MEIO INGRESSO... 50% GOVERNO REPASSA PARA FIFA.


A polêmica sobre o meio ingresso para jovens de 15 a 29 anos é um abacaxi que Dilma repassou para os municípios e os estados descascarem. E é obvio que em período eleitoral os candidatos a prefeitos e vereadores dos municípios que sediarão jogos da Copa do Mundo irão tirar proveito eleitoreiro, sem que as conseqüências sejam amplamente discutidas.
É sem dúvida um absurdo, com 29 anos a pessoa já é adulta, e já trabalha para se manter. A maioria nesta faixa etária são bem resolvidos financeiramente.
Quando um grupo de teatro, um circo, cinema, clube de futebol,que tem enormes dificuldades no trabalho que executa, protesta contra o meio ingresso, os apelos caem no esquecimento.
Aliás, não foram poucas as instituições que pediram o fim do meio ingresso, na esperança de melhorar sua dramática situação financeira.
Mas em  se tratando da poderosa  FIFA, o governo constrói caminhos e acaba revendo a concessão.
Não pode ameaçar os lucros dos velhinhos da entidade que tem muita dificuldade de receita, nada mais justo!!! É um benefício ao pessoal da 3ª idade.
A proposta do Estatuto da Juventude vale para o frágil sistema de diversão no Brasil e é suspenso para a Copa do Mundo, período em que a poderosa FIFA, muitas vezes acusada de corrupção, vai faturar milhões de dólares.
Acabar com o meio ingresso agora, por causa da FIFA, é inoportuno, embora o tema possa ser discutido adiante.
Aceitar o meio ingresso para jovens de 15 a 29 anos pode ameaçar a estabilidade da indústria de espetáculos no Brasil.
Uma terceira hipótese é deixar a discussão do tema para os estados em que haverá jogos da Copa. Cada estado brasileiro teria sua definição.
A coisa acaba toamando proporções eleitoreiras . Aos deputados interessa votar algo que agrade à juventude. Ao governo interessa fazer algo que agrade à FIFA, pois a Copa é uma alavanca eleitoral para os altos dirigentes.
A saída proposta pelo prefeito do Rio de Janeiro contempla as duas partes. O meio ingresso continua de pé na Copa, valorizando a decisão dos deputados e o governo federal paga a conta, garantindo os lucros da FIFA.
E o Povo como sempre, paga a conta.

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