Surpreso com saldo, PSD descarta fusões




Desde que começou as articulações políticas para a formação do PSD, Gilberto Kassab mantinha constantes contatos com o Governador de Pernambuco, Eduardo Campos (Presidente Nacional do PSB), para uma possível fusão, num mesmo bloco de atuação parlamentar.
Quando iniciou o diálogo com Eduardo Campos (PSB-PB), por volta do mês de fevereiro, Kassab calculava que chegaria a algo em torno de 15 a 20 Deputados e alguns Prefeitos.
Mas com o Marketing na criação do PSD, os números surpreendeu o comando do partido, a sigla consegui grangear para a sua fileiras 600 prefeitos e o número de deputados federais deve chegar a 55.
Sendo assim, chegaram ao entendimento que não é mais necessária a
formação de um bloco parlamentar em conjunto com o PSB, porque o partido de Kassab ficou maior que a sigla de Eduardo Campos.
E afirmou Saulo Queiróz, secretário-geral do PSD:”Vamos manter a nossa independência em relação ao governo federal, se estivermos atrelados ao PSB estaremos automaticamente incorporados à base do governo e não queremos isso.
Apesar do crescimento exponencial, o PSD não pretende avançar o sinal perante àqueles que lhe ajudaram a atravessar esse período de dúvidas sobre o tamanho do novo partido. Ou seja, nos estados jogará aliado a quem lhe auxiliou no crescimento.

                       Cúpula do PSD reunida no lançamento do partido: expectativa de ser a terceira bancada da Câmara (Rafael Ohana/CB/D.A Press - 28/9/11)
                           Foto Kennedy de Almeida  Agencia Estadual de Notícias

Sucessão 
Quanto a São Paulo, a maior cidade do país, que vale pontos para a sucessão de 2014, o PSD hoje só tem uma certeza: a de que terá candidato próprio. O partido considera emblemático lançar um nome da sua lavra à sucessão de Gilberto Kassab no primeiro turno. Por isso, a correria pela filiação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no último dia ao PSD. Meirelles só não será candidato se o vice-governador Guilherme Afif Domingos resolver ser candidato, o que é improvável. A ideia é não precipitar desavenças ou confrontos diretos desde já. Afinal, ali, na sua cidade, Kassab julga que não deve nada a ninguém. A não ser José Serra, que jurou não ser candidato a prefeito. Agora, ainda que Serra volte atrás e reveja essa posição, Kassab dirá ao antecessor o mesmo que diz hoje a Eduardo Campos: “Hoje não faz mais sentido”.








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