sábado, fevereiro 04, 2017


Argentina, Venezuela e Paraguai podem registrar casos da doença pela proximidade com o Brasil

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Vacinação Febre Amarela
FOTO: PREFEITURA DE ARAXÁ/DIVULGAÇÃO
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta para a circulação da febre amarela em outros países da América do Sul, além do Brasil.
Segundo a entidade, Argentina, Venezuela e Paraguai podem registrar casos da doença, já que fazem fronteira com estados brasileiros onde a febre amarela está presente e possuem ecossistema parecido com o das regiões brasileiras onde há registro da doença.
De acordo com o comunicado, as fronteira de Roraima com a Venezuela, do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e do Paraná com o Paraguai e com a Argentina são as áreas que merecem os maiores cuidados, pois já foram registrados casos de febre amarela.
A doença no Brasil
De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, 60 pessoas morreram em decorrência da febre amarela no Brasil. Destas, 53 são de Minas Gerais, quatro no Espírito Santo e três em São Paulo.
Desde o início do surto, os órgãos de saúde brasileiros foram informados de 150 suspeitas de morte por febre amarela - 87 ainda estão em análise e três foram descartadas. Tocantins, que no último boletim tinha apenas uma notificação, agora aparece na lista com uma morte em investigação.
Até então, o país recebeu 921 notificações da doença, sendo que 804 ocorreram em Minas Gerais. Deste valor total, 702 estão em investigação, 161 foram confirmadas e 58 descartadas.
A própria OMS já havia dito que o surto de febre amarela chegaria a outros estados do Brasil. Até agora, casos da doença foram notificados nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Distrito Federal (todos descartados), Goiás e Mato Grosso do Sul.
"Espera-se que casos adicionais sejam detectados em outros estados do Brasil devido ao movimento interno de pessoas e de macacos infectados, além do baixo nível de cobertura vacinal em áreas que antes não estavam em risco de transmissão de febre amarela", disse o boletim.
Fonte:Gazeta Web

FHC abraçou Lula: não é mera civilidade, e sim uma velha amizade

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Fonte:Gazeta do Povo
Sempre acho estranho quando colocam uma foto de Fernando Henrique e Lula convivendo bem e dizem que isso é uma mostra de que os extremos podem conviver bem. Pra quem viveu um pouquinho que seja da ditadura militar e o período da redemocratização, estranho é esse ponto de vista de que eles seriam uma oposição irreconciliável um ao outro.
Nesta semana, aconteceu de novo. Lula perdeu a mulher e Fernando Henrique apareceu para lhe dar um abraço. O mesmo tinha acontecido quando foi Ruth Cardoso quem morreu. Nada mais natural. Os dois têm muito m,ais em comum do que os patéticos militantes histriônicos de internet jamais ousariam cogitar.
FHC e Lula têm origens diferentes, claro. Um na academia, outro no sindicalismo. Seguiram caminhos diferentes – um no PSDB, outro no PT. Mas não foi apenas a necessidade de combater um regime ditatorial que os uniu nos anos 1970 e no início da década de 1980.
Ambos tinham origens à esquerda – embora ambos tenham renegado esse passado, em maior ou menor medida, ao assumir um pragmatismo em nome do poder (e, ah, a bendita palavra) da governabilidade. E para quem viveu o início dos anos 1990, sabe que faria todo o sentido os dois irem juntos para o poder. Só não aconteceu por muito pouco.
Em 1994, Lula já era uma potência eleitoral. Perdera o segundo turno para Collor: mas tinha impressionado ao derrotar gente do tamanho de Ulysses, Brizola e Covas para chegar ao segundo turno. Era o candidato da vez, até que Fernando Henrique, num golpe de sorte, foi chamado por Itamar para a Fazenda. E com um plano tecnicamente muito sofisticado, erradicou a inflação do país. Ninguém poderia vencê-lo depois disso.
Faria todo sentido Lula e Fernando Henrique montarem uma coligação. Os dois estavam mais à esquerda, muito mais à esquerda, do que o PFL a quem FHC acabou recorrendo para conseguir u vice de peso, tempo de tevê e apoio suficiente. Mas os dois eram vaidosos e ninguém queria abrir mão da cabeça de chapa. Foram um contra o outro – e começou a história da batalha entre PT e PSDB.
Por uma ironia do destino, os dois acabaram fazendo alianças com o centro fisiológico (o PMDB) e com uma direita que obviamente não combinava com seu passado (o PFL, para Fernando Henrique; o PP para Lula – ambos herdeiros diretos da ditadura que ambos haviam combatido).
FHC implantou políticas que o PT rotula de neoliberais. Lula, presidente na sequência, é rotulado pelos fãs do PSDB moderno, mais à direita, como se fosse um novo Fidel Castro. Nada disse faz sentido. evidente que seus governos foram diferentes. E é claro que as diferenças pessoais entre eles existem.
Mas muito mais o que separa FHC e Lula (os homens, não os presidentes) é a histérica militância que quer ver neles extremismos que eles nunca deviam ter representado. Um extremismo reforçado em grande medida pela gritaria das redes sociais, que distorce o oponente até transformá-lo num diabo.
FHC não é a extrema direita, Lula não é a extrema esquerda. Mas vá explicar isso num mundo em que os eleitores de um lado torcem para que morram as pessoas do outro lado?
Antigos amigos, embora adversários políticos.

O intelectual e o operário foram deputados juntos.

Campanhas juntos já depois da fundação do PT.

Na campanha de FHC para o Senado.

Na passagem da faixa, no primeiro dia de 2003.

Juntos nas campanhas…

… nas panfletagens…

… na doença de Lula…

… e na morte de Ruth Cardoso.
es.

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