segunda-feira, julho 29, 2013


Visita do papa ao Brasil custou R$ 118 milhões aos cofres públicos

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Visita do papa Francisco ao Brasil  custou quase R$ 120 milhões aos cofres dos governos federal, estadual e municipal. Por outro lado, igreja  arrecadou cerca de R$ 300 milhões

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Papa Francisco veio ao Brasil  (Foto: Reprodução)
A visita do papa Francisco ao Brasil de 23 a 28 de julho, durante a 26ª Jornada Mundial da Juventude, custou aos cofres dos governos federal, estadual e municipal do Rio pelo menos R$ 118 milhões.
O governo federal teve o gasto de R$ 62 milhões — desse total, R$ 30 milhões foi com a segurança do papa. Só com o transporte por um avião Hércules da Força Aérea de dois papamóveis do Rio para o Santuário de Aparecida (SP) custou cerca de R$ 1 milhão.
Dos cofres do Estado e da prefeitura do Rio saiu aproximadamente o total de R$ 56 milhões.
Não há informação sobre quanto a Igreja Católica  gastou com a visita do papa e a realização da Jornada.
Com a inscrição dos participantes nesse evento, de acordo com estimativa do governo, a Igreja arrecadará R$ 140 milhões, se obtiver 450 mil adesões.

Pelas projeções da própria Igreja, contudo, o número de participantes foi no mínimo de 800 mil, o que deu uma arrecadação de cerca de R$ 300 milhões. Entre outros gastos, a Igreja arcará com a hospedagem dos peregrinos.

Além de milhares de PMs, a visita do papa mobilizou 9 mil homens das Forças Armadas e 1.700 da Força Nacional. Em Guaratiba (Rio), onde houve a vigília missa campal, a Força Nacional empregou 1.500 homens, que se somarão aos 2 mil seguranças privados contratos pela Igreja.
Os R$ 118 milhões dariam para construir 2.360 casas populares, ao custo de R$ 50.000 por unidade.

Fonte: Paupoles, com informações de O Globo


Vaticano corrige Papa Francisco: ateus vão para o inferno

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Vaticano corrige Papa Francisco: ateus ainda vão para o inferno

Após o papa Francisco dizer ao mundo que mesmo os ateus podem ir para o céu, o Vaticano divulgou um comunicado: ateus ainda vão para o inferno.
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Papa Francisco havia dito que mesmo os ateus podem se salvar, desde que realizem boas ações (Foto: AFP)
O Vaticano emitiu esta semana “nota explicativa sobre significado de ‘salvação”, após a mídia noticiar que o papa Francisco “prometeu o céu a todos engajados em boas ações”, incluindo os ateus.
Em resposta às matérias publicadas em sites e jornais, o Rev. Thomas Rosica, porta-voz do Vaticano, disse que pessoas que conhecem a Igreja Católica “não podem ser salvas” se “recusarem-se a entrar nela ou fazer parte dela”.
(Ou seja: ateus ainda estão indo para inferno se não aceitarem Jesus Cristo como Senhor e Salvador.)
O porta-voz também disse que o papa Francisco não tinha “intenção de provocar um debate teológico sobre a natureza da salvação” na sua homilia na última quarta-feira.
A confusão teológica começou após o líder de 1,2 bilhão de católicos romanos no mundo declarar em sua mensagem que ateus iriam desfrutar da salvação se fossem boas pessoas. O papa Francisco disse:
“O Senhor redimiu a nós todos, a todos, pelo sangue de Cristo: todos nós, não apenas católicos. Todos! “Padre… os ateus também? Mesmo os ateus?” Todos!”
“Fomos criados filhos à semelhança de Deus e o sangue de Cristo redimiu a nós todos! E todos temos o dever de fazer o bem. E esse mandamento para todos fazermos bem, penso ser um belo caminho para a paz. Se nós, cada um fazendo a sua parte, fizermos o bem uns aos outros, se nos encontrarmos lá, fazendo o bem, então iremos gradualmente criando uma cultura de encontro. Devemos nos encontrar na prática do bem. “Mas eu sou ateu, padre. Eu não creio…” “Faça o bem e nos encontraremos lá.”
Por Examiner....Tradução: Walter Cruz

Igreja desmata centenas de árvores nativas para evento da JMJ

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Mais de 300 árvores nativas da Mata Atlântica são cortadas para evento da Jornada Mundial da Juventude

Após uma denúncia, fiscais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do RJ, flagraram, no começo desta semana, o desmatamento de um terreno da Paróquia de São Sebastião de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói.
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Igreja de Itaipu corta 334 árvores para missa campal. Vice-prefeito de Niterói diz que ação foi lamentável e nega ter dado autorização (Foto: Hudson Pontes / O Globo)
No total, foram removidas 334 árvores nativas da Mata Atlântica. O objetivo era abrir espaço para celebrar uma missa campal durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento que reunirá milhares de jovens entre os dias 23 e 28 de julho no Rio de Janeiro, sob o lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28, 19) – o que torna o fato ainda mais contraditório.
A paróquia se prepara para receber 800 peregrinos.De acordo com O Globo, o vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, negou que a prefeitura tenha dado autorização para o corte do terreno, que fica às margens do Parque Estadual da Serra da Tiririca, uma unidade de conservação estadual.
Grael também disse que o episódio é “lamentável” e que um evento destinado à juventude deveria ter caráter educativo e, portanto, compromisso com o meio ambiente e com o futuro.Segundo o secretário de Meio Ambiente de Niterói, Daniel Marques, os responsáveis foram multados e terão de fazer medidas compensatórias.
Fonte: Revista Super Interessante

Visita do papa: ateus e agnósticos protestam contra gastos públicos

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Ateus e agnósticos protestam contra gastos públicos na recepção ao papa. Com um secador de cabelos, membros da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) promoveram um “desbatismo” em frente à Catedral da Sé, centro da capital paulista

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Ateus e agnósticos marcaram “Desbatismo” via Facebook (Reprodução/Facebook)
Membros da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) protestaram hoje (22) contra os gastos públicos para recepção do papa Francisco e realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil. Com um secador de cabelos, eles promoveram um “desbatismo” em frente à Catedral da Sé, centro da capital paulista. Após secar simbolicamente a água do sacramento do batismo, a pessoa recebia um certificado de participação no ato.
Podemos receber o papa, mas isso não significa que temos de gastar R$ 850 mil em uma recepção para ele, que os aviões da FAB [Força Aérea Brasileira] tenham de ir até o Vaticano para buscar o jipe dele”, disse o presidente da Atea, Daniel Sottomaior. Ele criticou também o fato de a prefeitura do Rio de Janeiro ter decretado quatro dias de feriado, dois deles parciais, por causa da visita do pontífice.
Para Sottomaior, os gastos com a vinda do pontífice são um exemplo de como a laicidade (doutrina ou sistema que preconiza a exclusão das igrejas do exercício do poder político e administrativo) do Estado é desrespeitada no Brasil. “As autoridades sempre fizeram isso nesses 120 anos de República, pondo símbolos religiosos nas repartições públicas, pondo [a frase] ‘Deus seja Louvado’ no dinheiro, dando dinheiro para as religiões. Todos nós somos católicos e evangélicos à força, com a imunidade tributária que as igrejas recebem”, afirmou.


O professor Marcelo Carvalho ficou sabendo do protesto ao ouvir as críticas de uma apresentadora de TV ao ato. Ele destacou que também não é contra a recepção ao papa Francisco, mas acha que a festa não deveria envolver dinheiro público. “É mais o gasto público com a vinda dele, não necessariamente a vinda dele”, ressaltou Carvalho.
Fonte: Agência Brasil

Visita do papa ao Brasil: o que muda na sua vida?

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Grupo Católicas pelo Direito de Decidir lança campanha contrapondo Jornada Mundial da Juventude e questiona conservadorismo do Vaticano

O papa Francisco chega ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, a ser realizada até o dia 28 no Rio de Janeiro. Para o grupo Católicas pelo Direito de Decidir, organização não governamental feminista, o evento é um reforço do conservadorismo cristão, que não representa a pluralidade da sociedade brasileira. Pensando nisso, o grupo está lançando a campanha “O Papa vem aí! O que muda na sua vida?”, uma série de vídeos sobre temas controversos dentro da Igreja, como o aborto, a homossexualidade e o Estado Laico.
“Vemos um investimento muito grande nas alas mais conservadoras da Igreja na juventude. Queremos ser um contraponto disso, um discurso de resistência que mostra que o católico pode pensar de outra maneira”, diz Valéria Melki, responsável pelo projeto e concepção da campanha. “Não queremos convencer as pessoas de que elas têm de pensar de uma outra maneira, mas mostrar que outras maneiras existem.” A campanha também foca no Manual de Bioética, a ser seguido pelos fiéis, que será lançado durante a Jornada pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil. O documento considera os anticoncepcionais abortivos e condena seu uso, além de se opor ao aborto e à eutanásia, deixando de abordar pontos como a prevenção às doenças sexualmente transmissíveis.
Dentro da tradição católica, Valéria explica que a divergência de pensamentos sempre esteve presente. “O fato de termos um papa como líder, que responde pelos fiéis do mundo inteiro, faz com que as pessoas acreditem que só há uma maneira de pensar dentro do catolicismo e isso não é verdade”.
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Francisco se encontra com a presidente Dilma (Foto: Antônio Lacerda / EFE)
Parte do grupo irá ao Rio de Janeiro, mas não participará do evento com o sumo pontífice. “Se a Igreja fosse efetivamente um espaço de diálogo, então nós poderíamos estar lá, apresentando também a maneira como nós pensamos, com base na própria teologia católica. [Entretanto] O espírito da Igreja atualmente não é de diálogo, mas de decisão hierárquica sem nenhuma possibilidade de discussão”, diz a presidente do grupo Maria José Nunes. As integrantes irão integrar uma edição das marchas da vadias a ser realizada concomitantemente à passagem do Papa, carregando as bandeiras em defesa dos direitos das mulheres. O grupo também critica o financiamento da vinda pelo governo brasileiro e do estado e prefeitura de Rio de Janeiro. “O papa vem ao brasil não como Chefe de Estado, mas como líder espiritual de uma comunidade religiosa. Portanto, constitucionalmente, o Estado não pode colocar recursos ali e, no entanto, coloca”. Recursos estes, defendem, pagos com impostos de católicos e não-católicos.
Ela explica que, segundo a verdadeira tradição católica, em uma situação que apresente duas possibilidades de escolha, a mais acertada não é aquela determinada pela hierarquia, mas a que se toma a partir da consciência bem informada. “Não há interesse em dizer isso, porque é uma relação de poder. Quando você está em uma posição de diferença legitimada, você tem um poder maior e é o que eles estão tentando manter”.
Ao contrário do que alguns supõem, a Igreja permite que seus fiéis discutam e se posicionem de maneiras divergentes a respeito de diferentes temas, desde que eles não configurem dogmas. “Se você questiona Jesus como o filho de Deus, você não é católico, porque isso é um dogma e portanto inquestionável, mas não há nenhum impedimento moral para que a gente não discuta o aborto.” A maneira como ele é tratado hoje faz parte de uma lei eclesiástica, ou seja, como como a Igreja direciona seus fieis, o que não significa que o tema não possa ser questionado por um católico.
“A Bíblia não é um guia de conduta, mas um guia de princípios e valores, escritos dentro de um contexto social e cultural”, destaca Valéria. A apropriação que a alta cúria faz deses escritos, para ela, é realizada em nome da manutenção de uma forma poder. “Alguns discursos são mantidos, como a da relação pela procriação, mas então não poderíamos usar dois tecidos diferentes de uma única só vez, não poderíamos ter o anulamento dos casamentos. Por que alguns discursos são mantidos e outros não?”.
Considerando isso, a presidenta do grupo, Maria José, diz ver com preocupação uma liderança tão conservadora falando para milhares de jovens de todo o mundo, como se falasse para uma massa uniforme. “A Igreja demonstra nisso sua estratégia de investimento nas futuras lideranças dos País, naquilo que é muito forte, com essa perspectiva fundamentalista e conservadora que o papa apresenta”, explica.
Vídeos. O primeiro vídeo lançado apresenta a temática da maternidade e traz novas visões sobre o parto humanizado e o aborto. O roteiro é de Elisa Gargiulo, que levanta a questão do sofrimento da mulher que opta por interromper uma gravidez: “Se elas fazem isso mesmo correndo o risco de morrer ou de ser presas é porque o desespero delas deve ser muito grande”.
A visão do grupo é a de que o direito da mulher precede o todos os outros pontos que envolvem o tema, como o direito de vida do embrião, defendido pela cúria de Roma. “A Igreja trata de forma igualitária duas situações totalmente distintas, porque uma coisa é um embrião ou um zigoto e outra coisa é uma mulher”, diz Maria José. “No momento em que uma mulher vê desenvolver-se no seu corpo um processo de criação de um novo ser humano que ela considera que não tem condições de levar avante naquele momento, por qualquer razão que seja, é seu direito interromper o processo. Isso se dá no seu corpo e, portanto, naquilo que é essa mulher.”
Em recente pesquisa publicada pela Universidade de Brasília e Instituto Anis, se concluiu que a maioria das mulheres que realiza aborto no Brasil é católica – 65% das entrevistadas -, uma parte do catolicismo que precisa de respaldo e apoio, segundo elas. “Nós confortamos essas mulheres a partir da sua mesma fé e é quando elas nos reconhecem”.
O segundo vídeo trata da questão LGBT e defende todas as formas de amor e de relação. “As pessoas estão sendo condenadas e estigmatizadas, mas elas participam de um amor consentido”, diz Valéria. Pela Lei Natural, defendida pelo Vaticano, os pecados que permitem a procriação são menos graves do que os que não permitem. “Pensando assim, menos grave o estupro do que uma lei relação homossexual, por exemplo.” Ela explica que a lei poderia não ter essas implicações na época em que foi escrita, mas hoje tem, e é por isso que a Igreja não pode deixar de caminhar ao lado das necessidades da sociedade. “Se somos cristãos e queremos um mundo melhor, temos que tentar de outras maneiras”.
Confira abaixo um dos vídeos divulgados pelo grupo:
Fonte: Carta Capital

Estudiosos lamentam discurso do papa sobre drogas

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Discurso do papa Francisco sobre as drogas decepciona estudiosos do comportamento humano

Especialistas lamentaram a posição do papa Francisco em seu discurso, quando criticou iniciativas que estariam “deixando livre o uso das drogas”. Segundo a socióloga Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, “lamentavelmente, o papa se equivoca ao relacionar as política antiproibicionistas com uma ideia de liberou geral, de anarquia, quando é justamente o contrário”.
- As pessoas que defendem a legalização a querem com regulação, com ação do Estado. Hoje, as drogas são proibidas e, mesmo assim, o consumo cresce no mundo.
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Discurso do papa sobre as drogas decepciona estudiosos do comportamento humano (Foto: ABr)
A jurista Maria Lúcia Karam, membro da ONG internacional Leap (Law Enforcement Against Prohibition), disse que o papa “irá compreender, mais cedo ou mais tarde”, que os sofrimentos causados pela proibição são maiores do que os do vício. “Essa política de guerra às drogas é inconciliável com os valores cristãos. Ela provoca violência, morte, está enchendo os cárceres do mundo todo”, disse. “A legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas é fundamental para por fim a esses sofrimentos.”
Especialistas elogiaram a figura do papa, por seu perfil carismático e humanista, mas afirmaram que ele está mal orientado no tema.
- Ele tem uma postura que é extremamente inspiradora e positiva e, por tudo isso, eu tinha uma esperança muito grande de que ele pudesse vir a se tornar uma liderança positiva nas áreas mais importantes da experiência coletiva global – disse o antropólogo Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública.
- Essa opinião é profundamente equivocada. É muito bem intencionada, ninguém duvida, mas está na contramão do que os pesquisadores têm encontrado crescentemente. A proibição está na raiz de todos os problemas mais importantes e da violência associada às drogas.
Soares afirmou ainda que, em sua crítica, Francisco deixou de se referir a substâncias lícitas como álcool e tabaco, cujo consumo e a dependência estão muito mais disseminados entre a população, com maiores danos. “Se ele está convencido de que a proibição é necessária, teria, por uma questão lógica, de estendê-la ao álcool e ao tabaco. Será que o papa está disposto a arcar com o corolário da sua própria proposição?”, perguntou.
Pedro Abramovay, professor da FGV-Rio e ex-secretário nacional de Justiça, fez uma interpretação positiva do discurso papal. “Me conforta ouvir que a maneira [de lidar com os usuários] que ele enfatiza é a do tratamento, da saúde, da caridade, e não a da prisão, que é o que vem sendo aplicado em boa parte da América Latina e do mundo.”

Imprensa internacional destaca discurso do papa

O discurso do papa Francisco condenando a liberalização do uso de drogas, durante a inauguração do Polo de Atendimento a Dependentes Químicos, do Hospital São Francisco, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio, foi destaque na imprensa internacional.
O site do jornal inglês The Guardian ressaltou que o pontífice entrou em temas políticos com uma veemente condenação dos movimentos de legalização do uso de drogas. Segundo o jornal, os comentários do papa vão de encontro “ao movimento crescente na América Latina de liberalizar as vendas de maconha e outros narcóticos a reboque de décadas de violenta e ineficiente guerra contra as drogas na região.” O jornalista Jonathan Watts também destacou que o papa Francisco “lançou um rigoroso ataque contra os mercadores da morte que vendem drogas”.
O jornalista do periódico espanhol El País, Pablo Ordaz, informou que o pontífice fez um apelo “contra a praga do narcotráfico que favorece a violência e semeia dor e morte”. O jornal também destacou a primeira homilia do papa na Basílica do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com o El País, o papa enfatizou que os católicos não podem ser pessimistas e que a Igreja Católica deve enfrentar as questões do mundo moderno “de forma positiva, sem medo, deixando para trás a ameaça constante do inferno e do fogo eterno”.
O correspondente do jornal norte-americano The New York Times, Simon Romero, por sua vez, ressaltou os erros na visita do papa, lembrando da chegada tumultuada no Rio de Janeiro, em que o carro que levava o pontífice foi cercado por fiéis. O jornal criticou a pane por duas horas do metrô carioca prejudicando milhares de passageiros, principalmente peregrinos que se dirigiam a Copacabana, onde ocorria a cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude. O jornalista também informou que as autoridades do Rio de Janeiro têm enfrentando críticas sobre a forma como têm lidado com as manifestações na cidade.
Fonte Correio do Brasil

quinta-feira, julho 04, 2013


Nota da Presidente Dilma Rousseff sobre caso Evo Morales

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Presidente Dilma Rousseff divulga nota oficial sobre o constrangimento imposto ao Presidente Evo Morales por alguns países europeus

evo morales bolívia austria avião
Presidente boliviano Evo Morales em entrevista no aeroporto de Viena, algumas horas atrás (Foto: The Guardian)
O Governo brasileiro expressa sua indignação e repúdio ao constrangimento imposto ao Presidente Evo Morales por alguns países europeus, que impediram o sobrevoo do avião presidencial boliviano por seu espaço aéreo, depois de haver autorizado seu trânsito.
O noticiado pretexto dessa atitude inaceitável – a suposta presença de Edward Snowden no avião do Presidente –, além de fantasiosa, é grave desrespeito ao Direito e às práticas internacionais e às normas civilizadas de convivência entre as nações. Acarretou, o que é mais grave, risco de vida para o dirigente boliviano e seus colaboradores.
Causa surpresa e espanto que a postura de certos governos europeus tenha sido adotada ao mesmo momento em que alguns desses mesmos governos denunciavam a espionagem de seus funcionários por parte dos Estados Unidos, chegando a afirmar que essas ações comprometiam um futuro acordo comercial entre este país e a União Européia.l
O constrangimento ao Presidente Morales atinge não só à Bolívia, mas a toda América Latina. Compromete o diálogo entre os dois continentes e possíveis negociações entre eles. Exige pronta explicação e correspondentes escusas por parte dos países envolvidos nesta provocação.
O Governo brasileiro expressa sua mais ampla solidariedade ao Presidente Evo Morales e encaminhará iniciativas em todas instâncias multilaterais, especialmente em nosso Continente, para que situações como essa nunca mais se repitam.
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
Fonte: Agência Nacional

O herói da revista Veja é dublê da Globo

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Apresentado pela revista Veja como a “voz que emergiu das ruas”, Maycon Freitas coleciona pérolas que provocam vergonha alheia até nos mais calejados. Em vídeo, jovem dispara: “Eu trabalho na Globo. É o melhor trabalho do mundo”

maycon freitas globo veja
Tomado por um ataque de fúria, Maycon desabafa contra o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e os direitos humanos (foto abaixo). Essa voz emergiu mesmo das ruas ou de uma boca suja, mimada e ignorante?
Maycon Freitas, o entrevistado das Páginas Amarelas da Veja desta semana (veja aqui), como “representante” dos manifestantes da onda de protestos que tomou as ruas, presta serviços como dublê a Rede Globo de Televisão.
globo maycon freitas veja
(Imagem – Reprodução)
A Veja, é claro, nem se importou que Maycon tenha quase o dobro da idade da maioria dos manifestantes, mas o transformou num grande ativista cibernético.
Apresentado como “a voz que emergiu das ruas”, Maycon é exposto como líder de uma comunidade no Facebook , a União Contra a Corrupção, onde se publica ou republica coisas como essa imagem aí do lado, dizendo que os médicos cubanos (cadê?) são guerrilheiros disfarçados e que um golpe comunista está em marcha. É mentira, a página é mantida por Marcello Cristiano Reis, um advogado paulista.
Se tivesse ido olhar o perfil de Maycon no Facebook veria que, antes de virar “celebridade”, suas últimas postagens continham pérolas do tipo:
“Mulher que diz que homem é tudo igual. É porque nunca soube fazer a diferença na vida de um.”, ou
“No carnaval as mina pira , em novembro as mina ”pari”. “No carnaval os mano come, em novembro os mano some.”
Antes, em 2002, a vida estava boa para Maycon, como você pode ver nas fotos do líder de massas em Cancún, no México, num turismo “padrão FIFA” de deixar a gente com inveja. Como está sofrendo o revoltado Maycon!
maycon freitas veja globo
(Reprodução – Facebook)
Ah, essa internet…
Ah, essa Veja…
PS. Até de um mistificador como o Maycon a gente respeita a privacidade. Todas as fotos são públicas no seu Facebook, não necessitam de compartilhamento.
Vídeo. Assista Maycon Freitas em ação, a voz que emergiu das ruas:
Fonte: Pragmatismo Político

segunda-feira, julho 01, 2013


Referendo é atentado contra reforma política

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Entre o plebiscito proposto por Dilma e o referendo defendido pela oposição há uma distância enorme


Os principais partidos de oposição não tardaram em manifestar seu ponto de vista sobre a proposta presidencial de plebiscito. A nota assinada por PSDB, PPS e DEM propõe, ao revés, a convocação de um referendo. O parlamento resolve em suas coxias as novas regras político-eleitorais, para depois consultar, nas urnas, a cidadania.
A explicação oficializada pela direita: muito complicado submeter ao voto popular o conjunto de questões que determinam a reforma política. A conclusão desse raciocínio é que seria bem mais prático forjar um acordo entre deputados e senadores, deixando aos eleitores apenas a missão de aceitar – ou não – o pacote já fechado para embrulho.
dilma plebiscito referendo
Oposição pretende barrar proposta de Plebiscito para levar adiante Referendo (Imagem: Edição / Pragmatismo Politico)
Os oposicionistas não conseguem esconder seu desgosto com uma iniciativa que pode produzir duplo resultado. O primeiro é a radicalização da democracia, com o desmonte do sistema que garante maioria parlamentar aos grupos conservadores. O segundo: frustrar o plano de ver a presidente e seu partido enfrentando o longo desgaste de uma crise sem fim.
Manter a discussão sobre reforma política no Congresso constitui manobra para amarrar as mãos de Dilma, com o intuito de deixa-la ser fritada pela escalada de protestos e reivindicações. Afinal, não é mais possível, com a atual correlação de forças nas duas casas legislativas, avançar seriamente em medidas distributivistas, ampliação de direitos e fortalecimento do Estado (incluindo os serviços públicos justamente demandados pela cólera popular).
Vozes mais afoitas do reacionarismo, especialmente na imprensa tradicional, rechaçam o plebiscito como “bolivariano” ou “chavista”, apesar desse instrumento estar previsto na Constituição. Além de revelarem aversão à soberania das urnas, preferindo o cambalacho dos palácios, tornam pública sua intenção de defender o sistema eleitoral que mais lhes interessa.
A preferência confessa no conservadorismo é pelo voto distrital. Se não der para emplacar, melhor deixar tudo como está. A lógica parece simples. O voto em lista aprofunda o confronto de programas, desfaz laços de clientelismo e reduz a individualização da política. Pelos cálculos da direita, esse ambiente seria claramente favorável aos partidos de esquerda, que poderiam até formar uma nova maioria.
O voto uninominal, com financiamento empresarial, tem sido bom antídoto para amenizar cenários de confronto político-ideológico. O caminho fica livre para candidatos a deputado, alavancados por fartos recursos financeiros, estabelecerem identidade de favores e providências paroquiais com seus eleitores.
Essa é uma das razões fundamentais pelas quais, apesar do PT ter eleito três vezes o presidente da República, a esquerda não representar sequer um terço do Congresso. A engenharia política vigente multiplica o peso dos parlamentares ideologicamente nanicos e dissemina a cultura do personalismo fisiológico por todas as agremiações.
O voto distrital tornaria os deputados uma espécie de vereadores servindo na capital da República. Tornaria as campanhas eventualmente mais baratas, pois limitaria a circunscrição eleitoral, mas aprofundaria a despolitização e a fragilidade dos partidos, além de deformar a proporcionalidade. Uma legenda cujos candidatos fizessem 51% em todos os distritos, por exemplo, teoricamente poderia obter 100% das cadeiras legislativas. Como já aconteceu na Inglaterra, para citar caso menos radical, agrupamentos com 15% ou 20% dos votos nacionais poderiam ficar sem representação.
Os partidos conservadores, por isso mesmo, tratam de embaralhar as cartas e pressionar os aliados mais flácidos do governo, ao lançar a proposta de referendo. O risco de mudança no sistema, potencializado por plebiscito que condicione o Congresso, amedronta os que apostam no isolamento da presidente ou investem em mantê-la sob chantagem de bancadas estrategicamente antagônicas a seu programa.
A operação da direita, nessas circunstâncias, visa emparedar a reforma política nos corredores onde se encontra travada há vinte anos. A discussão pública desse tema não é confortável para quem quer, ainda que algo mude, deixar tudo como está.
Fonte: Brasil 247
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