialista em melar vestibulares. “Sou fundamentalmente um professor. É até por isso que falo assim com esse tom e sempre gesticulando muito”, observava aos jornalistas que o procuravam.
O procurador constatou que o professor de um cursinho de Fortaleza – com 639 estudantes – vazou uma das provas do simulado. Com base nisso, pretendeu anular o ENEM em todo o país. O MEC (Ministério da Educação) respondeu prontamente sobre a maneira de contornar o problema sem prejudicar os demais inscritos. Mas a cobertura incessante da mídia tentava acabar com o programa.
O Procurador tornou-se celebridade instantânea, a ponto de conceder quatro entrevistas simultâneas, com um celular em cada orelha e dois telefones fixos ligados na sua mesa.
O interesse de milhões de estudantes, nada disso importava à mídia. Tratava-se agora de permitir ao Procurador se pavonear, desde que os objetivos políticos fossem atingidos.
A famas de exibicionista já o acompanhava desde 1991, quando tentou vetar um exame de avaliação dos professores do Estado pelo então governador Ciro Gomes. “Eu me lembro do Ciro me esculhambando e me chamando de exibicionista” vangloriava-se ele a repórteres. “Exibicionista, no caso, é o que desagrada quem está no poder para fazer justiça”, alardeava o pavão.
Transformado em herói por uma imprensa sem discernimento, dali por diante Costa Filho passou a atuar anualmente, valendo-se do poder de um cargo público para tentar derrubar a prova. Só parou quando a AGU (Advocacia Geral da União) ameaçou tomar providências legais contra ele.
Nos exames de ontem, o ENEM se consagra definitivamente. Foi o ponto central da cobertura da mídia, com portais montando projetos especiais para acompanhamento da prova. Nenhuma autocrítica, nenhum reconhecimento aos autores de uma política pública excepcional.
A prova de ontem chegou ao requinte de montar salas especiais com provas especiais e acompanhamento de especialistas para alunos com deficiência intelectual. Quem sabe disso? Apenas parentes e amigos de famílias beneficiadas por esse aprimoramento do ENEM.
O país está se civilizando. Mas as manchetes são aliadas da barbárie.

Cuba e empresas brasileiras fecham US$ 120 milhões em negócios

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Em sete dias, Brasil fecha mais de US$ 120 milhões em negócios com Cuba. Participaram do evento empresas dos mais variados segmentos – moda, casa e construção, alimentos e bebidas, higiene e cosméticos, máquinas e equipamentos, cutelaria, transporte e tecnologia da informação

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Feria Internacional de La Habana (FIHAV) Imagem: Pragmatismo Político
Entre os dias 2 e 8 de novembro, 45 empresas brasileiras estiveram em Cuba para participar da Feira Internacional de Havana (FIHAV). Elas realizaram negócios em montante superior a US$ 120 milhões.
Participaram do evento empresas dos mais variados segmentos – moda, casa e construção, alimentos e bebidas, higiene e cosméticos, máquinas e equipamentos, cutelaria, transporte e tecnologia da informação.
Foram mais de 400 reuniões de negócios, além de apresentações sobre a economia cubana e as modalidades de negócios do país. “Já exportamos para Cuba há 20 anos e o mercado está se ampliando agora, com novas e crescentes demandas que pretendemos suprir”, disse Denis Sponton, diretor da empresa Uniweld, do segmento de máquinas para cultivo de cana.
Desde 2003, o Brasil tem um pavilhão próprio no evento, organizado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). De acordo com o Ministro de Comércio Exterior de Cuba, Rodrigo Malmierca, a feira serve para estreitar o relacionamento entre empresas e autoridades brasileiras e cubanas. “Estamos abrindo oportunidades de negócios com capital estrangeiro em Cuba e queremos estreitar o contato com as empresas brasileiras, que poderão se interessar em investir em um dos 246 projetos que temos hoje em diversos setores”, disse.
Segundo o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges, Cuba é o segundo destino das exportações brasileiras na região da América Central e Caribe. “A nossa participação na FIHAV tem sido cada vez mais significativa para o intercâmbio comercial entre os dois países. Vamos continuar trabalhando para abrir ainda mais espaço para as empresas brasileiras nesse importante mercado”, afirmou.
Em 2013, o comércio entre Brasil e Cuba totalizou US$ 624,8 milhões. As exportações brasileiras para Cuba foram de US$ 528,2 milhões. As importações foram de US$ 96,6 milhões. Ou seja, saldo comercial positivo para o Brasil em US$ 431,6 milhões.
Até setembro de 2014, as exportações brasileiras para Cuba foram de US$ 370 milhões e as importações foram de US$ 45 milhões, totalizando um intercâmbio comercial de US$ 414,7 milhões.
Fonte: Agência Nacional

Mulheres protestam contra a "gordofobia" em Brasília

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Após sofrerem com comentários preconceituosos em hotel, mulheres realizam manifestação contra a "gordofobia" em frente ao Congresso Nacional. Intuito é provar que elas não têm vergonha do corpo

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Contra ‘gordofobia’, misses protestam de lingerie em frente ao Congresso (Foto: Paulinha Almeida)
Após serem vítimas de preconceito em um hotel de Brasília, quatro misses plus size protestaram com roupas íntimas contra a “gordofobia” em frente ao Congresso Nacional na tarde desta terça-feira (11/11). Ao fazerem o check-in no hotel, uma recepcionista disse a duas delas que não caberiam na cama de casal do quarto disponível. “A moça foi bem sarcástica e isso me deixou chateada. Pensei: ‘estamos na capital do país. Temos que tentar mudar isso'”, conta Camila Bueno, 19 anos.
Além de Camila, Flávia Gomes, 29, e Evelise Nascimento, 25, vieram de São Paulo para participar de um ensaio de fotos do projeto BSB Plus Size, idealizado pela miss plus size DF Janaína Graciele, moradora de Planaltina. A missão do projeto, que existe há dois anos, é melhorar a autoestima de mulheres que estão acima do peso. “As meninas, que conheci durante o concurso nacional, vieram para ajudar a chamar atenção para a questão do preconceito, e acabaram sendo vítimas de discriminação logo que chegaram”, lamenta Janaína.
Janaína conta que, um dia antes do ocorrido no hotel, quando estavam em Planaltina, as quatro modelos também ouviram comentários maldosos de rapazes em um bar da região administrativa. “Assim que chegamos, eles nos chamaram de ‘um bando de gordas’”, conta. Segundo Janaína, a ideia de fazer fotos em frente ao Congresso Nacional nesta terça-feira surgiu com o intuito de protestar. “É aqui que as leis são aprovadas. Será que vamos continuar sendo vítimas de preconceito?”, questiona.
Evelise Nascimento, 25, conta que o protesto foi, não por si mesma, mas também por outras mulheres. “Somos um modelo de vida para muita gente. Por sermos misses, nos cuidamos, estamos sempre com maquiagem e bem arrumadas. Mas e as outras mulheres que não saem de casa por estarem acima do peso?”. Para Evelise, o gesto de silêncio na fotografia significou “fique quieta, sociedade. Nos aceitamos e estamos super bem”.
Flávia Gon Soares, 29, conta que na hora da foto em frente ao Congresso Nacional, que atraiu os olhares de muitos curiosos, preferiu não pensar a respeito. “Agora que a ficha está caindo. Meu sentimento é de ajudar outras pessoas. Fico muito feliz quando recebo mensagens de mulheres que sofrem preconceito dizendo ‘hoje eu saí de casa graças a você'”, relata.
Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, novembro 11, 2014


As viúvas intrasigentes do pós-eleição

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Lutar pelo Brasil não significa passar por cima da vontade da maioria e achincalhar a democracia; lutar pelo Brasil não é exigir a intervenção militar que arranque do seu posto uma presidente eleita com os votos da maioria; lutar politicamente pelo Brasil é fazer oposição ideológica e política baseada em debates claros e não em xingamentos e depreciações

pos eleicao viuvas intransigentes
Mailson Ramos*
Viúvas cumprem com desvelo a tarefa de lamentar a morte dos maridos; os sufrágios pela alma do falecido representam uma maneira de não esquecê-lo e de mostrar a todos que naquele momento de dor ninguém deve fazê-lo. Por idealização da santidade, qualquer um é capaz de, à beira do túmulo, féretro sucumbindo, lançar em voz alta as últimas palavras de dignidade direcionadas a quem se vai.
Funérea esta introdução, mas autoexplicativa por exemplificar as atitudes de algumas pessoas que se colocam como grandes entendedoras de política e mal sabem o significado de democracia, melhor: mal sabem perder. Bom papel faz quem arrumou as malas e promete desistir do Brasil. É melhor partir para Miami do que permanecer engrossando o coro das viúvas da ditadura militar.
Pois nem mesmo o candidato derrotado Aécio Neves se posicionou a favor daquela meia dúzia de manifestantes que desejavam a volta dos militares, nas ruas de São Paulo. É que as viúvas atuais não devem ter ouvido falar das viúvas verdadeiras, mulheres que tiveram seus maridos assassinados por uma simples oposição ideológica e política ao militarismo. Imploram e pedem intervenção militar como se boa coisa fosse.
Todas as alternativas de protesto foram esgotadas desde o fatídico domingo, 26 de outubro, quando Dilma Rousseff foi reeleita presidente. Desde o assédio preconceituoso ao Nordeste às passeatas fascistas no centro paulistano, o repertório não muda, aos poucos se oxida.Vale ressaltar que as viúvas não se cansam e não devem se cansar nem mesmo quando as possibilidades democráticas, ainda que antidemocráticas em seu conteúdo, se extinguirem.
Existem duas possibilidades para o aumento das vozes das viúvas: o Congresso Nacional, especialmente o Senado, adquiriu uma perspectiva ainda mais conservadora após as eleições; parece cada vez mais o reduto das oligarquias cafeeira e leiteira do final do século XIX. Para completar, oPMDB assumiu de fato sua posição de mercador da política nacional. Sempre exerceu esta prática, mas agora é muito pior.
Na Câmara Federal, a iminente vitória do candidato à presidência da casa, Deputado Eduardo Cunha, coloca sobre a relação PT/PMDB uma interrogação; Cunha faz crer que não terá fácil diálogo com as proposições do governo. E os deputados comemoraram, na última semana, a derrubada do decreto dos conselhos populares, sob a alegação de que ele feria as prerrogativas do Legislativo. Ode à participação popular, razão do conservadorismo.
Uma família paulista, segundo matéria da Folha de S. Paulo, parte para Miami em 15 de novembro; dizem desistir do Brasil e das dificuldades que o país vai enfrentar a partir de agora. Eleitores de Aécio, eles não esperavam que muita coisa fosse feita, mas pelo menos mudasse o panorama. Esta família tem todo o direito de ir embora, assim como aqueles que ficam tem o direito de protestar; eles só não têm o direito de desistir do Brasil.
E lutar por este país não significa passar por cima da vontade da maioria e achincalhar a democracia; lutar pelo Brasil não é exigir a intervenção militar que arranque do seu posto uma presidente eleita com os votos da maioria; lutar politicamente pelo Brasil é fazer oposição ideológica e política baseada em debates claros e não em xingamentos e depreciações.
Independente do pranto convulso das viúvas, a política nacional segue em frente, com desafios cada vez maiores. O país anseia por lutas cujo prêmio seja seu crescimento e desenvolvimento. Em vez de chorar, prantear uma vitória que não aconteceu, é hora de abrir caminho para auxiliar o governo eleito, que tem seus deméritos, mas ainda assim é aquele que está no poder.
Fonte: Pragmatismo politico

As 9 mulheres mais poderosas do mundo

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Chefes de Estado, líderes de bancos e grandes empresas multinacionais, conheça as nove mulheres mais poderosas do mundo, segundo levantamento da revista Forbes

mulheres mais poderosas do mundo 2014
As 9 mulheres mais poderosas do mundo (Imagem: Pragmatismo Político)
A revista Forbes divulgou a lista das 72 pessoas mais poderosas do mundo, e entre todas, nove mulheres aparecem em boas posições.
Chefes de Estados, líderes de bancos e grandes empresas multinacionais, elas conquistaram seu espaço com esforço e trabalho. Entre elas, está a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Conheça quem são essas mulheres.
1
1. Ângela Merkel. A mulher mais poderosa do mundo, de acordo com a Forbes, é Ângela Merkel. Aos 60 anos, ela enfrenta, sem medo, os jihadistas do Estado Islâmico, em sua luta contra o terrorismo, além de prestar auxílio aos combatentes curdos. Merkel também manteve a Alemanha como um dos países mais fortes e consolidados da União Europeia.
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2. Janet Yellen. Na lista dos mais poderosos, apenas duas mulheres aparecem no topo dos dez primeiros. Janet Yellen, chefe do banco central mais influente do mundo, também é Ph.D. pela Universidade de Yale. A 6ª pessoa mais importante do mundo tem 68 anos e administra um dos bancos que detém maior poder dos Estados Unidos.
3
3. Dilma Rousseff. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, também está na lista das pessoas mais poderosas do mundo, de acordo com a Forbes. Com 66 anos, Dilma acaba de conquistar mais quatro anos de mandato em uma disputa acirrada com o candidato da oposição, Aécio Neves. Dilma é a primeira presidente mulher do País e enfrentará um difícil mandato nos próximos anos.
4
4. Christine Lagarde. Em 33º lugar, Christine Lagarde é a primeira mulher a dirigir uma organização financeira de 188 países. Nos três primeiros anos de sua gestão, Christine lutou contra um período difícil da economia global, mas tomou atitudes ousadas para melhorar o cenário. Muitas pessoas pediram que Christine fosse candidata à presidência da Comissão Europeia, mas ela não se pronunciou sobre o assunto.
5
5. Park Geun-Hye. A primeira presidente mulher da Coreia do Sul, Park Geun-Hye está em 46º lugar na lista geral. Com 62 anos, a mulher enfrenta um ano difícil para seu país. Em abril, um desastre com uma balsa deixou mais de 300 pessoas mortas, levando seu premiê à renúncia. Entretanto, Park continua firme no mandato. Ela é filha de Park Chung-hee, que governou o país por 18 anos e foi assassinado.
6
6. Ginni Rometty. A inteligente Ginni Rometty segue em seu mandato como líder da IBM, uma das maiores empresas do ramo da informática. Ela anunciou que busca uma parceria com a Apple e outras medidas para aquecer a economia da organização. Ginni entrou na IBM com 24 anos, como engenheira de sistemas, mas hoje, é uma das mulheres mais poderosas do mundo. Ela ocupa a 55ª posição no ranking geral.
7
7. Mary Barra teve muitos motivos para celebrar. Ela se tornou a primeira mulher do mundo a dirigir uma montadora de carros. Com o passar dos meses, Mary teve que enfrentar um recall de 30 milhões de carros, mas permaneceu firme e confiante em seu cargo. Ela tem 52 anos e está em 62º lugar, na lista geral da Forbes.
8
8. Gina Rinehart. Com 60 anos e na 66ª posição, Gina Rinehart, é conhecida como a rainha do comércio de minério. Herdeira da Hancock, Gina é uma das mulheres mais ricas do mundo. Ela detém 70% da empresa, que herdou do pai, Lang Hancock.
9
9. Margaret Chan. Em 67º, Margaret Chan é a líder da OMS (Organização Mundial de Saúde), a principal agência de saúda das Nações Unidas. Chan é uma das responsáveis pela luta contra o ebola, o vírus que já matou cerca de 5.000 pessoas e descreveu o surto como uma “crise social, humanitária, econômica e uma ameaça à segurança social”.
Esse é o segundo mantado de Chan na OMS.

segunda-feira, novembro 03, 2014


Mulher de Mujica diz que a "América Latina" respirou com a vitória de Dilma

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“Eu celebro a vitória da Dilma Rousseff, porque o Brasil é um dos países mais importantes da América Latina, e o rumo da região estava alinhado com o Brasil”. Lucía Topolansky foi reeleita senadora no Uruguai

mulher mujica dilma rousseff
Lucía Topolansky e Pepe Mujica (divulgação)
Maíra Vasconcelos, Jornal GGN
A direita no Uruguai, representada pelos partidos chamados de brancos e colorados, respectivamente, Partido Nacional e Partido Colorado, perderam ao menos em três quesitos, presidência, parlamento e plebiscito, após a realização das eleições, no último domingo.
Levaram a disputa para o segundo turno, no entanto, terminam com menos voto do que esperavam e com as calculadoras em mãos, provavelmente não cheguem a vencer o pleito, no dia 30 de novembro. Com 98,9% das urnas apuradas, até o dia de hoje, o partido de governo, Frente Amplio (FA), que tem ao menos quatro pontos a mais do que todas as pesquisas de opinião haviam divulgado anteriormente, tem Tabaré Vázquez adiante com 47,9%, contra 30,9% de Lacalle Pou, do Partido Nacional. A diferença entre ambos, de pelos menos 17%, casa com a imagem das muitas bandeiras do FA dispostas nas varandas de casas e edifícios em Montevidéu, em diferentes bairros e zonas da capital uruguaia, onde 53,5% votaram pela continuidade do governo frenteamplista. Vale ressaltar que a prefeitura de Montevidéu, há 25 anos, é governada por diferentes membros do Partido Comunista.

Mujica, Lucía e Dilma

“A América Latina respirou com a vitória de Dilma”. A frase foi dita pela senadora Lucía Topolansky, mulher do presidente José Mujica, perseguida e mantida presa por 13 anos, na época da ditadura militar no Uruguai. Ela esteve presente na sede do partido Frente Amplio (FA), ontem, para acompanhar o resultado do primeiro turno das eleições. “Eu celebro (a vitória da Dilma Rousseff), porque o Brasil é um dos países mais importantes da América Latina, e o rumo da região estava alinhado com o Brasil”. Após os resultados das eleições de ontem, Lucía foi reeleita senadora.
Além de comemorar o resultado das eleições no Brasil, Toponlansky comentou os episódios panfletários oposicionistas da imprensa no país, e os comparou a posturas da época da ditadura militar, caso da revista Veja, que poucos dias antes das eleições adiantou a saída da revista de domingo para sexta-feira, e arrematou a matéria de capa com uma publicação contra Lula e Dilma sobre as denúncias de desvio de recursos da Petrobrás, que o Tribunal Superior Eleitoral considerou ilegal. Toponlansky deixou claro sua convicção de que o Brasil necessita discutir uma lei de meios.
“Tinha um 6% de vantagem apesar do que a imprensa fez, pouco antes da veda eleitoral, isso é algo tremendo do ponto de vista da ética. Acho que os brasileiros deveriam pensar sobre uma lei de meios. Isso não se faz em democracia, se faz em uma ditadura”, defendeu Lucía. Logo, um jornalista comentou à candidata que no Uruguai não aconteceu o mesmo que no Brasil, em relação a cobertura da imprensa. No entanto, para Topolansky, a imprensa uruguaia mudou sua forma de cobrir as eleições, quando destinou pouco espaço e excluiu, por exemplo, suas ações de campanha, focando apenas nos presidenciáveis.
“No Uruguay não aconteceu a mesma coisa, mas a imprensa excluiu muita gente, como a mim, fui excluída da imprensa nos dois últimos meses. Nós fizemos um ato imenso, no domingo passado, e apenas se esclareceu na segunda-feira, uma (matéria) fininha, porque não podiam publicar menos. Apenas seguiram os candidatos presidenciais e eliminaram todo o resto, e me disseram, porque eu perguntei a muitos veículos, falaram que a ordem era seguir nada mais que a fórmula presidencial. Então, isso é uma novidade no Uruguai”, criticou.
Sobre a campanha do Frente Amplio, até este primeiro turno das eleições, Lucía considera que a movimentação e os ânimos melhoraram nas últimas semanas, e voltou a enfatizar sobre a falta de cobertura da imprensa. “A campanha foi diferente, foi uma campanha muito fria a princípio, esquentou no último mês, e ainda uma imprensa que apenas seguiu a fórmula presidencial, e ao resto da movimentação não lhe deu nem dois centímetros de espaço”, destacou Topolansky, que diz não saber o que faltou para que a campanha estivesse mais entusiasmada.
“Nós fomos crescendo, eu pude participar de praticamente todos os atos de encerramento de campanha, e foram todos bons. Não sei o que faltou, porque militar, militamos até morrer, capaz que morremos um pouco mais”.
Lucía não quis analisar, nem mesmo comentar, qualquer resultado preliminar que aos poucos era divulgado pelos diferentes canais de televisão, no momento em que a imprensa estava reunida na sede do partido Frente Amplio. E a todos os jornalistas que aproximavam-se da candidata, Topolansky explicava que era preciso esperar o resultado final, antes disso seria precipitada qualquer consideração. O segundo turno está marcado para o dia 30 de novembro, entre Tabaré Vázquez (FA), que terminou com 47%, e o representante da direita, Lacalle Pou (Partido Nacional), com 31%.
Um jornalista perguntou se ela estava tranquila frente aos resultados dessa eleição, Lucía ressaltou sua postura de mulher sempre lutadora, portanto, também sempre tranquila. “Sempre tranquila porque sou uma lutadora, e sempre estarei lutando em qualquer circunstância que se dê”.
*Todas as respostas de Lucía Topolansky contidas no texto acima foram dadas a colegas jornalistas, dos quais estive próxima, ontem, na sede do partido Frente Amplio. Eu não lhe fiz qualquer pergunta. Desde o início desta viagem a Montevideo, entrevistá-la era das coisas que mais gostaria de poder realizar. Assim, aproximei-me de Lucía para solicitar-lhe uma entrevista em outro dia e com mais tempo, ao que ela mostrou-se bem disposta, “anote o número do meu celular”, e disse para chamá-la na terça ou quarta-feira. E assim, possivelmente, o farei.
Fonte:Pragmatismo Político

Presidente mais pobre do mundo ainda anda de fusca e doa 90% do seu salário

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Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro, nos arredores de Montevidéu. A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.

pepe mujica mais pobre mundo
Pepe Mujica em seu fusca. O 'presidente mais pobre' do mundo ainda doa 90% do seu salário
Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.
“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos”, diz o presidente.
Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.
Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen cor celeste avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.

Sem contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, da Espanha, que espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincon del Cerro.

Mujica também oferece residência oficial para abrigar moradores de rua

O presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31) sua residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso faltem vagas em abrigos oficiais do governo.
Ele pediu que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a necessidade da concessão da sede da Presidência. De acordo com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o palácio de Suarez y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.
No último dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social. Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.
O presidente não mora em sua residência oficial, pois escolheu viver em seu sítio, localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu. Nem mesmo seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente progressistas da história do Uruguai.
No inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.

Moradias populares

Em julho de 2011, Mujica assinou a venda da residência presidencial de veraneio, localizada em Punta del Este, principal balneário turístico do país, para o banco estatal República. A operação rendeu ao governo 2,7 milhões dólares e abrirá espaço para escritórios e um espaço cultural.
Vídeo divulgado no Youtube mostra Mujica em seu fusca. Assista:
A venda dessa residência estava nos planos de Mujica desde que assumiu a Presidência em março de 2010. Com os fundos amealhados, será incrementado o orçamento do Plano Juntos de Moradias. Também é planejado o financiamento de uma escola agrária na região, onde jovens de baixa renda poderão ter acesso a cursos técnicos.
Fonte: El Guia Latino e Opera Mundi

Cenas de uma Marcha Fascista em S.Paulo

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Ameaças, incitação ao ódio, agressões físicas e um deputado armado fazendo um discurso acalorado em defesa da Polícia Militar. Veja algumas cenas da manifestação pelo impeachment de Dilma na av. Paulista

impeachment dilma são paulo
Ato pelo impeachment de Dilma reuniu cerca de 1.500 em São Paulo. Filho de Jair Bolsonaro foi flagrado com arma na cintura (Imagem: Pragmatismo Político)
Cerca de 1.500 manifestantes se reuniram na tarde deste sábado em um protesto contra Dilma Rousseff, segundo a Polícia Militar (PM). O ato, combinado pela internet, pediu a intervenção militar no Brasil e reuniu pessoas com faixas de “Fora PT”, “Dilma sabia”, além de pedidos de impeachment da presidente reeleita.
Foram registrados durante a manifestação vários flagrantes de confusão. Tanto com opositores, como entre os próprios integrantes do ato.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC), filho de Jair Bolsonaro (PP) foi um dos oradores do evento. Durante o seu discurso, o deputado acabou mostrando, sem querer, que estava armado. A pistola, pendurada na cintura do parlamentar foi flagrada pela vídeo-reportagem do sítio Viomundo.
Acompanhe cenas da manifestação:
(Vídeo 1)
(Vídeo 2)

A guerra fria ainda não acabou

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avioes russia sobrevoa europa
(Reprodução)
Lucien de Campos*
Nesta semana, mais precisamente nos dias 29 e 31, aviões militares russos sobrevoaram o espaço aéreo da Europa, chegando aos limites de Portugal. Os russos sobrevoaram em zona aérea internacional, mas com jurisdição portuguesa.
Conforme comunicado da OTAN, foram quatro grupos de aviões militares russos nos quais realizaram “manobras militares significativas”. Após alguns avisos da Forca Aérea Portuguesa, os aviões russos foram escoltados por dois cacas F-16 portugueses.
Desde a crise na Ucrânia, EUA e União Europeia impuseram sanções à Rússia. Os sobrevoos no espaço aéreo europeu são de fato, uma resposta de Putin. E não somente uma resposta, foi uma demonstração de poder. Definitivamente, os russos pretendiam testar o poder de reação dos membros da OTAN. De certa forma, foi um movimento muito bem estudado pela Força Aérea Russa, chegando com facilidade aos limites aéreos da Europa.
Provocação? Diversos analistas portugueses definem este acontecimento assim. Porém, visualizo que pode ter sido somente um teste, arriscado sim, mas com objetivo de impor um aviso. Em palavras mais informais, um aviso “Olha, estamos aqui!”.
Diante deste fato, pode-se imaginar que venha ocorrer algum incidente diplomático, num futuro próximo. As forças armadas norte-americanas defenderam que os voos militares russos aumentam as tensões e representam uma ameaça à segurança. Contudo, pode ser que os EUA não responde na mesma moeda. Os norte-americanos têm outros problemas a resolver no momento, desde sua economia interna até o avanço do Estado Islâmico no Oriente Médio.
Mas, se a Rússia converter este teste na prática, e até mesmo atacar acidentalmente um membro da OTAN, o contexto pode mudar, deixando os EUA na obrigação de responder. Sinto que a Guerra Fria ainda está presente. Resta-nos aguardar os próximos acontecimentos.

Fonte:

sábado, novembro 01, 2014


"VEJA" Da mentira ao caos.

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Veja’ extrapolou todos os seus limites, inclusive foi conduzida ao discurso humorístico pelos militantes, através de jocosas recriações de suas capas.

revista veja globo lula dilma
(Imagem: Pragmatismo Político)
Mailson Ramos*
A ‘Veja’ esteve próxima de concretizar mais um golpe eleitoral. Desta feita, rompeu todos os limites: os de sua moribunda credibilidade e o do bom senso do eleitorado. Mas não estava sozinha; ao derredor do lamaceiro criado pela principal publicação do Grupo Abril havia também a atenciosa TV Globo, aquela que cumpriria papel fundamental, mais uma vez, nos bastidores da política nacional.
Por essas e outras é que a televisão conserva ainda um papel de essencialidade na propagação de informações neste país. Entretanto, as mídias sociais foram motores propulsores de um novo debate: aquele em que a notícia ou o fato é confrontado imediatamente com a veracidade das fontes.
Na quinta-feira (23/10) à noite, a notícia-manchete “Eles sabiam de tudo” lançada inicialmente nas mídias sociais tentava colocar freios à campanha de Dilma Rousseff à vésperas do pleito com a certeza de que a candidata petista não teria mais tempo para se defender. Na sexta-feira (24/10), subjugada ao curto espaço de tempo do último programa eleitoral reservado às despedidas e conclamação dos eleitores, Dilma foi obrigada a relatar o assunto que corria as ‘sete freguesias’ desta república causando furor no eleitorado, especialmente nos indecisos. Se Dilma não falasse naquela oportunidade o resultado seria desastroso. Ainda assim, a perspectiva não era das melhores.
No sábado (25/10), o Jornal Nacional resolveu tomar pé da situação; mas isso aconteceu de maneira camuflada. A TV Globo utilizou o quebra-quebra em frente ao prédio do Grupo Abril, em São Paulo, para somente então explorar o assunto. O embate entre ‘Veja’ e Dilma foi mostrado como agente causador da manifestação. A partir deste momento o eleitor indeciso adquiriu sentido o suficiente para não votar em Dilma. Naturalmente a candidata tinha muito mais o que perder; a ‘Veja’ lançava mão desta cartada sem precedentes na história da política brasileira.
Caso as grandes emissoras de TV dessem coro à ‘Veja’ ainda na sexta-feira, não há duvidas de que Aécio seria o vencedor. Os blogueiros da publicação da Abril apostaram suas próprias calças em Aécio confiantes na vitória pelo sucesso da cartada contra o PT. Não tão convictos assim, outros reforçavam a ideia de impeachment, caso Dilma fosse novamente eleita. A questão é seríssima. A produção de conteúdo jornalístico sério e a ética pela veiculação das informações têm sido agredidas constantemente por ‘Veja’. Por isso é preciso aprovar urgentemente uma lei de meios. Não para cassar a liberdade de expressão, como querem fazer ver os grandes oligopólios de comunicação. Não. É por uma fiscalização autônoma e respeitada.
Desde 1989, com Collor e Lula, as organizações de comunicação interferem, segundo seus interesses financeiros e de influência, nas eleições presidenciais. É como se o povo estivesse subjugado aos ideais econômicos das grandes emissoras de TV, rádio e jornal do país.
‘Veja’ extrapolou todos os seus limites, inclusive foi conduzida ao discurso humorístico pelos militantes, através de jocosas recriações de suas capas. Perda de credibilidade parece não incomodar mais os seus editores. Não se exime de mergulhar ao submundo do crime para depois emergir com noticias nunca comprovadas. Com o mesmo ódio vociferam os colunistas e repórteres em seus artigos. São capazes de antecipar uma edição em dois dias e estampar na capa uma manchete que, segundo O Globo, não é comprovada pelo advogado de Youssef.
Nos próximos capítulos desta novela idílica de ‘Veja’ contra o PT mais desdobramentos da crise de credibilidade da publicação com a ratificação de que o doleiro jamais afirmou o conhecimento de Dilma e Lula sobre a corrupção na Petrobrás. Naturalmente a revista deve debandar para outras temáticas antipetista como a ‘nova república bolivariana brasileira’ ou o ‘Brasil cubano’. Há ainda a questão doimpeachment da presidenta eleita; o apoio da bancada conservadora, separatista e fundamentalista eleita pelos paulistas. Como os senhores e senhoras podem ler, não faltará assunto para as futuras publicações de ‘Veja’. Se faltar, eles não vão pensar duas vezes antes de criar um fato ou um factoide.
*Mailson Ramos é escritor, profissional de Relações Públicas e autor do blog Opinião e Contexto. Escreve semanalmente para Pragmatismo Político. Contato: ramosunic@gmail.com

Tudo o que você precisa saber sobre Referendo e Plebiscito

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A Reforma Política deve começar a ocorrer através de Plebiscito ou Referendo? Confira as principais diferenças caso cada processo seja adotado.

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Dilma travará árdua batalha com o Congresso Nacional para conseguir realizar a Reforma Política. Duas vias são Plebiscito e Referendo (divulgação)
especial BBC
Para que a presidente reeleita, Dilma Rousseff, tenha êxito em sua principal proposta para seu segundo mandato, a aprovação de uma reforma política, ela terá de se entender com o Congresso quanto à melhor forma de consultar a sociedade no processo.
A proposta original de Dilma é pela convocação de um plebiscito para tratar do tema. Já os dirigentes da Câmara e do Senado preferem que os eleitores participem da reforma por meio de um referendo. A posição do Congresso nesse tema é crucial, já que cabe ao órgão decidir qual modelo será adotado.
Os pontos de vista distintos já provocam atritos entre as autoridades. Na terça-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que “o Congresso pagará caro pela omissão” se autorizar a convocação de um plebiscito, delegando aos eleitores o poder de definir os rumos da reforma.
O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reforçou a posição de Renan e culpou o PT pela não aprovação de uma proposta de reforma no ano passado.
Também na terça, Dilma flexibilizou sua posição ao dizer em entrevista que “não interessa muito se é referendo ou plebiscito”. A BBC Brasil formulou perguntas sobre o que muda caso cada processo seja adotado.

Qual a diferença entre referendo e plebiscito?

A principal distinção é que um plebiscito é convocado antes da elaboração de um ato legislativo ou administrativo que trate do assunto em questão. Já um referendo é convocado posteriormente, para que a população aprove ou rejeite a proposta já elaborada.

De que maneira essas diferenças influenciariam na reforma política?

Pela proposta de Dilma, um plebiscito sobre a reforma política permitiria aos brasileiros posicionar-se sobre vários temas. Eles poderiam, por exemplo, decidir se o financiamento das campanhas deve ser público, privado ou misto; se o voto deve ser nos partidos, em listas fechadas, ou em candidatos; se deve ser criada uma cláusula de barreira para impedir que partidos pequenos assumem lugares na Câmara; e se a reeleição deve ser proibida.
Caberia ao Congresso decidir quais perguntas serão feitas e elaborar uma proposta que respeitasse os resultados da consulta. Esse modelo daria aos eleitores maior poder na elaboração da proposta.
No caso de um referendo, o Congresso elaboraria uma proposta de reforma, e os eleitores teriam apenas o poder de chancelar ou vetar o projeto como um todo, sem poder modificá-lo. Esse modelo daria ao Congresso mais poder na elaboração da proposta.

Quais os argumentos favoráveis e contrários aos dois modelos?

Defensores do plebiscito dizem que, se a elaboração da reforma ficar a cargo do Congresso, dificilmente serão aprovadas medidas que descontentem deputados e senadores. A reforma, dizem eles, provavelmente seria tímida.
Eles afirmam que um plebiscito atenderia os anseios dos manifestantes que foram às ruas em junho de 2013 e pediram maior participação da sociedade nas decisões do Estado.
Já os defensores do referendo dizem que um plebiscito teria perguntas muito específicas e que dificilmente os eleitores estarão informados o suficiente para respondê-las. Afirmam, ainda, que as opções dos eleitores poderiam produzir uma proposta “frankenstein”, difícil de pôr em prática.
Eles dizem que o Congresso é o órgão mais capacitado para a tarefa e detém a legitimidade para executá-la, por ser composto por deputados e senadores eleitos pelo povo. Afirmam, ainda, que a realização de um plebiscito reduziria a importância do Legislativo, afetando o equilíbrio entre os Três Poderes.

Quais foram os últimos plebiscitos no Brasil?

O último plebiscito estadual ocorreu em 2011, no Pará, quando os eleitores do Estado decidiram se as regiões de Carajás e Tapajós deveriam se tornar Estados autônomos. A maioria dos paraenses rejeitou a divisão.
O último plebiscito nacional ocorreu em 1993, quando os brasileiros puderam optar qual regime de governo vigoraria no país: se monarquia ou república e se parlamentarismo ou presidencialismo. Venceu a proposta por uma república presidencialista, regime que já vigorava.

Quais foram os últimos referendos?

No último referendo estadual, em 2010, os eleitores do Acre decidiram se o fuso horário no Estado deveria ser voltar a ser de duas horas a menos que Brasília, após ter sido alterado para uma hora a menos. A maioria aprovou a mudança para o horário antigo.
O último referendo nacional ocorreu em 2005, quando a população foi consultada sobre a proibição do comércio de armas de fogo no país.
A proibição estava prevista em artigo do Estatuto do Desarmamento, que havia sido aprovado em 2003. Os brasileiros, porém, rejeitaram a mudança.
Fonte: Pragmatismo Político
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